Ouvi o barulho da porta se abrindo. Alguém virava a maçaneta bem devagar para não me acordar (o que já era tarde demais).
Essa pessoa entrou com cuidado, dando passos leves, e eu fingi estar dormindo. Como não pude abrir os olhos, não vi quem era, mas então essa pessoa falou:
– Parabéeeens pra vocêeee... Nessa daaata queridaa! Muitas Feeelicidades, Muitos Aaanos de Vidaaa! – era minha mãe.
– Oh... Obrigada! – sorri me espreguiçando e levantando da cama . Ela estava segurando um grande bolo de chocolate, o que era uma tentação pra mim pois eu estava tentando fazer uma dieta. – Ué, cadê a vela?
– Aqui! – meu pai falou aparecendo na porta e pulando na cama para me dar um beijo.
Me levantei e então abracei os dois.
– Gente, muito obrigada por tudo, mas vocês não precisam se esforçar tanto assim. Só um "parabéns" está ótimo...
– Ah, que nada filha – os dois falaram e eu desci. Nas escadas, Jenny, Tiffany e Chris estavam com balões nas mãos. Eles apertaram um spray em mim que saía uma espécie de teia e eu fiquei toda enroscada nela.
Rimos todos juntos. Tirando as nossas brigas, é ótimo ter 3 irmãos, mas alguma coisa dentro de mim dizia que este dia não seria feliz até o final. Ainda bem que não vou ter festa.
Quando cheguei na cozinha, Maicey estava de abraços abertos sorrindo para mim.
– Feliz Aniversário! – eu sorri e a abracei.
– Brigada Mai! – eu parei de abraça-la e logo vi Xavier atrás de mim.
– Parabéns querida – ele me abraçou também. Quantas mais pessoas faltam me parabenizar?
– Brigada gente, sério mesmo – sorri mais uma vez quando minha mãe trouxe o bolo de chocolate para mim, meus irmãos vieram atrás dela, assim como meu pai.
As velas do bolo, que formavam um 17, estavam acesas agora e eles começaram a cantar para mim novamente, em coro.
Chris P.O.V
Depois de várias palmas e vário abraços, tomamos café, só que eu saí para o quintal atrás de casa para atender o celular que estava tocando. Era Melissa.
– Oi Lissa.
– CHRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIS! – ela gritou.
– OI! – gritei também e ri. Eu falava enquanto andava devagar ao redor da piscina.
– VOCÊ VOLTOU DA AUSTRÁLIA E NEM ME FALOU, EU NÃO ACREDITO, EU PRECISO TE VEEER!
Lissa é minha amiga desde o colégio. Eu, ela e o Brian estudávamos juntos, até que eles dois começaram a namorar e nós nos formamos. Eu fui fazer faculdade de direito na Austrália, o que na verdade não aconteceu porque eu não conseguia passar nem mais um dia ali, então eu fiz um curso de artes ao invés, e, agora que eu voltei, ela quer me ver. Nossa, que saudade, eu nunca mais ouvi sua voz, e o pior é que eu sempre gostei dela, ou melhor, gostava. Como saí por um ano e fiquei sem vê-la, eu consegui superá-la. Ainda bem né, porque o Brian é o meu melhor amigo e nem ele sabe que eu tinha uma queda pela sua namorada.
– Eu seeeeii, onde é que você está? – falei.
– To no S com Brian. Ele está trabalhando... Salva-vidas.
– Ah... Enfim, eu te encontro daqui a pouco, porque hoje é o aniversário da Amy e eu preciso ficar com ela um pouquinho, ok?
– Ok, beijos.
Desligamos.
Tracey P.O.V
– ...Só que ela pirou e começou a gritar.
– Uhum... – eu concordava com a cabeça.
– Mas eu tentei impedi-la porque ela com o Harry está errado!
– Uhum.
– Ela vai acabar com o coração partido... De novo.
– Uhum.
– TRACEY! Você está me ouvindo?
– To sim Lindy – assenti com a cabeça, mas na verdade eu só entendi 50% do que ela falou.
A campainha tocou.
– Espera, eu já volto – falei e me levantei. Ao abrir a porta, vi a Amy. – Oi!
– Tracey! Oi – ela se virou e deu um tchau para a limousine que estava na rua, era o Xavier, e ele foi embora.
– O que que você está fazendo aqui? A casa da Lindsay fica logo ali do lado – eu disse porque normalmente ela sempre vai encontrá-la primeiro, mas eu sabia que elas brigaram, só falei isso pra disfarçar.
– Nós meio que discutimos ontem e eu não quero falar com ela por agora... Enfim, eu tenho um monte de coisa pra te falar, posso entrar?
– Hm... Um minutinho por favor – fechei porta e voltei para a sala. – Lindy, é a Amy. E agora?
– Fala pra ela que você não está aqui! – ela disse.
– O que? – eu ri.
– Esquece – ela riu também. – já sei, eu me escondo debaixo do sofá e você fala um pouquinho com ela e depois você coloca ela pra fora, certo?
– Ok, se esconde logo! – então eu voltei pra porta. – Oi de novo. Pode entrar.
Nos sentamos no sofá e foi meio estranho pra mim porque eu sabia que tinha uma pessoa logo de baixo dele.
– Então, ontem né, eu tive que arrumar a casa porque a Maicey saiu com o Xavier, só que o Harry me ajudou a fazer as coisas e foi muito legal. Ele foi tão divertido que me fez perceber que eu gosto dele... de novo. Nós até almoçamos juntos no restaurante do S club...
– Vocês almoçaram juntos? Tipo um encontro?
– Não! Não foi um encontro. Nós só estávamos com fome e comemos normalmente, que nem amigos.
– Está parecendo um encontro pra mim – falei e nós duas rimos.
– Enfim, continuando. Quando eu fui contar para Lindsay, ela não gostou e ainda ficou me criticando. Ela deve estar com ciúmes porque o Harry gosta de mim e o Louis não gosta dela.
– EI! – a Lindy falou um pouco alto debaixo do sofá.
– O que você disse? – Amy.
– Err... Nada. Enfim, me conte mais!
– É só isso. Eu vim aqui te contar pra saber o que você acha de tudo isso.
– Ah, eu acho ótimo. A Lindsay exagerou um pouquinho. Eu sei que ele é famoso e vai ter que viajar pra vários lugares, mas a té lá você tem o verão todo pra sair com ele, e, se você gosta mesmo dele, então eu fico mais do que feliz por você – sorri e ela sorriu também.
Nos abraçamos.
– Ah, me esqueci! PARABÉNS! – a abracei mais forte.
Lindy P.O.V
Nossa, ela foi tão compreensiva que eu até que fiquei me sentindo um pouco mau. Talvez assim é como eu deveria ter agido. Eu só não quero ver a Amy triste quando ele ter que ir embora de novo, ele é HARRY STYLES da ONE DIRECTION. Coisas assim não dão muito certo, mas a Tracey está certa, eu tenho que apoiar as decisões da minha amiga, mesmo sem concordar de vez em quando com ela.
Tracey e Amy começaram a conversar sobre várias coisas que eu até acho que ela se esqueceu que eu estou aqui em baixo no escuro, então, dei um murro pra cima acertando a bunda da Trai. Ri.
– Ai! – ela disse. – Amy você tem que ir!
– Ué, por que?
– Ta tarde, TCHAU!
– Mas são 11 horas da manhã – ela empurrou Amy pra fora de casa e eu ouvi o barulho da porta fechando.
– Oi! – Tracey disse olhando por de baixo do sofá.
Me levantei e a abracei.
– É muito escuro lá embaixo!
Chris P.O.V
Cheguei no S com Xavier. Tudo estava calmo e tranquilo. As piscinas nem estavam tão cheias como normalmente ficam, o que fez o trabalho do Brian ficar bem mais fácil.
Quando eu cheguei até o ponto do salva-vidas, encontrei Melissa lá mexendo no seu iPhone. Brian não estava lá, provavelmente ele foi salvar alguém, eu sei lá.
– Li? – falei e ela olhou pra mim. Lissa jogou seu celular pro lado e correu para os meu braços. Eu sei que eu não gosto mais dela, só que aquele abraço me fez se sentir em casa.
– CHRIIIS! Meu Deus! Quanto tempo!
– Pois é! Eu não aguentava mais ficar lá!
– Por que? A faculdade é ruim? – ela disse terminando o abraço. Nos sentamos na barraquinha onde Brian, como salva-vidas, normalmente fica e, continuamos a conversar:
– Aham... Era ruim.
– Era? Como assim? Você não vai voltar no final do verão para o seu segundo ano? – Lissa perguntou e eu resolvi contá-la, afinal, ela é a minha melhor amiga não é?
– É que... bem... Todo mundo acha que eu passei esse tempo inteiro na universidade mas, na verdade, eu cancelei a matrícula no segundo dia... – dei um sorriso só para descontrariar, mas ela ficou calada processando.
– Christopher Paul Brooks, você é MALUCO? Seu pai aceitou isso de boa?
– Ele meio que não sabe. Eu não contei pra ninguém além de você, Brian e minha irmã.
– Ele vai te matar se souber. Tio Richard sempre sonhou em ter um filho fazendo faculdade de direito!
– Eu sei, e eu já me senti muito mau por ter feito o que eu fiz, mas eu não posso fazer uma coisa que eu não gosto pelo resto da minha vida... – olhei para baixo.
– E o que você fez com o dinheiro que ele mandava pra você todo mês?
– Em vez de pagar a faculdade, eu entrei em um curso de artes. Agora sim eu estou fazendo uma coisa divertida.
– Você é muito doido... – ela olhou para o seu celular, mas então virou sorrindo e me abraçou. – Eu tô tão feliz de ter meu marido de volta!!
Ri. Ela é tão meiga e tem uma personalidade forte. O abraço de novo foi incrível, mas eu não posso arriscar gostar dela de novo. Brian é um cara legal e eu não quero fazer esse mole com ele.
Lindsay P.O.V
– Então... Como fazer isso em tão pouco tempo? – Tray perguntou pensativa.
– Do que você ta falando?
– A festa da Amy, dã! – ela exclamou.
– Tray... Você sabe que a Amy não quer uma festa. Eu ainda nem fiz as pazes com ela, acho melhor não fazer algo que ela não quer...
– Eu não posso fazer uma festa sozinha!
– Tracey, não! – ri. – Aonde você faria a festa? Na sua casa?
– Ta doida??? Meu pai ia surtar – ela gritou. – Você sabe como ele é severo comigo, então seria na casa da Amy, é claro.
– Com os pais dela lá?
– Eu não sei! A gente da um jeito! Só sei que eu não vou conseguir sozinha! Por favor... A Amy não vai ficar chateada com você, afinal, a ideia foi minha – ela fez uma cara bem convincente, o que fez eu pensar que era uma boa ideia.
– Ah, ta bom! – suspirei concordando e ela sorriu batendo palmas.
Foi impressionante o quão rápido a Tray resolveu tudo. Comida, DJ, convidados, ela até falou com a mãe da Amy. A única coisa que faltava ela deixou para mim. Eu tinha que arrumar um jeito de tirar a Amy de casa até às 20:00 da noite, que é o horário da festa, para nos dar tempo de preparar as coisas.
Eu pensei muito como faria isso já que ela nem está falando comigo, então cheguei a uma solução. Nossa, na minha vida toda eu nunca pensei que um dia eu teria o número de Harry Styles.
– Alô? – ele atendeu com uma voz de sono.
– Você tava dormindo? – perguntei – Pelo Amor de Deus, Styles! Vamos acordando!
– O que que você quer Lindy? – ele riu de leve.
– Eu preciso de um favor...
– Hm... Não – ele falou. – Posso voltar a dormir? – ele parecia cansado.
– Ai para com esse cansaço todo... Que que você andou fazendo?
– Eu fui com os meninos para um festa ontem... Voltamos tarde. Bem tarde.
– E ninguém viu vocês?
– Alô? – ele atendeu com uma voz de sono.
– Você tava dormindo? – perguntei – Pelo Amor de Deus, Styles! Vamos acordando!
– O que que você quer Lindy? – ele riu de leve.
– Eu preciso de um favor...
– Hm... Não – ele falou. – Posso voltar a dormir? – ele parecia cansado.
– Ai para com esse cansaço todo... Que que você andou fazendo?
– Eu fui com os meninos para um festa ontem... Voltamos tarde. Bem tarde.
– E ninguém viu vocês?
– Todo mundo estava bêbado, ninguém nem nos percebeu
– Ta, enfim! Isso é sério! Preciso de um favor – exclamei.
– Ok! O que é?
– Eu preciso que você tire a Amy da casa dela e não deixe ela voltar até eu te ligar.
– E porque isso?
– Por causa da festa dela que ela não sabe que vai acontecer – ri.
– Festa dela...? Ai meu Deus, é mesmo! O aniversário da Amy já é hoje!!! – ele pareceu acordar totalmente.
– Então... Você pode fazer isso? – perguntei.
– Lindsay eu preciso ir! Eu falo com você depois... – ele falava como se estivesse com pressa.
– Não! – gritei antes que ele desligasse. – Você pode fazer isso ou não?
– Ta, ta. Deixa comigo. Beijos! – ele falou rápido e desligou o telefone.
Eu não sei se ele realmente vai fazer, mas acho que não tenho outra alternativa a não ser em confiar nele.
– Ok! O que é?
– Eu preciso que você tire a Amy da casa dela e não deixe ela voltar até eu te ligar.
– E porque isso?
– Por causa da festa dela que ela não sabe que vai acontecer – ri.
– Festa dela...? Ai meu Deus, é mesmo! O aniversário da Amy já é hoje!!! – ele pareceu acordar totalmente.
– Então... Você pode fazer isso? – perguntei.
– Lindsay eu preciso ir! Eu falo com você depois... – ele falava como se estivesse com pressa.
– Não! – gritei antes que ele desligasse. – Você pode fazer isso ou não?
– Ta, ta. Deixa comigo. Beijos! – ele falou rápido e desligou o telefone.
Eu não sei se ele realmente vai fazer, mas acho que não tenho outra alternativa a não ser em confiar nele.
A Tracey finalmente terminou de falar com os organizadores da festa pelo celular e então nós seguimos para fazer a última coisa que eu sabia que a Amy também não ia gostar, mas já que estamos fazendo a festa não vejo mal em comprarmos um presente também.
Harry P.O.V
Depois que a Lindy me ligou eu corri para o chuveiro. Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa e desci para comer alguma coisa. Fiquei pensando em como tirar a Amy daqui e rapidamente passaram várias coisas na minha cabeça, acho que vai ser fácil.
Eu não me preocupei em sair e deixar os meninos aqui, eles não estão mais na minha casa. Minha avó tava reclamando muito do barulho, então eles alugaram um quarto em um hotel aqui por perto.
Eu saí de casa e fui até a casa da Amy. O pai dela abriu a porta para mim.
– Oi Sr. Brooks – cumprimentei-o.
– Oi Harry – ele espirrou logo em seguida, acho que ele ainda está meio doente. – A Amy ta lá na sala. Entra aí.
Andei até a sala e a Amy estava jogada no sofá assistindo a um desfile de moda qualquer.
– Hey...
– Harry, oi! – ela sorriu e se levantou do sofá me abraçando.
– Feliz aniversário! – sorri.
– Brigada – ela sorriu tímida enquanto passava alguns fios do seu cabelo por trás da orelha.
– Hm... Então, eu acho que eu tenho uma coisa para você.
– Harry! O que foi que eu te disse? Sem presentes! – ela riu, o que eu estranhei. Amy devia ficar chateada mas que bom que não ficou.
– Relaxa, é só uma lembrancinha – sorri entregando uma caixa para ela.
Ela pegou o presente da minha mão e ao abrir, não sei bem o que a expressão dela quis dizer.
– Ah... Um quebra-cabeça? – ela chacoalhou a caixa ouvindo o barulho das peças. – Brigada – ela me abraçou.
– Pera! Eu acho que eu também tenho outra coisa além disso! – disse em tom de ironia, para ela saber que eu tinha um outro presente. Um melhor.
Ela riu.
– Ta, cadê?
– Vem aqui fora que eu te mostro... – dei um sorriso provocador e segui para lá.
Ela vinha logo atrás de mim, mas parou para deixar o quebra cabeça no seu quarto, o que foi bom. Me deu mais tempo para "ajeitar" o presente.
– Então Styles qual é o seu... – ela congelou ao ver o que tinha na rua da sua casa. – ... presente? – nunca vi um sorriso tão grande.
Harry P.O.V
Depois que a Lindy me ligou eu corri para o chuveiro. Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa e desci para comer alguma coisa. Fiquei pensando em como tirar a Amy daqui e rapidamente passaram várias coisas na minha cabeça, acho que vai ser fácil.
Eu não me preocupei em sair e deixar os meninos aqui, eles não estão mais na minha casa. Minha avó tava reclamando muito do barulho, então eles alugaram um quarto em um hotel aqui por perto.
Eu saí de casa e fui até a casa da Amy. O pai dela abriu a porta para mim.
– Oi Sr. Brooks – cumprimentei-o.
– Oi Harry – ele espirrou logo em seguida, acho que ele ainda está meio doente. – A Amy ta lá na sala. Entra aí.
Andei até a sala e a Amy estava jogada no sofá assistindo a um desfile de moda qualquer.
– Hey...
– Harry, oi! – ela sorriu e se levantou do sofá me abraçando.
– Feliz aniversário! – sorri.
– Brigada – ela sorriu tímida enquanto passava alguns fios do seu cabelo por trás da orelha.
– Hm... Então, eu acho que eu tenho uma coisa para você.
– Harry! O que foi que eu te disse? Sem presentes! – ela riu, o que eu estranhei. Amy devia ficar chateada mas que bom que não ficou.
– Relaxa, é só uma lembrancinha – sorri entregando uma caixa para ela.
Ela pegou o presente da minha mão e ao abrir, não sei bem o que a expressão dela quis dizer.
– Ah... Um quebra-cabeça? – ela chacoalhou a caixa ouvindo o barulho das peças. – Brigada – ela me abraçou.
– Pera! Eu acho que eu também tenho outra coisa além disso! – disse em tom de ironia, para ela saber que eu tinha um outro presente. Um melhor.
Ela riu.
– Ta, cadê?
– Vem aqui fora que eu te mostro... – dei um sorriso provocador e segui para lá.
Ela vinha logo atrás de mim, mas parou para deixar o quebra cabeça no seu quarto, o que foi bom. Me deu mais tempo para "ajeitar" o presente.
– Então Styles qual é o seu... – ela congelou ao ver o que tinha na rua da sua casa. – ... presente? – nunca vi um sorriso tão grande.
– E então? – dei um buzinada de leve. – Gostou? – disse saindo do carro e fechando a porta logo depois.
Sim, o meu presente era um carro, um Evoque.
Eu não sabia o que dar para ela, e isso foi algo que ela me disse que queria.
O carro estava com um grande laço vermelho no capô e ele era branco. A cor favorita dela.
Sim, o meu presente era um carro, um Evoque.
Eu não sabia o que dar para ela, e isso foi algo que ela me disse que queria.
O carro estava com um grande laço vermelho no capô e ele era branco. A cor favorita dela.
Amy, ainda sem palavras, se aproximou de mim.
– Por que...? – ela perguntou tentando entender.
– Eu cansei de andar – disse me referindo ao dia de ontem quando a gente teve que ir a pé até o restaurante do clube.
Ela abriu um sorriso maior do que ela já estava e correu me dando um abraço forte. Ela atravessou os braços pelo meu pescoço e minhas mãos foram de encontro a sua cintura. Eu a levantei girando-a no ar.
– Obrigada! Muito Obrigada! – eu a coloquei no chão mas ela ainda estava em meus braços.
– De nada! – respondi ainda sem solta-la.
Ela me soltou e foi apreciar o carro. Amy passou as mãos pela porta e vidro, acho que só para conferir se era de verdade.
– Bom...! Como hoje é o seu aniversário, eu vou te dar uma tarde de "presentes".
– Não preciso de mais nada – ela não parava de sorrir, o que me fazia sorrir também.
– Certo, mas posso te levar para almoçar? – suspendi uma sobrancelha, o que fez ela rir.
– Com certeza.
– Então, por favor... – eu entrelacei o meu braço com o dela e demos uma volta no carro. Eu abri porta da carona para ela.
– Ahn, se é o meu carro eu não deveria dirigir? – ela perguntou rindo.
– É... Se você soubesse – eu ri e logo ela também. Eu entrei no carro e então comecei a dirigir, não sabia para onde, só sei que tinha feito o que tinha que fazer. Tinha tirado a Amy de casa, assim como a Lindy pediu, mas o mais importante: tinha deixado ela feliz.
Chris P.O.V
– Oi Chris! – o Brian disse entrando na cabana em que eu estava com a Melissa. Ele pegou uma toalha e se enxugou.
– Eaí – respondi. Nos levantamos e fomos até a administração do clube. Brian estava avisando ao pessoal que ele iria sair mais cedo do trabalho hoje, mas ele vai repor as horas depois.
– Pronto, agora estou livre... Posso fazer qualquer coisa.
– Vamos pra casa. Aqui ta enchendo e fica com muito barulho quando cheio – Lissa.
– Ok, mas não pode ser a minha porque não tem nada pra fazer lá – Brian disse. A Melissa é a única pessoa, tirando eu e o amigo do Will que eu não sei quem é ainda, que sabe onde ele mora porque todo mundo acha que eles são ricos e se alguém ver o como a casa deles é pequena, vão descobrir logo que isso é uma mentira.
– A minha também não pode porque a Tracey me ligou e disse que eles estão preparando uma festa lá para a Amy – falei.
– Então vamos pra minha! – Lissa.
Fomos no carro dela até sua casa. Ela mora no condomínio 3.
Eu nunca mais fui lá, então, rever as coisas foi bem legal pra mim.
O Brian foi tomar um banho no banheiro do quarto de hóspedes porque ele estava com cloro da piscina, enquanto isso, eu fiquei conversando com Li. Nós dois nunca ficamos sem assunto, mesmo se passarmos 70 anos sem se falar, então, colocamos o papo em dia. Eu contei tudo sobre o curso de artes que eu fiz e como ele é bom e ela me falou o que aconteceu por aqui no CoundsGold. Rimos bastante contando as histórias um pro outro, só então que percebemos como o Brian estava demorando no banho.
Resolvemos pregar uma peça nele.
Eu fui em direção ao banheiro bem devagar e Lissa veio atrás de mim. Entramos lá em silêncio e eu peguei o meu celular para filmar de brincadeira. A cortina do chuveiro estava fechada, então ele nem sabia que a gente estava lá. Eu olhei para Lissa e ela começou a contar até 3 sem fazer barulho, então eu fiz leitura labial.
– Um... – ela "disse" – Dois... TRÊS!
Eu abri a cortina rapidamente e coloquei a câmera do celular apontando bem para sua parte íntima só para perturbar ele. Por um segundo, ele nem se ligou mas então o Brian se virou e gritou:
– Vocês estão filmando seus idiotas? – e então ele riu, quer dizer, nós três rimos. Ele ligou o chuveirinho e apontou pra gente, mas nós corremos de lá ainda rindo. A risada dela é um pouco exagerada o que a faz ser única, e, só de ouvi-la de novo, eu já fiquei mais alegre. Senti muita falta desses momentos que nós tínhamos todos os dias...
– Deixa eu ver o vídeo! – Lissa disse depois de sairmos.
– Eu não filmei não, foi só uma brincadeira.
– Aff, queria colocar no youtube! – ela disse e o Brian apareceu atrás de nós enrolado numa toalha.
– Se tivesse um vídeo do meu pau no youtube eu iria acabar com vocês!
– Eu só estou me vingando da última vez! – falei.
Brian colocou uma roupa e como já era umas 3h da tarde, resolvemos ficar por lá mesmo assistindo "Jaws" e comendo.
Enquanto comíamos, minha mão se bateu com a da Lissa ao pegar a pipoca que nem em filmes e novelas, mas o mais estranho foi que eu senti um frio na barriga... Droga.
Percebi uma vontade gigante de agarra-la agora mesmo, mas ela tem namorado e ele ta bem do meu lado. Então resolvi chamá-lo pra conversar.
Deixamos a Li assistindo e eu fui para a cozinha com Brian.
– Cara, o que foi? Estava na melhor parte do filme – ele falou.
– Eu sei, eu sei. É que... eu vim aqui pra te pedir um conselho – nos sentamos. – Eu acho que estou gostando de uma garota que eu não posso ter.
– E...
– E que eu queria saber o que você acha.
– Olha Chris, nós não estamos na quarta série, dá em cima dela!
– Não! Eu não estou afim dela, tipo, só transar e pronto. Eu acho que eu estou gostando dela. É diferente.
– Bem... Você já pensou em dizer como se sente? – ele disse. Mau sabe o Brian que essa garota é a sua namorada.
– Mas ela tem um namorado e eu respeito o cara.
– Ué, vai ver ela larga o outro pra ficar com você... Você nunca vai saber se não tentar – ele se levantou, deu um tapinha nas minhas costas e disse: – Você poderia ter esperado o filme acabar né? – e então ele voltou para sala.
Amy P.O.V
– Então... Para onde estamos indo? – perguntei. Aquele carro era incrível! Era confortável, espaçoso, bonito e ainda dava para dar uns amassos! Tudo o que eu poderia querer!
Dei um abraço no Harry enquanto ele dirigia. Depois de um tempo ali, nós chegamos ao campo de golf do clube S. Ele fica meio distanciado do clube em si porque um campo de golf é bem grande e precisa de muito espaço.
– Vamos jogar golf? – perguntei.
– Não exatamente... – ele falou e pegou uma cesta do fundo do carro. Fomos até o final do campo com um daqueles carrinhos de golf e nos sentamos debaixo de uma grande árvore fazendo uma sombra pra nós. – Vamos comer!
Harry P.O.V
Ok, eu não fazia idéia do que fazer com a Amy. Eu queria alguma coisa romântica e fofa ao mesmo tempo, então, resolvi pegar alguma ideia de qualquer coisa que eu visse, mesmo que fosse no High School Musical 2, que nesse caso, foi o piquenique.
Como não tem ninguém jogando golf aqui, eu não preciso me disfarçar e nem se preocupar com nada. O campo era todo nosso. Só espero que não liguem os irregadores de grama que nem acontece no filme...
Amy P.O.V
Depois que terminamos o tal piquenique do Harry, nós ficamos conversando por muuito tempo. Eu queria ir embora, mas Harry parecia estar gostando do campo de golfe, baseio isso por todas as vezes que ele pediu para nós ficarmos. Agora nós tínhamos nos levantado e começado a correr, correr de um lado pro outro sem motivo algum. Harry me pegou pela cintura e nós caímos na grama rindo.
– Ai meu Deus – não parava de rir. – Você é maravilhoso!
– Eu sei que sou... – ele disse olhando para mim.
– Ok... – levantei e ele pegou minha mão fazendo impulso para ele levantar também. – ... Vamos indo?
– O que? – ele perguntou. – Agora? Ta cedo...
– Cedo? Harry são 17:00 da tarde! Sabe que horas a gente chegou aqui? 13:00! – exclamei. Parece até que ele quer me prender aqui!
– Ta... Vamos pro shopping então – ele disse.
– Wow, wow, wow... – ri de leve com um tom sarcástico. – Você esqueceu? Você é Harry Styles! Você não pode ir pro shopping. As pessoas vão te ver!
– Ta, mas vamos fazer compras! Maquiagem ou alguma coisa assim. E por falar nisso, seu sapato ta horrível! – ele disse animado, talvez um pouco demais, o que me fez estranhar.
– Harry... Você é gay?
– Que? Não! – ele riu e logo depois passou um braço por cima dos meus ombros, então, nós andamos até o carro. – Eu só quero dizer que você precisa de um vestido novo pro seu aniversário. E um sapato também.
– Eu não vou ter uma festa.
– E daí? Só por isso você não pode estar bonita? – ele perguntou e eu sorri.
– Ta! Mas como nós vamos comprar roupas se você não pode ir em quase nenhuma loja? – perguntei e ele me olhou pensativo.
– Eu já sei.
– Por favor me diz onde a gente ta indo – eu e o Harry já estávamos no carro a mais ou menos 40 minutos. Esse tal lugar que ele estava me levando era do outro lado cidade.
– Calma, relaxe ai. Já chegamos – Harry saiu do carro, deu a volta e abriu a porta para mim. Eu saí e dei uma olhada no lugar. Era um prédio alto mas não era largo, bonito mas parecia estar abandonado.
– Brigada. Hm... Que lugar é esse? – perguntei.
– Bom, como você disse, eu não posso ir pro shopping, então, toda vez que eu e os meninos estamos aqui em Londres, nós damos um jeito de comprar roupas – ele respondeu sorrindo.
– E vocês compram aqui? – perguntei surpresa.
– Aham. Vem, vou te mostrar – ele segurou minha mão e nós fomos juntos até a porta do prédio.
Do lado da porta tinha um auto-falante. O Harry apertou o botão e esperou alguém responder.
– Oi? – uma voz feminina atendeu.
– Lou? Abre ai sou eu.
– Harry? – a mulher pareceu surpresa. – Você não tava em Nova York?
– Não... Você sabe, CSPF.
– Ah claro. Enfim, suba aí – ela desligou e destrancou a porta para nós subirmos.
Eu não disse nada, apenas seguia Harry.
Quando entramos, me surpreendi. Era muito maior do que eu esperava, tinha uma grande escadaria e várias salas.
– Harry Styles! – uma mulher loira apareceu descendo as escadas. – Pensei que tinha se esquecido de mim.
– Lou! – Harry exclamou e foi abraça-la. – Não fala assim, é que o verão chegou e eu não to precisando muito de você sabe – ele riu.
– Ah é assim? Então não me procure quando a próxima turnê chegar – ela disse e riu logo depois.
Estava apenas observando eles dois, imaginando que, se a Lindy estivesse aqui, ela com certeza saberia dizer quem é essa mulher.
– Amy, essa é a Lou – eu sorri e ela sorriu de volta. – Ela que faz o meu cabelo e escolhe minhas roupas a maioria do tempo, minha e dos meninos.
– E não é um trabalho fácil querida! – ela me abraçou e eu ri.
– Cadê a Lux? – Harry perguntou e, de novo, eu não sabia quem era.
– Deve estar lá em cima, eu pedi pro meu marido dar uma olhadinha nela. Tava ocupada vendo os modelos para a próxima turnê, estão bem melhores do que as da primeira – ela falava e Harry apenas concordava com a cabeça.
– Enfim! Eu preciso da sua ajuda! Hoje é o aniversário da Amy... – ela parou de prestar atenção e veio me dar um outro abraço. Adorei ela. Depois Lou olhou pro Harry novamente. – ... E eu preciso que ela esteja mais maravilhosa do que ela já é. Resumindo, precisamos de um vestido!
– Hm... Veio ao lugar certo amorê. Venham comigo! – ela andou e nós a seguimos até uma sala bem grande. Lá, tinham mesas de maquiagem e uma espécie de um closet gigante, onde ficavam vários tipos de roupa, de um lado feminino e do outro, masculino.
– Ai meu Deus... Isso é o paraíso – disse.
– Ah querida, isso não é nada! – ela procurava alguma coisa entre os cabides. Cada vestido era mais bonito que o outro – Então, porque eu nunca te vi antes?
– Como assim?
– Ah você sabe, quando algum dos garotos começa a namorar sai logo nas revistas...
– Ah, acho que você entendeu errado. Nós não somos namorados – ri desconfortavelmente.
– É. Só amigos – Harry completou.
– Ah... – ela encarou o Harry por um tempinho. – ...Sei.
Nessa hora uma garotinha de mais ou menos uns 3 anos entrou na sala correndo.
– Luux! – Harry exclamou e pegou ela no colo. – Como ta minha lindinha?
– Bem... – ela falou com aquela vozinha de bebê. Lux era tão fofa, tinha cabelos loiros, que estavam presos com uma xuxa.
– Lux, essa é a Amy... – ela acenou para mim.
– Oi Lux! – sorri.
– Ta bom Harry. Largue minha pequena – Lou disse e ele a colocou no chão. A mesma correu pros braços da mãe.
Harry P.O.V
Já tinha escurecido e nós ainda não tínhamos saído da casa da Lou. Amy entrou com a Lou em uma das cabines para trocar roupa e elas ficaram lá dentro por muito tempo. Enquanto isso eu fingia estar interessado nos vestidos que apareciam com a Amy e me mantia entretido com a Lux, que ficava brincando com o meu cabelo.
– Meu Deus! – falei já cansado. – Vocês não vão terminar isso nunca não? – nessa hora Lou saiu da cabine mas a Amy ainda estava la dentro.
– Você precisa ver. Ela ta linda – ela sussurrou animada. – Amy, pode sair...
E então ela saiu. Eu achava que não era possível a Amy ficar mais bonita do que ela já era, mas acho que a Lou faz alguns milagres realmente. Enquanto os outros vestidos não chamavam a minha atenção, esse conseguiu fazer meu tédio ir embora. O único problema foi eu conseguir conter a vontade de agarra-la ali mesmo.
– E então? – ela girou com o vestido preto que usava. – Como estou?
– Você ta... – eu tentava falar, mas não conseguia achar a palavra certa para descrever aquilo tudo.
– Perfeita! – Lou disse me interrompendo. – Agora escolha um dos sapatos na gaveta esquerda...
Ela ficou me olhando e eu olhando para ela até que ela foi pegar o sapato.
– É! Vocês realmente são só amigos... – Lou brincou e eu ri.
– Ok, então acho que vai ser esse – Amy disse segurando uma sapatilha e eu concordei.
– Então Lou, quanto vai custar tudo? – Harry perguntou.
– Nada – ela disse e ele se espantou.
– Nada? Tem certeza? – perguntei.
– É o seu presente de aniversário querida, não reclama – sorri com o comentário dela.
– Ok, agora ta hora de ir! – Amy exclamou. Olhei para o relógio, já eram 19:00, mas a Tracey ainda não me ligou, não posso deixar a Amy ir.
– Sem maquiagem? Não, não – ai meu Deus, como isso foi gay.
– É verdade, venha, eu tenho algumas opções! – Lou puxou Amy pelo braço e as duas foram pro cômodo ao lado.
Pronto, tenho mais tempo.
Tracey P.O.V
Eu e a Lindy tínhamos voltado do shopping com o presente da Amy em mãos. Estávamos agora na casa dela, supervisionando o trabalho das pessoas que eu tinha pago, algumas colocavam o mini bar, outras preparavam a área do DJ...
– Lindy, preciso da sua ajuda com uma coisa sobre os convidados.
– Achei que você já tivesse cuidado de tudo – ela disse sentando no sofá.
– E eu cuidei – sentei do lado dela. –, mas fiquei em dúvida sobre uma pessoa.
– Justin? – ela perguntou.
– Exato – concordei.
– E então? Convidamos ele?
Harry P.O.V
Eram 19:50 e a Tracey ainda não tinha ligado. Eu não tenho mais nada que possa fazer para prender a Amy aqui, então, quando a Lou acabar com a maquiagem dela, vou ter que leva-la para casa, e ela já estava acabando, faltava só retocar a sombra e colocar um blush. Como eu sei disso?
Foi quando a Amy pediu para Lou parar já que alguém tinha ligado para ela.
– Alô?
– ...
– O que? Justin, eu não faço ideia do que você ta falando!
– ...
– QUE FESTA?
– ...
– Eu preciso ir – e então ela desligou o telefone.
Que ótimo. Primeiro, acho que ela descobriu sobre a festa, segundo, era com o Justin que ela tava falando. Nada daí podia ter sido bom.
– O que foi que aconteceu? – perguntei como se não soubesse de nada.
– Parece que eu vou ter uma festa hoje às 8:00! – ela falou um pouco chateada.
– Jura? Meu Deus, que horror... – sou muito falso.
– É... – ela passou a mão na cabeça pensativa. – Meus pais vão ta lá, eu tenho que acabar com isso. Preciso ir para casa.
Agora não tinha mais como prendê-la. Se falasse mais alguma coisa ela poderia até ficar mais chateada, então, tudo que fiz foi segui-la até o carro.
Amy P.O.V
– Eu cansei de andar – disse me referindo ao dia de ontem quando a gente teve que ir a pé até o restaurante do clube.
Ela abriu um sorriso maior do que ela já estava e correu me dando um abraço forte. Ela atravessou os braços pelo meu pescoço e minhas mãos foram de encontro a sua cintura. Eu a levantei girando-a no ar.
– Obrigada! Muito Obrigada! – eu a coloquei no chão mas ela ainda estava em meus braços.
– De nada! – respondi ainda sem solta-la.
Ela me soltou e foi apreciar o carro. Amy passou as mãos pela porta e vidro, acho que só para conferir se era de verdade.
– Bom...! Como hoje é o seu aniversário, eu vou te dar uma tarde de "presentes".
– Não preciso de mais nada – ela não parava de sorrir, o que me fazia sorrir também.
– Certo, mas posso te levar para almoçar? – suspendi uma sobrancelha, o que fez ela rir.
– Com certeza.
– Então, por favor... – eu entrelacei o meu braço com o dela e demos uma volta no carro. Eu abri porta da carona para ela.
– Ahn, se é o meu carro eu não deveria dirigir? – ela perguntou rindo.
– É... Se você soubesse – eu ri e logo ela também. Eu entrei no carro e então comecei a dirigir, não sabia para onde, só sei que tinha feito o que tinha que fazer. Tinha tirado a Amy de casa, assim como a Lindy pediu, mas o mais importante: tinha deixado ela feliz.
Chris P.O.V
– Oi Chris! – o Brian disse entrando na cabana em que eu estava com a Melissa. Ele pegou uma toalha e se enxugou.
– Eaí – respondi. Nos levantamos e fomos até a administração do clube. Brian estava avisando ao pessoal que ele iria sair mais cedo do trabalho hoje, mas ele vai repor as horas depois.
– Pronto, agora estou livre... Posso fazer qualquer coisa.
– Vamos pra casa. Aqui ta enchendo e fica com muito barulho quando cheio – Lissa.
– Ok, mas não pode ser a minha porque não tem nada pra fazer lá – Brian disse. A Melissa é a única pessoa, tirando eu e o amigo do Will que eu não sei quem é ainda, que sabe onde ele mora porque todo mundo acha que eles são ricos e se alguém ver o como a casa deles é pequena, vão descobrir logo que isso é uma mentira.
– A minha também não pode porque a Tracey me ligou e disse que eles estão preparando uma festa lá para a Amy – falei.
– Então vamos pra minha! – Lissa.
Fomos no carro dela até sua casa. Ela mora no condomínio 3.
Eu nunca mais fui lá, então, rever as coisas foi bem legal pra mim.
O Brian foi tomar um banho no banheiro do quarto de hóspedes porque ele estava com cloro da piscina, enquanto isso, eu fiquei conversando com Li. Nós dois nunca ficamos sem assunto, mesmo se passarmos 70 anos sem se falar, então, colocamos o papo em dia. Eu contei tudo sobre o curso de artes que eu fiz e como ele é bom e ela me falou o que aconteceu por aqui no CoundsGold. Rimos bastante contando as histórias um pro outro, só então que percebemos como o Brian estava demorando no banho.
Resolvemos pregar uma peça nele.
Eu fui em direção ao banheiro bem devagar e Lissa veio atrás de mim. Entramos lá em silêncio e eu peguei o meu celular para filmar de brincadeira. A cortina do chuveiro estava fechada, então ele nem sabia que a gente estava lá. Eu olhei para Lissa e ela começou a contar até 3 sem fazer barulho, então eu fiz leitura labial.
– Um... – ela "disse" – Dois... TRÊS!
Eu abri a cortina rapidamente e coloquei a câmera do celular apontando bem para sua parte íntima só para perturbar ele. Por um segundo, ele nem se ligou mas então o Brian se virou e gritou:
– Vocês estão filmando seus idiotas? – e então ele riu, quer dizer, nós três rimos. Ele ligou o chuveirinho e apontou pra gente, mas nós corremos de lá ainda rindo. A risada dela é um pouco exagerada o que a faz ser única, e, só de ouvi-la de novo, eu já fiquei mais alegre. Senti muita falta desses momentos que nós tínhamos todos os dias...
– Deixa eu ver o vídeo! – Lissa disse depois de sairmos.
– Eu não filmei não, foi só uma brincadeira.
– Aff, queria colocar no youtube! – ela disse e o Brian apareceu atrás de nós enrolado numa toalha.
– Se tivesse um vídeo do meu pau no youtube eu iria acabar com vocês!
– Eu só estou me vingando da última vez! – falei.
Brian colocou uma roupa e como já era umas 3h da tarde, resolvemos ficar por lá mesmo assistindo "Jaws" e comendo.
Enquanto comíamos, minha mão se bateu com a da Lissa ao pegar a pipoca que nem em filmes e novelas, mas o mais estranho foi que eu senti um frio na barriga... Droga.
Percebi uma vontade gigante de agarra-la agora mesmo, mas ela tem namorado e ele ta bem do meu lado. Então resolvi chamá-lo pra conversar.
Deixamos a Li assistindo e eu fui para a cozinha com Brian.
– Cara, o que foi? Estava na melhor parte do filme – ele falou.
– Eu sei, eu sei. É que... eu vim aqui pra te pedir um conselho – nos sentamos. – Eu acho que estou gostando de uma garota que eu não posso ter.
– E...
– E que eu queria saber o que você acha.
– Olha Chris, nós não estamos na quarta série, dá em cima dela!
– Não! Eu não estou afim dela, tipo, só transar e pronto. Eu acho que eu estou gostando dela. É diferente.
– Bem... Você já pensou em dizer como se sente? – ele disse. Mau sabe o Brian que essa garota é a sua namorada.
– Mas ela tem um namorado e eu respeito o cara.
– Ué, vai ver ela larga o outro pra ficar com você... Você nunca vai saber se não tentar – ele se levantou, deu um tapinha nas minhas costas e disse: – Você poderia ter esperado o filme acabar né? – e então ele voltou para sala.
Amy P.O.V
– Então... Para onde estamos indo? – perguntei. Aquele carro era incrível! Era confortável, espaçoso, bonito e ainda dava para dar uns amassos! Tudo o que eu poderia querer!
Dei um abraço no Harry enquanto ele dirigia. Depois de um tempo ali, nós chegamos ao campo de golf do clube S. Ele fica meio distanciado do clube em si porque um campo de golf é bem grande e precisa de muito espaço.
– Vamos jogar golf? – perguntei.
– Não exatamente... – ele falou e pegou uma cesta do fundo do carro. Fomos até o final do campo com um daqueles carrinhos de golf e nos sentamos debaixo de uma grande árvore fazendo uma sombra pra nós. – Vamos comer!
Harry P.O.V
Ok, eu não fazia idéia do que fazer com a Amy. Eu queria alguma coisa romântica e fofa ao mesmo tempo, então, resolvi pegar alguma ideia de qualquer coisa que eu visse, mesmo que fosse no High School Musical 2, que nesse caso, foi o piquenique.
Como não tem ninguém jogando golf aqui, eu não preciso me disfarçar e nem se preocupar com nada. O campo era todo nosso. Só espero que não liguem os irregadores de grama que nem acontece no filme...
Amy P.O.V
Depois que terminamos o tal piquenique do Harry, nós ficamos conversando por muuito tempo. Eu queria ir embora, mas Harry parecia estar gostando do campo de golfe, baseio isso por todas as vezes que ele pediu para nós ficarmos. Agora nós tínhamos nos levantado e começado a correr, correr de um lado pro outro sem motivo algum. Harry me pegou pela cintura e nós caímos na grama rindo.
– Ai meu Deus – não parava de rir. – Você é maravilhoso!
– Eu sei que sou... – ele disse olhando para mim.
– Ok... – levantei e ele pegou minha mão fazendo impulso para ele levantar também. – ... Vamos indo?
– O que? – ele perguntou. – Agora? Ta cedo...
– Cedo? Harry são 17:00 da tarde! Sabe que horas a gente chegou aqui? 13:00! – exclamei. Parece até que ele quer me prender aqui!
– Ta... Vamos pro shopping então – ele disse.
– Wow, wow, wow... – ri de leve com um tom sarcástico. – Você esqueceu? Você é Harry Styles! Você não pode ir pro shopping. As pessoas vão te ver!
– Ta, mas vamos fazer compras! Maquiagem ou alguma coisa assim. E por falar nisso, seu sapato ta horrível! – ele disse animado, talvez um pouco demais, o que me fez estranhar.
– Harry... Você é gay?
– Que? Não! – ele riu e logo depois passou um braço por cima dos meus ombros, então, nós andamos até o carro. – Eu só quero dizer que você precisa de um vestido novo pro seu aniversário. E um sapato também.
– Eu não vou ter uma festa.
– E daí? Só por isso você não pode estar bonita? – ele perguntou e eu sorri.
– Ta! Mas como nós vamos comprar roupas se você não pode ir em quase nenhuma loja? – perguntei e ele me olhou pensativo.
– Eu já sei.
– Por favor me diz onde a gente ta indo – eu e o Harry já estávamos no carro a mais ou menos 40 minutos. Esse tal lugar que ele estava me levando era do outro lado cidade.
– Calma, relaxe ai. Já chegamos – Harry saiu do carro, deu a volta e abriu a porta para mim. Eu saí e dei uma olhada no lugar. Era um prédio alto mas não era largo, bonito mas parecia estar abandonado.
– Brigada. Hm... Que lugar é esse? – perguntei.
– Bom, como você disse, eu não posso ir pro shopping, então, toda vez que eu e os meninos estamos aqui em Londres, nós damos um jeito de comprar roupas – ele respondeu sorrindo.
– E vocês compram aqui? – perguntei surpresa.
– Aham. Vem, vou te mostrar – ele segurou minha mão e nós fomos juntos até a porta do prédio.
Do lado da porta tinha um auto-falante. O Harry apertou o botão e esperou alguém responder.
– Oi? – uma voz feminina atendeu.
– Lou? Abre ai sou eu.
– Harry? – a mulher pareceu surpresa. – Você não tava em Nova York?
– Não... Você sabe, CSPF.
– Ah claro. Enfim, suba aí – ela desligou e destrancou a porta para nós subirmos.
Eu não disse nada, apenas seguia Harry.
Quando entramos, me surpreendi. Era muito maior do que eu esperava, tinha uma grande escadaria e várias salas.
– Harry Styles! – uma mulher loira apareceu descendo as escadas. – Pensei que tinha se esquecido de mim.
– Lou! – Harry exclamou e foi abraça-la. – Não fala assim, é que o verão chegou e eu não to precisando muito de você sabe – ele riu.
– Ah é assim? Então não me procure quando a próxima turnê chegar – ela disse e riu logo depois.
Estava apenas observando eles dois, imaginando que, se a Lindy estivesse aqui, ela com certeza saberia dizer quem é essa mulher.
– Amy, essa é a Lou – eu sorri e ela sorriu de volta. – Ela que faz o meu cabelo e escolhe minhas roupas a maioria do tempo, minha e dos meninos.
– E não é um trabalho fácil querida! – ela me abraçou e eu ri.
– Cadê a Lux? – Harry perguntou e, de novo, eu não sabia quem era.
– Deve estar lá em cima, eu pedi pro meu marido dar uma olhadinha nela. Tava ocupada vendo os modelos para a próxima turnê, estão bem melhores do que as da primeira – ela falava e Harry apenas concordava com a cabeça.
– Enfim! Eu preciso da sua ajuda! Hoje é o aniversário da Amy... – ela parou de prestar atenção e veio me dar um outro abraço. Adorei ela. Depois Lou olhou pro Harry novamente. – ... E eu preciso que ela esteja mais maravilhosa do que ela já é. Resumindo, precisamos de um vestido!
– Hm... Veio ao lugar certo amorê. Venham comigo! – ela andou e nós a seguimos até uma sala bem grande. Lá, tinham mesas de maquiagem e uma espécie de um closet gigante, onde ficavam vários tipos de roupa, de um lado feminino e do outro, masculino.
– Ai meu Deus... Isso é o paraíso – disse.
– Ah querida, isso não é nada! – ela procurava alguma coisa entre os cabides. Cada vestido era mais bonito que o outro – Então, porque eu nunca te vi antes?
– Como assim?
– Ah você sabe, quando algum dos garotos começa a namorar sai logo nas revistas...
– Ah, acho que você entendeu errado. Nós não somos namorados – ri desconfortavelmente.
– É. Só amigos – Harry completou.
– Ah... – ela encarou o Harry por um tempinho. – ...Sei.
Nessa hora uma garotinha de mais ou menos uns 3 anos entrou na sala correndo.
– Luux! – Harry exclamou e pegou ela no colo. – Como ta minha lindinha?
– Bem... – ela falou com aquela vozinha de bebê. Lux era tão fofa, tinha cabelos loiros, que estavam presos com uma xuxa.
– Lux, essa é a Amy... – ela acenou para mim.
– Oi Lux! – sorri.
– Ta bom Harry. Largue minha pequena – Lou disse e ele a colocou no chão. A mesma correu pros braços da mãe.
Harry P.O.V
Já tinha escurecido e nós ainda não tínhamos saído da casa da Lou. Amy entrou com a Lou em uma das cabines para trocar roupa e elas ficaram lá dentro por muito tempo. Enquanto isso eu fingia estar interessado nos vestidos que apareciam com a Amy e me mantia entretido com a Lux, que ficava brincando com o meu cabelo.
– Meu Deus! – falei já cansado. – Vocês não vão terminar isso nunca não? – nessa hora Lou saiu da cabine mas a Amy ainda estava la dentro.
– Você precisa ver. Ela ta linda – ela sussurrou animada. – Amy, pode sair...
E então ela saiu. Eu achava que não era possível a Amy ficar mais bonita do que ela já era, mas acho que a Lou faz alguns milagres realmente. Enquanto os outros vestidos não chamavam a minha atenção, esse conseguiu fazer meu tédio ir embora. O único problema foi eu conseguir conter a vontade de agarra-la ali mesmo.
– E então? – ela girou com o vestido preto que usava. – Como estou?
– Você ta... – eu tentava falar, mas não conseguia achar a palavra certa para descrever aquilo tudo.
– Perfeita! – Lou disse me interrompendo. – Agora escolha um dos sapatos na gaveta esquerda...
Ela ficou me olhando e eu olhando para ela até que ela foi pegar o sapato.
– É! Vocês realmente são só amigos... – Lou brincou e eu ri.
– Ok, então acho que vai ser esse – Amy disse segurando uma sapatilha e eu concordei.
– Então Lou, quanto vai custar tudo? – Harry perguntou.
– Nada – ela disse e ele se espantou.
– Nada? Tem certeza? – perguntei.
– É o seu presente de aniversário querida, não reclama – sorri com o comentário dela.
– Ok, agora ta hora de ir! – Amy exclamou. Olhei para o relógio, já eram 19:00, mas a Tracey ainda não me ligou, não posso deixar a Amy ir.
– Sem maquiagem? Não, não – ai meu Deus, como isso foi gay.
– É verdade, venha, eu tenho algumas opções! – Lou puxou Amy pelo braço e as duas foram pro cômodo ao lado.
Pronto, tenho mais tempo.
Tracey P.O.V
Eu e a Lindy tínhamos voltado do shopping com o presente da Amy em mãos. Estávamos agora na casa dela, supervisionando o trabalho das pessoas que eu tinha pago, algumas colocavam o mini bar, outras preparavam a área do DJ...
– Lindy, preciso da sua ajuda com uma coisa sobre os convidados.
– Achei que você já tivesse cuidado de tudo – ela disse sentando no sofá.
– E eu cuidei – sentei do lado dela. –, mas fiquei em dúvida sobre uma pessoa.
– Justin? – ela perguntou.
– Exato – concordei.
– E então? Convidamos ele?
Harry P.O.V
Eram 19:50 e a Tracey ainda não tinha ligado. Eu não tenho mais nada que possa fazer para prender a Amy aqui, então, quando a Lou acabar com a maquiagem dela, vou ter que leva-la para casa, e ela já estava acabando, faltava só retocar a sombra e colocar um blush. Como eu sei disso?
Foi quando a Amy pediu para Lou parar já que alguém tinha ligado para ela.
– Alô?
– ...
– O que? Justin, eu não faço ideia do que você ta falando!
– ...
– QUE FESTA?
– ...
– Eu preciso ir – e então ela desligou o telefone.
Que ótimo. Primeiro, acho que ela descobriu sobre a festa, segundo, era com o Justin que ela tava falando. Nada daí podia ter sido bom.
– O que foi que aconteceu? – perguntei como se não soubesse de nada.
– Parece que eu vou ter uma festa hoje às 8:00! – ela falou um pouco chateada.
– Jura? Meu Deus, que horror... – sou muito falso.
– É... – ela passou a mão na cabeça pensativa. – Meus pais vão ta lá, eu tenho que acabar com isso. Preciso ir para casa.
Agora não tinha mais como prendê-la. Se falasse mais alguma coisa ela poderia até ficar mais chateada, então, tudo que fiz foi segui-la até o carro.
Amy P.O.V
– TRACEY O QUE É ISSO? – perguntei ao entrar em casa. Várias pessoas do colégio dançavam, pessoas que eu nem falava direito. Tinha fumaça para todo lado e ela moveu os móveis da sala para fazer o meio uma espécie de pista de dança. Havia várias caixas de som instaladas em cada parte da casa com uma música eletrônica bem alta tocando e todo mundo pulava, bebia em um mini bar e se divertia.
– Ah, deixa disso Amy. Tá bem legal!
– É... Ta legalzinho... – admiti, apesar da festa estar um sucesso! – Mas se acabar mau que nem as outras?
– Olhe bem para essa festa. Ela não tem como acabar mau!
– Mas e os meus pais?
– Eles saíram para jantar, mas relaxe, eles sabem da festa.
– E eles aceitaram na boa? – perguntei.
– Sim. É só você não falar nada sobre o DJ e sobre as bebidas – ela piscou um olho e então saiu para a pista. Não acredito que a Tray fez isso tudo enquanto eu estava com o Harry.
– Wow – ele mesmo disse entrando atrás de mim.
Aquela nem parecia a minha casa. Era só o começo e já tinha muita gente bêbada. Eu não tenho certeza, mas acho que a Tracey convidou pessoas demais, muita gente aqui eu nunca tinha visto antes.
Na sala de estar, todos os sofás estavam ocupados. Na área da piscina, era onde ficava o DJ e a maioria das pessoas, inclusive, algumas pessoas estavam na piscina também, até os vários quartos de hóspedes que eu tinha estavam sendo "usados".
O Harry, que tinha chegado comigo, tinha ido falar com os meninos que também estavam por aqui. Eu nem me preocupei, a fumaça de festa naquela sala e a bebida já era uma grande vantagem para ninguém perceber eles, além de que eles ainda usavam aqueles óculos com formatos diferentes de balada.
Eu estava no canto da minha sala em pé quando vi a Lindsay se aproximar.
– Amy. Eu que tenho que pedir desculpas por ontem. Mesmo eu não apoiando 100% essa ideia, eu tenho que aceita-la porque eu sou sua amiga. Eu só não queria te ver magoada – ela disse e eu a abracei.
– Relaxa, está desculpada – falei em seu ouvido enquanto nos abraçávamos – Ah, e me desculpa também sobre o que eu falei do Louis. Eu sei que você não gosta dele, nem sei porque eu falei aquilo.
– Er... Então... Mudando de assunto... A Tracey me falou que vocês dois tiveram um encontro... Me fale aí sobre isso vá.
– NÃO FOI UM ENCONTRO! – gritei e nós duas rimos.
Chris P.O.V
Depois do filme, a Tracey me mandou uma mensagem dizendo que eu poderia voltar para casa e aqui estou eu, na festa.
Já que o Brian teve que ir trabalhar e ele não está aqui, eu tenho que passar a festa inteira com a Melissa, o que torna as coisas bem mais difíceis.
– Você quer beber alguma coisa? – perguntei um pouco alto para ela poder me ouvir.
– Claro – ela falou no mesmo tom que o meu enquanto não parava de dançar.
Eu fui até o mini bar que a Tracey conseguiu colocar no fundo da minha casa. Eu precisava falar para ela que eu gosto dela, eu não aguentava mais essa tentação, e ela ficar rebolando na minha frente não estava ajudando. Eu sei que se eu falar o que sinto e deixar ela com uma, nem que seja mínima, dúvida sobre os sentimentos dela sobre o Brian, eu posso estragar a relação deles, talvez até para sempre, mas eu não sei se posso aguentar muito tempo sem falar algo para ela, e como o Brian disse: Eu nunca vou saber se não tentar.
Eu pedi dois copos de vodka, e voltei andando para minha sala. Ela estava lá, ainda dançando e sorrindo. Nossa como eu amo esse sorriso, e, no início do dia, eu ainda acreditei que eu havia a superado, tipo, claro que não! Nem sei se um dia eu vou conseguir superá-la. Me aproximei com os dois copos na mão, pronto para dizer tudo que tinha dentro de mim, mas, nesse momento, eu vi o Brian chegando, e, ao vê-lo, ela só fez aumentar o sorriso. Eles se abraçaram e em seguida se beijaram; eu pensei: não posso ser sincero com a Melissa. Não posso estragar isso, quer dizer, eles estão felizes.
– Ah, deixa disso Amy. Tá bem legal!
– É... Ta legalzinho... – admiti, apesar da festa estar um sucesso! – Mas se acabar mau que nem as outras?
– Olhe bem para essa festa. Ela não tem como acabar mau!
– Mas e os meus pais?
– Eles saíram para jantar, mas relaxe, eles sabem da festa.
– E eles aceitaram na boa? – perguntei.
– Sim. É só você não falar nada sobre o DJ e sobre as bebidas – ela piscou um olho e então saiu para a pista. Não acredito que a Tray fez isso tudo enquanto eu estava com o Harry.
– Wow – ele mesmo disse entrando atrás de mim.
Aquela nem parecia a minha casa. Era só o começo e já tinha muita gente bêbada. Eu não tenho certeza, mas acho que a Tracey convidou pessoas demais, muita gente aqui eu nunca tinha visto antes.
Na sala de estar, todos os sofás estavam ocupados. Na área da piscina, era onde ficava o DJ e a maioria das pessoas, inclusive, algumas pessoas estavam na piscina também, até os vários quartos de hóspedes que eu tinha estavam sendo "usados".
O Harry, que tinha chegado comigo, tinha ido falar com os meninos que também estavam por aqui. Eu nem me preocupei, a fumaça de festa naquela sala e a bebida já era uma grande vantagem para ninguém perceber eles, além de que eles ainda usavam aqueles óculos com formatos diferentes de balada.
Eu estava no canto da minha sala em pé quando vi a Lindsay se aproximar.
– Amy... – ela parecia arrependida. Essa é a primeira vez em que nos falamos depois da nossa briga – Eu posso falar com você?
– Olha, Lindy – comecei dizendo: – Eu sei que o Harry e eu temos umas complicações quando se trata em namorar. Mas eu gosto dele e agora nem eu sei mais o que fazer...– Amy. Eu que tenho que pedir desculpas por ontem. Mesmo eu não apoiando 100% essa ideia, eu tenho que aceita-la porque eu sou sua amiga. Eu só não queria te ver magoada – ela disse e eu a abracei.
– Relaxa, está desculpada – falei em seu ouvido enquanto nos abraçávamos – Ah, e me desculpa também sobre o que eu falei do Louis. Eu sei que você não gosta dele, nem sei porque eu falei aquilo.
– Er... Então... Mudando de assunto... A Tracey me falou que vocês dois tiveram um encontro... Me fale aí sobre isso vá.
– NÃO FOI UM ENCONTRO! – gritei e nós duas rimos.
Chris P.O.V
Depois do filme, a Tracey me mandou uma mensagem dizendo que eu poderia voltar para casa e aqui estou eu, na festa.
Já que o Brian teve que ir trabalhar e ele não está aqui, eu tenho que passar a festa inteira com a Melissa, o que torna as coisas bem mais difíceis.
– Você quer beber alguma coisa? – perguntei um pouco alto para ela poder me ouvir.
– Claro – ela falou no mesmo tom que o meu enquanto não parava de dançar.
Eu fui até o mini bar que a Tracey conseguiu colocar no fundo da minha casa. Eu precisava falar para ela que eu gosto dela, eu não aguentava mais essa tentação, e ela ficar rebolando na minha frente não estava ajudando. Eu sei que se eu falar o que sinto e deixar ela com uma, nem que seja mínima, dúvida sobre os sentimentos dela sobre o Brian, eu posso estragar a relação deles, talvez até para sempre, mas eu não sei se posso aguentar muito tempo sem falar algo para ela, e como o Brian disse: Eu nunca vou saber se não tentar.
Eu pedi dois copos de vodka, e voltei andando para minha sala. Ela estava lá, ainda dançando e sorrindo. Nossa como eu amo esse sorriso, e, no início do dia, eu ainda acreditei que eu havia a superado, tipo, claro que não! Nem sei se um dia eu vou conseguir superá-la. Me aproximei com os dois copos na mão, pronto para dizer tudo que tinha dentro de mim, mas, nesse momento, eu vi o Brian chegando, e, ao vê-lo, ela só fez aumentar o sorriso. Eles se abraçaram e em seguida se beijaram; eu pensei: não posso ser sincero com a Melissa. Não posso estragar isso, quer dizer, eles estão felizes.
Me aproximei deles.
– Ei Chris! Grande festa – ele disse animado.
– É... – respondi sem a mesma animação, e logo depois entreguei o copo a Melissa. – Você não tinha que trabalhar?
– É, eu tenho. Mas só vim dar um oi para vocês.
Lindsay P.O.V
Eu estava perto do bar, quando meu celular tocou. Era a minha mãe. Eita, ela nem sabe que eu to na festa da Amy.
– Alô? – atendi.
– Filha, onde você ta? – essa foi a única coisa que eu consegui ouvir, mas sei que ela falou muito mais. Para poder ouvi-la melhor, eu fui me distanciar da música e o lugar mais silencioso era o andar de cima, então, subi.
– Alô mãe? – perguntei e ouvi ela responder, mas ainda não conseguia entender o que ela tinha dito. – Um minutinho – eu então entrei no primeiro quarto que vi pela frente, mas escolhi um que estava sendo "usado" e deu para perceber por quem: Louis e Ashley. Eles estavam deitados, ainda vestidos, se pegando. Eu não sabia o que fazer e a única que consegui dizer foi um rápido: "Desculpa" e então fechei a porta voltando lá para baixo.
Eles estão juntos de novo? Ele é bom demais pra ela, quer dizer, não é só porque a Ashley é bonita, inteligente, gente boa, peitos grandes, corpo bonito... Ai meu Deus eles são perfeitos um pro outro! Não, não! Eles não combinam Lindsay. Deixa de besteira, seus peitos são ótimos também!
Mas mesmo assim, aquela imagem na minha cabeça abaixou o meu astral e me deixou triste. Eu gosto muito do Louis, desde sempre gostei, mas parece que ele nem nota em mim.
Expliquei para minha mãe por mensagem pois tinha muito barulho e eu não ia conseguir fazer ela e me ouvir. Logo depois, voltei para o bar. Para momentos tristes como esse, a única solução é beber.
Eu estava no terceiro copo de Whisky, mas parecia que o álcool não estava fazendo efeito, eu ainda estava completamente sóbria. De repente um rapaz alto, com uma barba mal feita e olhos verdes, sentou no meu lado.
– Noite ruim? – ele perguntou vendo meu estado.
– É, não ta sendo uma das melhores – resmunguei olhando para ele.
– Pois é, para mim também – ele disse pedindo uma bebida para o mixólogo.
– O que aconteceu? – não sei porque perguntei isso, não ligo pro que aconteceu, mas acho que só a idéia de não ficar sozinha é melhor do que qualquer coisa, por mais que seja só para ouvir uma história besta.
– Nhé... Besteira. To tentando reconquistar minha ex-namorada. E você?
– Eu to tentando ter um namorado... – disse e ri.
Ele riu e eu olhei para ele.
– Desculpa, não é engraçado – ele disse o que fez eu ri novamente.
Nós ficamos conversando por bastante tempo. Descobri que o nome dele é Ethan, que ele é do terceiro ano e que ele mora aqui no Counds Gold em um prédio chamado AltoHome, o que era bem estranho porque nunca tinha visto ele antes. Ele me contou tudo sobre a tal namorada dele e eu contei para ele sobre o Louis, mas sem especificar que era Louis da One Direction, claro.
Ríamos muito, já estavamos até um pouco bêbados, mas, de repente, ele parou.
– Ela ta ali – ele discretamente apontou para a namorada que estava dançando perto da piscina – Olha como ela é maravilhosa.
– Porque ela não quis voltar com você mesmo?
– Eu não sei. Nós conversamos e ela disse que precisa de tempo para pensar... – quando ele disse isso, eu vi o Louis e Ashley aparecendo aqui no quintal.
– Sabe... Eu sei o que a gente pode fazer para você ter sua namorada de volta – disse pensativa e ele olhou para mim.
– O que? – e então eu o beijei. Beijei de verdade.
Eu passei minhas mãos pelos seus cabelos e as mãos dele foram de encontro a minha cintura, o que foi meio estranho já que estávamos sentados. Eu descolei nossos lábios e ele sorriu surpreso. – O que foi isso? – eu olhei para o lado e a namorada dele que antes estava dançando e agora olhava para nós.
– Espera 1 minuto, talvez 2... Você vai ver – e então eu levantei para dar espaço para a garota vir falar com ele.
Depois de um tempinho, Ethan veio falar comigo. Ele me agradeceu pelo beijo ser bom e também porque a sua ex ficou toda enciumada. Agora mesmo eles voltaram e estão numa boa.
Fiquei muito feliz por ele. Pelo menos um de nós está se divertindo nesta festa.
– Ei Chris! Grande festa – ele disse animado.
– É... – respondi sem a mesma animação, e logo depois entreguei o copo a Melissa. – Você não tinha que trabalhar?
– É, eu tenho. Mas só vim dar um oi para vocês.
Lindsay P.O.V
Eu estava perto do bar, quando meu celular tocou. Era a minha mãe. Eita, ela nem sabe que eu to na festa da Amy.
– Alô? – atendi.
– Filha, onde você ta? – essa foi a única coisa que eu consegui ouvir, mas sei que ela falou muito mais. Para poder ouvi-la melhor, eu fui me distanciar da música e o lugar mais silencioso era o andar de cima, então, subi.
– Alô mãe? – perguntei e ouvi ela responder, mas ainda não conseguia entender o que ela tinha dito. – Um minutinho – eu então entrei no primeiro quarto que vi pela frente, mas escolhi um que estava sendo "usado" e deu para perceber por quem: Louis e Ashley. Eles estavam deitados, ainda vestidos, se pegando. Eu não sabia o que fazer e a única que consegui dizer foi um rápido: "Desculpa" e então fechei a porta voltando lá para baixo.
Eles estão juntos de novo? Ele é bom demais pra ela, quer dizer, não é só porque a Ashley é bonita, inteligente, gente boa, peitos grandes, corpo bonito... Ai meu Deus eles são perfeitos um pro outro! Não, não! Eles não combinam Lindsay. Deixa de besteira, seus peitos são ótimos também!
Mas mesmo assim, aquela imagem na minha cabeça abaixou o meu astral e me deixou triste. Eu gosto muito do Louis, desde sempre gostei, mas parece que ele nem nota em mim.
Expliquei para minha mãe por mensagem pois tinha muito barulho e eu não ia conseguir fazer ela e me ouvir. Logo depois, voltei para o bar. Para momentos tristes como esse, a única solução é beber.
Eu estava no terceiro copo de Whisky, mas parecia que o álcool não estava fazendo efeito, eu ainda estava completamente sóbria. De repente um rapaz alto, com uma barba mal feita e olhos verdes, sentou no meu lado.
– Noite ruim? – ele perguntou vendo meu estado.
– É, não ta sendo uma das melhores – resmunguei olhando para ele.
– Pois é, para mim também – ele disse pedindo uma bebida para o mixólogo.
– O que aconteceu? – não sei porque perguntei isso, não ligo pro que aconteceu, mas acho que só a idéia de não ficar sozinha é melhor do que qualquer coisa, por mais que seja só para ouvir uma história besta.
– Nhé... Besteira. To tentando reconquistar minha ex-namorada. E você?
– Eu to tentando ter um namorado... – disse e ri.
Ele riu e eu olhei para ele.
– Desculpa, não é engraçado – ele disse o que fez eu ri novamente.
Nós ficamos conversando por bastante tempo. Descobri que o nome dele é Ethan, que ele é do terceiro ano e que ele mora aqui no Counds Gold em um prédio chamado AltoHome, o que era bem estranho porque nunca tinha visto ele antes. Ele me contou tudo sobre a tal namorada dele e eu contei para ele sobre o Louis, mas sem especificar que era Louis da One Direction, claro.
Ríamos muito, já estavamos até um pouco bêbados, mas, de repente, ele parou.
– Ela ta ali – ele discretamente apontou para a namorada que estava dançando perto da piscina – Olha como ela é maravilhosa.
– Porque ela não quis voltar com você mesmo?
– Eu não sei. Nós conversamos e ela disse que precisa de tempo para pensar... – quando ele disse isso, eu vi o Louis e Ashley aparecendo aqui no quintal.
– Sabe... Eu sei o que a gente pode fazer para você ter sua namorada de volta – disse pensativa e ele olhou para mim.
– O que? – e então eu o beijei. Beijei de verdade.
Eu passei minhas mãos pelos seus cabelos e as mãos dele foram de encontro a minha cintura, o que foi meio estranho já que estávamos sentados. Eu descolei nossos lábios e ele sorriu surpreso. – O que foi isso? – eu olhei para o lado e a namorada dele que antes estava dançando e agora olhava para nós.
– Espera 1 minuto, talvez 2... Você vai ver – e então eu levantei para dar espaço para a garota vir falar com ele.
Depois de um tempinho, Ethan veio falar comigo. Ele me agradeceu pelo beijo ser bom e também porque a sua ex ficou toda enciumada. Agora mesmo eles voltaram e estão numa boa.
Fiquei muito feliz por ele. Pelo menos um de nós está se divertindo nesta festa.
Megan P.O.V
– Vamos, atende!
– Sua chamada está sendo encaminhada pela caixa de mensagens e estará... – desliguei o telefone. O Will não está atendendo! Onde ele pode estar? Já tentei ligar para ele um milhão de vezes e ele simplesmente não responde.
Já que eu estava no S club, saí a procura do seu irmão, o Brian. Ele estava sentado numa cadeira alta olhando a piscina do clube que não tinha ninguém, só um casal de velhos se pegando. Eca.
– Cadê o seu irmão? – cheguei até ele. – Eu até iria na sua casa procurá-lo mas, por mais estranho que pareça, eu não sei onde ela fica...
– Er... Ele não está em casa, você não precisa ir lá... – o Brian disse.
– Então onde ele está?? Eu já liguei milhões de vezes mas parece que o garoto só tem celular para ficar jogando Temple Run! E o que você está fazendo aqui trabalhando essa hora? Já são quase 9:40 da noite.
– Eu saí mais cedo hoje de tarde e agora estou repondo as horas que eu perdi, e calma, ele deve estar na festa da Amy. Todo mundo está lá.
– FESTA DA AMY?
– Sua chamada está sendo encaminhada pela caixa de mensagens e estará... – desliguei o telefone. O Will não está atendendo! Onde ele pode estar? Já tentei ligar para ele um milhão de vezes e ele simplesmente não responde.
Já que eu estava no S club, saí a procura do seu irmão, o Brian. Ele estava sentado numa cadeira alta olhando a piscina do clube que não tinha ninguém, só um casal de velhos se pegando. Eca.
– Cadê o seu irmão? – cheguei até ele. – Eu até iria na sua casa procurá-lo mas, por mais estranho que pareça, eu não sei onde ela fica...
– Er... Ele não está em casa, você não precisa ir lá... – o Brian disse.
– Então onde ele está?? Eu já liguei milhões de vezes mas parece que o garoto só tem celular para ficar jogando Temple Run! E o que você está fazendo aqui trabalhando essa hora? Já são quase 9:40 da noite.
– Eu saí mais cedo hoje de tarde e agora estou repondo as horas que eu perdi, e calma, ele deve estar na festa da Amy. Todo mundo está lá.
– FESTA DA AMY?
Will P.O.V
Eu já estava na festa a um tempão e não aguentava mais dançar, já estava exausto!
Saí um minutinho para tomar um ar o que não parecia que existia lá dentro, mas, olha só quem eu encontrei lá fora:
– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – era a Megan.
– É o aniversário de minha amiga. Vim dar um oi.
– Ninguém vai dar um oi numa festa e fica lá por uma hora William! Venha, vamos sair daqui! – ela pegou a minha mão e foi me puxando para o seu carro.
– Ei, não! – eu me soltei dela e a Megan se virou olhando para mim.
– Você prefere ficar com aquela kenga do que comigo?
– Não, não é isso. E não chame ela assim. Amy é minha amiga e eu vou ficar aqui com ela.
Megan ficou calada por um tempinho pensando quando resolveu dizer:
– Olha, eu só vou te dar mais uma chance. Ou você vem comigo ou você fica aqui sem mais ser meu namorado.
– O que? – perguntei. Não acredito que ela faria isso.
– Pois é. Agora vem logo – ela me puxou. Mais uma vez a Megan me força a fazer alguma coisa que eu não queria. Não aguento mais tolerá-la. Ela já saiu dos limites, então, resolvi acabar com isso tudo de uma vez por todas.
– Não – me soltei de novo. – A Amy é muito mais legal do que você jamais será uma vez na vida e eu prefiro ficar com ela do que com você. Agora com licença que eu vou voltar para a festa e só para constar, eu estou terminando com você – pisquei o olho direito só para deixa-la com mais raiva e voltei para dentro. Eu poderia sentir a menina explodindo lá fora e chutando qualquer coisa que visse pela frente.
Megan P.O.V
Ele terminou? Ele terminou comigo?
Abri a porta do carro e entrei sem saber o que dizer nem pensar. Olhei para o retrovisor da frente para ver como estava minha maquiagem como eu faço todos os dias, mas, em vez deu estar linda e maravilhosa, eu vi uma lágrima escorrendo pelos meus olhos.
Eu já estava na festa a um tempão e não aguentava mais dançar, já estava exausto!
Saí um minutinho para tomar um ar o que não parecia que existia lá dentro, mas, olha só quem eu encontrei lá fora:
– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – era a Megan.
– É o aniversário de minha amiga. Vim dar um oi.
– Ninguém vai dar um oi numa festa e fica lá por uma hora William! Venha, vamos sair daqui! – ela pegou a minha mão e foi me puxando para o seu carro.
– Ei, não! – eu me soltei dela e a Megan se virou olhando para mim.
– Você prefere ficar com aquela kenga do que comigo?
– Não, não é isso. E não chame ela assim. Amy é minha amiga e eu vou ficar aqui com ela.
Megan ficou calada por um tempinho pensando quando resolveu dizer:
– Olha, eu só vou te dar mais uma chance. Ou você vem comigo ou você fica aqui sem mais ser meu namorado.
– O que? – perguntei. Não acredito que ela faria isso.
– Pois é. Agora vem logo – ela me puxou. Mais uma vez a Megan me força a fazer alguma coisa que eu não queria. Não aguento mais tolerá-la. Ela já saiu dos limites, então, resolvi acabar com isso tudo de uma vez por todas.
– Não – me soltei de novo. – A Amy é muito mais legal do que você jamais será uma vez na vida e eu prefiro ficar com ela do que com você. Agora com licença que eu vou voltar para a festa e só para constar, eu estou terminando com você – pisquei o olho direito só para deixa-la com mais raiva e voltei para dentro. Eu poderia sentir a menina explodindo lá fora e chutando qualquer coisa que visse pela frente.
Megan P.O.V
Ele terminou? Ele terminou comigo?
Abri a porta do carro e entrei sem saber o que dizer nem pensar. Olhei para o retrovisor da frente para ver como estava minha maquiagem como eu faço todos os dias, mas, em vez deu estar linda e maravilhosa, eu vi uma lágrima escorrendo pelos meus olhos.
Amy P.O.V
A música estava bem alta! Todo mundo parecia estar se divertindo.
Eu vi o Will pulando junto com todo mundo enquanto dançavam Whistle, depois vi a Lindy rindo com um garoto gato, logo então a Ashley apareceu de mãos dadas com o Louis. Tudo parecia estar dando certo. Será que pela primeira vez uma festa minha vai acabar bem? Parece que sim.
Tomei um gole de refri e fui para o meio do pessoal.
– Harry! – Ashley gritou de um canto. Fui até ela.
A Ash ficou presa no elevador com todos os meninos menos o Harry que estava escondido no banheiro feminino, por isso, ela achava que ele estava em Nova York assim como todo mundo.
– Oi Ashley. O Louis me falou de você – Harry disse ao lado dela tirando sua toca bem rápido.
– Mas eu achei que você estava em...
– É, na verdade isso é uma mentira pra distrair os paparazzis. Longa história – o Louis disse aparecendo. Todos nós tínhamos que gritar para o outro ouvir por causa da música.
Saí dali com o Harry para deixar eles a sós e fui dançar. O Styles começou a fazer movimentos malucos na pista e eu fui o imitando. Ríamos de um em um minuto até que meu avô chegou. Eu achei que ele ia acabar com a música e mandar todo mundo embora, mas ele deixou a festa continuar, só que mesmo assim, eu fui falar com ele.
– Ah, eu me lembro das festas que eu ia quando era a sua idade... – ele falou. – bons tempos.
A música estava bem alta! Todo mundo parecia estar se divertindo.
Eu vi o Will pulando junto com todo mundo enquanto dançavam Whistle, depois vi a Lindy rindo com um garoto gato, logo então a Ashley apareceu de mãos dadas com o Louis. Tudo parecia estar dando certo. Será que pela primeira vez uma festa minha vai acabar bem? Parece que sim.
Tomei um gole de refri e fui para o meio do pessoal.
– Harry! – Ashley gritou de um canto. Fui até ela.
A Ash ficou presa no elevador com todos os meninos menos o Harry que estava escondido no banheiro feminino, por isso, ela achava que ele estava em Nova York assim como todo mundo.
– Oi Ashley. O Louis me falou de você – Harry disse ao lado dela tirando sua toca bem rápido.
– Mas eu achei que você estava em...
– É, na verdade isso é uma mentira pra distrair os paparazzis. Longa história – o Louis disse aparecendo. Todos nós tínhamos que gritar para o outro ouvir por causa da música.
Saí dali com o Harry para deixar eles a sós e fui dançar. O Styles começou a fazer movimentos malucos na pista e eu fui o imitando. Ríamos de um em um minuto até que meu avô chegou. Eu achei que ele ia acabar com a música e mandar todo mundo embora, mas ele deixou a festa continuar, só que mesmo assim, eu fui falar com ele.
– Ah, eu me lembro das festas que eu ia quando era a sua idade... – ele falou. – bons tempos.
Nós fomos para a cozinha onde era mais silencioso.
– Vô! Oi! – eu o abracei.
– O que você está fazendo aqui? Vá lá dançar enquanto você é jovem! Ah, mas modera com o volume ok? Eu vou dormir daqui a pouco no meu quarto lá em cima.
– Ok – eu disse indo embora.
– Ah, mais uma coisa... Você faz um favor pra mim?
– Sim, claro.
– Eu comprei um presentinho pra você. Ele está no fundo do meu carro. Você pega ele lá pra mim porque eu estou meio cansado de tanta correria que eu passei hoje – meu avô me deu as chaves e eu fiz o que ele pediu. Ao chegar no carro, foi meio difícil de abrir o fundo porque o seu carro é um pouco velho, sabe como é né? Mas eu consegui abri-lo.
– Vô! Oi! – eu o abracei.
– O que você está fazendo aqui? Vá lá dançar enquanto você é jovem! Ah, mas modera com o volume ok? Eu vou dormir daqui a pouco no meu quarto lá em cima.
– Ok – eu disse indo embora.
– Ah, mais uma coisa... Você faz um favor pra mim?
– Sim, claro.
– Eu comprei um presentinho pra você. Ele está no fundo do meu carro. Você pega ele lá pra mim porque eu estou meio cansado de tanta correria que eu passei hoje – meu avô me deu as chaves e eu fiz o que ele pediu. Ao chegar no carro, foi meio difícil de abrir o fundo porque o seu carro é um pouco velho, sabe como é né? Mas eu consegui abri-lo.
Vi uma caixa embalada com um laço em cima.
– Oh, que fofo! – falei.
Peguei a caixa. Logo abaixo delas tinha uns documentos e várias papeladas. Como eu não sabia o que era, deixei lá, mas, em um dos papeis, havia escrito meu nome bem grande "Amy Lou Brooks". Estranhei, e, eu sei que eu não deveria ter feito isso, mas, eu peguei o papel e dei uma olhada.
– O QUE É ISSO? – perguntei tentando conter o choro para meu avô que estava sentado numa cadeira da sala. Uma música havia parado e outra estava prestes a começar. Entre o intervalo de uma música para outra estava silêncio, que foi exatamente quando eu comecei a falar. Isso fez todo mundo olhar para mim.
– Amy... – ele disse olhando para o papel – ... Olha...
– EU SOU ADOTADA? – não aguentei e comecei a chorar. O papel mostrava um exame feito entre eu, minha mãe e meu pai e o resultado não encontrou nenhuma combinação entre nosso DNA. Eu não queria ter que falar isso na frente de todo mundo ali na sala, mas agora já era.
Algumas pessoas começaram a sair e as que não foram meu avô foi colocando para fora, até a Lindsay, a Tracey e os meninos saíram. Meu avô ligou para minha mãe e ela e meu pai chegaram rapidamente em casa.
A Tiffany, a Jennifer e o Chris já estavam lá e eles pareciam tão surpresos quanto eu. Depois de alguns minutos, meus pais chegaram e assim que eu vi eles, não aguentei e subi correndo para o meu quarto chorando. Eu vi meu avô vindo atrás de mim.
– Amy! – ele gritou.
– Não! – respondi.
Minha mãe veio correndo também mas eu bati a porta do quarto e a tranquei.
Deitei na cama e fiquei lá por um tempo abafando meus soluços pelo travesseiro.
– Amy querida, abre a porta... Deixa eu conversar com você – minha mãe falava.
– Vai embora! – eu disse e ela não respondeu. Fiquei lá por mais um tempo. Eu sabia que essa festa ia acabar ruim, assim como todas as outras, por isso que eu não queria nenhuma celebração. Parei para pensar como foi que meu aniversário se transformou no pior dia da minha vida.
– Amy, por favor. Abra a porta – meu pai falava mas eu não conseguia. Só em olhar para eles ou para os meus irmãos já me faria chorar.
– Oh, que fofo! – falei.
Peguei a caixa. Logo abaixo delas tinha uns documentos e várias papeladas. Como eu não sabia o que era, deixei lá, mas, em um dos papeis, havia escrito meu nome bem grande "Amy Lou Brooks". Estranhei, e, eu sei que eu não deveria ter feito isso, mas, eu peguei o papel e dei uma olhada.
– O QUE É ISSO? – perguntei tentando conter o choro para meu avô que estava sentado numa cadeira da sala. Uma música havia parado e outra estava prestes a começar. Entre o intervalo de uma música para outra estava silêncio, que foi exatamente quando eu comecei a falar. Isso fez todo mundo olhar para mim.
– Amy... – ele disse olhando para o papel – ... Olha...
– EU SOU ADOTADA? – não aguentei e comecei a chorar. O papel mostrava um exame feito entre eu, minha mãe e meu pai e o resultado não encontrou nenhuma combinação entre nosso DNA. Eu não queria ter que falar isso na frente de todo mundo ali na sala, mas agora já era.
Algumas pessoas começaram a sair e as que não foram meu avô foi colocando para fora, até a Lindsay, a Tracey e os meninos saíram. Meu avô ligou para minha mãe e ela e meu pai chegaram rapidamente em casa.
A Tiffany, a Jennifer e o Chris já estavam lá e eles pareciam tão surpresos quanto eu. Depois de alguns minutos, meus pais chegaram e assim que eu vi eles, não aguentei e subi correndo para o meu quarto chorando. Eu vi meu avô vindo atrás de mim.
– Amy! – ele gritou.
– Não! – respondi.
Minha mãe veio correndo também mas eu bati a porta do quarto e a tranquei.
Deitei na cama e fiquei lá por um tempo abafando meus soluços pelo travesseiro.
– Amy querida, abre a porta... Deixa eu conversar com você – minha mãe falava.
– Vai embora! – eu disse e ela não respondeu. Fiquei lá por mais um tempo. Eu sabia que essa festa ia acabar ruim, assim como todas as outras, por isso que eu não queria nenhuma celebração. Parei para pensar como foi que meu aniversário se transformou no pior dia da minha vida.
– Amy, por favor. Abra a porta – meu pai falava mas eu não conseguia. Só em olhar para eles ou para os meus irmãos já me faria chorar.
Depois de alguns minutos eles desistiram e ficaram em silêncio. Aproveitei para tentar dormir, mas eu não conseguia.
Fiquei lá por quase a noite inteira. O meu relógio marcava 00h, 1h da manhã, 2h, mas nada do sono chegar.
Eu pensei em sair do quarto e descer para comer alguma coisa, mas meus pais provavelmente ainda estão lá embaixo até essa hora me esperando.
Fui tomar um banho já que eu não tinha nada mais para fazer, mas quando eu saí, meu avô bateu na porta. Fiquei calada assim como todas as outras vezes.
– Amy, querida. Seus pais já estão dormindo assim como seus irmãos. Eu estou aqui para falar com você. Eu te entendo, eu também sou adotado, se lembra? – ele falava baixinho para não acordar ninguém até que eu deixei ele entrar.
Ele se sentou na minha cama e nós conversamos. Ele me contou a experiência que ele teve quando era pequeno. Os seus pais não contaram nada pra ele também e, quando ele descobriu, ficou tão chateado como eu.
Ele também disse que queria me contar há muito tempo, mas minha mãe nunca deixava. Quando eu encontrei eles discutindo na cozinha ontem, era sobre isso que eles estavam argumentando. Meu avô sabia o quanto dói descobrir que seus pais não são realmente seus pais, então, ele foi sozinho fazer um teste sem que ninguém saiba. Ele pegou um fio de cabelo da minha escova e um fio de cabelo da escova dos meus pais e fez o exame escondido, mas, no meio do caminho, ele desistiu, só que antes dele jogar fora os papeis com o resultado, eu os encontrei.
– Amy, tem mais uma coisa... – ele disse. – Enquanto o resultado do teste não estava pronto, eu fiz umas pesquisas e descobri até quem é na verdade a sua mãe biológica. Você quer saber o nome dela?
Eu fiquei calada por um momento pensando em tudo isso que ele havia falado, era muito para eu processar em pouco tempo, mas então aceitei saber o nome. Provavelmente seria algum nome qualquer que eu nem reconheço.
– O nome dela é Sue Adams.
Adams? Eu acho que reconheço esse nome.
Fiquei lá por quase a noite inteira. O meu relógio marcava 00h, 1h da manhã, 2h, mas nada do sono chegar.
Eu pensei em sair do quarto e descer para comer alguma coisa, mas meus pais provavelmente ainda estão lá embaixo até essa hora me esperando.
Fui tomar um banho já que eu não tinha nada mais para fazer, mas quando eu saí, meu avô bateu na porta. Fiquei calada assim como todas as outras vezes.
– Amy, querida. Seus pais já estão dormindo assim como seus irmãos. Eu estou aqui para falar com você. Eu te entendo, eu também sou adotado, se lembra? – ele falava baixinho para não acordar ninguém até que eu deixei ele entrar.
Ele se sentou na minha cama e nós conversamos. Ele me contou a experiência que ele teve quando era pequeno. Os seus pais não contaram nada pra ele também e, quando ele descobriu, ficou tão chateado como eu.
Ele também disse que queria me contar há muito tempo, mas minha mãe nunca deixava. Quando eu encontrei eles discutindo na cozinha ontem, era sobre isso que eles estavam argumentando. Meu avô sabia o quanto dói descobrir que seus pais não são realmente seus pais, então, ele foi sozinho fazer um teste sem que ninguém saiba. Ele pegou um fio de cabelo da minha escova e um fio de cabelo da escova dos meus pais e fez o exame escondido, mas, no meio do caminho, ele desistiu, só que antes dele jogar fora os papeis com o resultado, eu os encontrei.
– Amy, tem mais uma coisa... – ele disse. – Enquanto o resultado do teste não estava pronto, eu fiz umas pesquisas e descobri até quem é na verdade a sua mãe biológica. Você quer saber o nome dela?
Eu fiquei calada por um momento pensando em tudo isso que ele havia falado, era muito para eu processar em pouco tempo, mas então aceitei saber o nome. Provavelmente seria algum nome qualquer que eu nem reconheço.
– O nome dela é Sue Adams.
Adams? Eu acho que reconheço esse nome.
Meu avô foi embora e eu fiquei lá deitada na minha cama pensando de onde eu me lembrava até que finalmente eu me lembrei. Adams vem de Megan Adams!
Continua...
Amoreeees, eu sei que demorou, mas ta ai! Esse ta meio grande mas vocês gostam então sem problemas, haha. Vou tentar demorar o mínimo possível no próximo, ah, e comentem o que vocês acharam e a reação de vcs! xoxo ❤️






