Numa festa de máscaras, o plano da Megan e da Amy é colocado em ação. Parece que o Will caiu direitinho, ele até chegou a beijar a Megan! Tomara que agora assim ele volte ao normal, mas enfim. A Tracey está chegando de viagem e, como sempre, ela e o pai não se entendem. A Tray acha que o pai dela a odeia e Amy sempre fica com ela quando alguma briga entre eles dois acontece. Enquanto isso, uma velha amiga do Harry chegou para ficar um pouco com ele: Taylor Swift.
Tracey P.O.V
– Tudo pronto para o pouso? – o piloto do helicóptero falou.
– Pronto – afirmou o copiloto e então ele apertou uns botões e puxou uma alavanca. O helicóptero começou a descer devagar e, aos poucos, a minha casa ficava maior e maior, até que pousamos no meu quintal. Tirei os headphones que se usam em helicópteros e saí. A primeira coisa que aconteceu foi a Lola, minha cadela, que veio correndo e começou a lamber meu pé.
– Oi garota... – a carreguei. – como você está neném?
Ela lambeu meu nariz e eu ri, depois a coloquei no chão. Meu pai logo apareceu com o barulho das hélices e veio logo para mim.
– Como foi a viagem? – ele perguntou seriamente.
– Er... Ótima – falei. Fiquei bem nervosa, pois todas as minhas conversas com meu pai acabam em brigas, por isso eu tenho que escolher bem as minhas palavras com ele.
– E o que você fez lá?
– Fui visitar os meus primos, eu falei que ia fazer isso.
– E qual foi a ordem que eu te dei?
– "Não compre nada lá... Você já gastou muito dinheiro na sua última viagem a Paris..." – repeti as suas palavras.
– E por que você me desobedeceu? – ele cruzou os braços.
– An? Mas eu não desobedeci. Eu não comprei nada pai.
– E que vestido é esse que você está usando? Eu nunca vi ele antes.
– Esse vestido? Eu tenho ele há muito tempo. Eu levei ele pra viagem.
– NÃO MINTA PRA MIM TRACEY! EU SEI QUANDO VOCÊ ESTÁ MENTINDO! – ele começou a gritar, como sempre, e eu fiquei calada ouvindo. Queria replicar, mas isso só iria piorar as coisas.
– Não pai, eu estou falando a verdade... – tentei falar, mas ele interrompeu. Senti vontade de chorar. Odeio brigar com o meu pai, e o pior é que isso acontece sempre.
– Nossa, uma ordem Tracey. Por que você nunca faz nada direito?! – ele gritou mais uma vez e eu saí correndo pro meu quarto. Eu estou viajando há um tempo e, em vez de um "Olá Tracey, quanto tempo. Senti sua falta" ele vem reclamar comigo.
Cheguei no quarto e abri a porta, mas, para minha surpresa, Lindsay e Amy estavam sentadas na minha cama me esperando.
– TRACEEEY!!! – elas gritaram.
– Ah, oi gente – dei um sorrisinho e enxuguei uma lágrima que queria cair.
– Você ta bem? – Amy falou.
– É, você sabe – funguei. – outra briga com o meu pai.
– Aah Tracey. O que você fez agora? – Lindsay disse.
– Nada. Esse é o problema. Eu não fiz nada e ele vem gritando comigo. Argh, eu não aguento mais.
– Ué, mas ele tinha que ter um motivo. O que ele disse? – Amy.
– Ele disse que eu fiz compras lá. E eu não comprei nada!
– Tracey Walker. Fale a verdade, você comprou alguma coisa? – Lindsay. Elas riram um pouco.
– Não, eu juro. Não comprei nada.
– Por que ele te trata assim? Que estranho – Amy.
– ENFIM... Temos um monte de coisas pra te contar – Lindsay. – Quer começar Amy?
– Quero. Bem, primeiro, você sabe que eu sou adotada né? Você estava lá na festa do meu aniversário.
– Sim... – concordei.
– Então. Eu fiz umas pesquisas e tal, e eu descobri que minha mãe é Sue Adams. Ou seja, a mãe da Megan. O que nos faz ser irmãs.
Fiquei calada com uma expressão estranha no rosto enquanto processava as informações.
– E tem mais – ela continuou falando. – Eu e o Harry meio que estamos namorando, ou alguma coisa assim.
Continuei processando.
– Ah! E eu saí com o Louis – Lindsay falou tentando ter um pouco da atenção.
– Megan e Will terminaram, agora o Will ta completamente bêbado e fora de si, ou tava, acho que a gente deu um jeito nele – Amy continuou falando.
– Eu saí com o Louis... – Lindsay falou mais uma vez.
– Ah, e Taylor Swift chegou aqui ontem para visitar o Harry. Ela está aqui em Londres.
– E eu saí com o Louis. Pera, o que? – a Lindsay se virou e olhou para a Amy.
– Pois é. Eu a vi.
As duas ficaram caladas quando elas olharam para mim.
– Tracey, você está me assustando. Fale alguma coisa – Amy.
– Er... Eu... Er... Tem muita coisa na minha cabeça agora – ri.
– Nem me fale. A Taylor Swift está aqui? Eu preciso conhece-la – Lindsay disse e nós três rimos. O momento tava bom, pelo menos eu me esqueci do meu pai.
Louis P.O.V
Eram por volta das 9:30 da manhã quando resolvi aparecer na casa do Harry. Bati na porta e não demorou pra alguém logo atender. Foi a Gemma.
– Louis! – ela exclamou. – Você cedo aqui... Estranho – ela riu e me deu passagem para entrar. – O Harry ta lá nos fundos – eu a cumprimentei e então segui para a área dos fundos. Antes de chegar até lá eu pude ouvir vozes, o que me disseram que o Harry estava acompanhado. Primeiro achei que fosse a Amy mas depois vi que estava enganado.
– Ora ora, quem está por aqui... – falei e a Taylor Swift logo levantou para me abraçar. – Quanto tempo...
– Pois é, ein! – ela exclamou voltando a se sentar. Me sentei à mesa também.
– Cara, ta cedo para você vir aqui... O que foi que aconteceu que não dormiu até a hora do almoço? Geralmente quem aparece aqui cedo é o Liam – o Harry riu perguntando.
– É... O Liam tava tão bêbado ontem, que eu até fiquei preocupado. Na verdade, os meninos tão ficando mais bêbados a cada noite – falei rindo.
– Pois é... Eles tão aproveitando bem as férias – Harry riu. – Mas o que você quer?
– Eu preciso falar com a Lindsay, achei que você pudesse me dizer onde é a casa dela – expliquei.
– Quem é Lindsay? Sua nova namorada? – Taylor perguntou com um tom perturbador.
– Cala a boca aí, Swift – falei e ela riu. – Quando foi que você chegou aqui mesmo?
– Ontem à noite.
– Ahn? Como? Eu vi que você tava em L.A ontem. Como você chegou aqui tão rápido?
– Ah querido... Acha que só vocês tem ajuda do CSPF? – ela falou.
– Ah, claro – falei como se fosse óbvio. – Veio fazer o que aqui?
– O que? Eu não posso vir fazer umas comprinhas em Londres? – ela disse rindo. – Mas vim ver vocês também, a quanto tempo eu não passo um tempo com o Harry?
– Pois é! Eu tenho vários lugares que nós podemos ir – Harry falava empolgado.
– Nhé... Na verdade eu tava querendo descansar hoje. Sabe, o voo foi bem cansativo.
– Com certeza viajar num jatinho de primeira classe deve ser bem cansativo – falei com sarcasmo.
– Cala a boca aí, Tomlinson – ela disse e eu ri. – Tem problema, Harry? A gente sai amanhã, eu prometo.
– Não, não. Tudo bem, eu saio com a Amy então – ele sorriu.
– Ótimo – ela respondeu.
– ENFIM... Dá para me dizer onde é a casa da Lindsay? – falei alto e então ele me explicou em que direção eu devia ir. Me despedi deles e fui para o condomínio 1.
Megan P.O.V
Acordei, mas não por um despertador nem nada, eu simplesmente acordei sozinha, e o único pensamento que eu tive foi no Will. Levantei, escovei os dentes, tomei um banho rápido (e gelado para acordar melhor) e coloquei uma roupa. O Justin estava dormindo ainda, assim como meu pai.
– Bom dia – minha mãe falou fazendo um suco pra ela mesma.
– Oi – peguei um pão e saí da cozinha comendo-o. Peguei minha bolsa e abri a porta a fim de sair para algum lugar quando vi William Knight sentado no banco que tem na entrada. – Er... Oi?
– Eu estava criando coragem para bater na porta – ele respondeu.
– É, eu acho que você demorou demais. Enfim, pode falar – me sentei em outro banco, que ficava na frente dele.
– Eu meio que... É estranho falar isso mas, eu passei a noite toda pensando em ontem e tal. Eu nem consegui dormir direito.
Fiquei calada e continuei ouvindo.
– Foi aí que eu me lembrei de todas as coisas ruins que eu fiz. Eu até te chamei de vagabunda.
– Ah, tudo bem. As pessoas me chamam disso todo dia – falei brincando e rimos.
– Mas o que eu quero dizer é... – ele tentou continuar.
– Ta tudo bem Will. Ta desculpado – sorri, o nosso plano da festa funcionou mesmo – Então, assim que eu acabar meu pão, vamos para o Starbucks tomar um cafézinho? Eu não vou lá a séculos!
– Sim, claro! – ele sorriu também e nos levantamos.
Amy P.O.V
Demorou um pouquinho para Tracey conseguir entender tudo que a gente disse para ela mas logo ela conseguiu. Estávamos espalhadas pelo quarto da Tracey conversando sobre a viagem que ela tinha feito. Eu estava deitada de cabeça para baixo no puff, Lindy deitada na cama e a Tray estava arrumando as roupas que ela tinha levado para viagem no guarda-roupa com a ajuda da Lucia, a "mordoma" dela. Meu celular tocou e me estiquei para pega-lo em cima da escrivaninha.
– Alô?
– Bom dia... – ouvi a voz rouca do Harry no outro lado da linha.
– Bom dia – falei e sorri.
– Então, to ligando para saber se você ta livre.
– Livre para quê? – perguntei.
– Para passar o dia comigo hoje.
– Er... E a Taylor? – respondi.
– A Taylor disse que vai descansar da viagem...
– Ah. Ôh Harry... Eu adoraria, mas a Tracey chegou de viagem hoje e eu e a Lindsay combinamos de passar o dia com ela, foi mal.
– Ah – pude sentir o tom de decepção na voz dele. – Tudo bem, a gente se vê mais tarde, pode ser?
– Claro. Harry, sinto muito mesmo, eu vou te compensar depois, ok? – ele riu.
– Tudo bem Amy, eu faço outra coisa. Beijo – e ele desligou o telefone.
Me senti mal, eu queria sair com ele, mas também estava morrendo de saudades da Tracey.
– Então, temos o dia todo pela frente o que vamos fazer primeiro? – falei animada.
– Ta, ta bom, mãe, já to indo – a Lindsay respondeu e desligou o celular dela. – Gente, minha mãe mandou eu ir para casa agora, eu vou lá ver o que ela quer e depois me encontro com vocês, ok?
– Ta ok – Tray e eu concordamos e então ela saiu correndo.
– Respondendo sua pergunta... – Tracey falou. – É óbvio que a primeira coisa que iremos fazer é o que eu iria fazer na viagem, mas dessa vez, eu realmente não fiz... COMPRAS.
Ela sorriu e eu também.
– Tamo esperando o que? – perguntei e então fomos até o carro da Tracey.
Lindsay P.O.V
Depois que minha mãe me ligou eu saí da casa da Tray e fui o mais rápido possível pra casa... Ela parecia bem angustiada no telefone... Estacionei o carro e corri para dentro.
– Mãe? – gritei chamando por ela assim que entrei.
– Aqui na sala, querida – ela gritou de volta.– Qual foi a emergên... – parei de falar assim que olhei quem estava com ela. Essa é uma cena que eu nunca imaginaria acontecer, ver a minha mãe, que também gosta de One Direction, tomando chá com Louis Tomlinson.
– Filha, olha quem tá aqui... É o Louis! – ela exclamou ainda perplexa.
– Quer um pouquinho? – Louis perguntou levantando a xícara de chá.
– É... Mãe, posso falar com você aqui na cozinha? – perguntei e ela me seguiu até lá. – Você precisa se livrar dele... – falei sussurrando já que ele estava na sala ao lado.
– O que? Por que? – ela falou alto demais.
– Shh... Eu não posso falar com ele agora!
– Porque não??? É do Louis Tomlinson que a gente ta falando – ela ainda não parecia entender.
– É que ontem ele ficou com várias garotas e eu fiquei evitando ele pra não ter que vê-lo fazendo isso, só que agora eu ainda estou evitando ele pra evitar uma conversa bem desagradável, ok? – falei com a esperança que ela me compreendesse, mas acabei usando muito a palavra "evitar"... Acho que a deixei confusa...
– Pera aí... Você já conversou com ele antes? Vocês são amigos? Ele gosta de você? – ela ficou tão animada que as perguntas pareciam não parar de surgir.
– Mãe! – falei com intensidade para ela parar. – Agora não dá para explicar, só... Só se livre dele! – falei e segui para fora da cozinha, mas o Louis estava prestes a entrar e então nós meio que nos esbarramos.
Eu olhei para cima e vi os olhos azuis dele olhando diretamente para mim. Não tinha como fugir agora.
– A gente precisa conversar – Louis falou.
Tracey P.O.V
Fui com a Amy numa loja grande da Louis Vuitton que ficava numa avenida bem perto do condomínio. Eu não estava muito afim de ir lá, mas a Amy insistiu.
– Sério? A gente precisa mesmo vir aqui? – pedi meio sem ânimo.
– Ah Tray, o que foi? – Amy perguntou tentando me animar. – Vai dizer que não gosta mais dessa loja?
– Não, não. Pelo contrário. Na minha última viagem eu comprei quase toda a nova coleção da Louis Vuitton – expliquei.
– A coleção toda? – Amy perguntou.
– Quase! – exclamei. – Mas enfim, por mais que eu entre aí, não vai ter nada para ver... Posso esperar aqui fora?
– Ta, tudo bem. Eu não demoro – ela disse e entrou na loja.
Fiquei esperando por um tempinho no meu iPhone cuidando do meu Pou, mas até isso já estava ficando sem graça, até que uma coisa chamou a minha atenção.
Do outro lado da rua, a mais ou menos 10 metros de onde eu estava, eu vi uma carro quebrado. Suas janelas haviam sido destruídas e ele estava em mau estado. Olhei para a loja e vi a Amy conversando com a vendedora sobre as bolsas que eles vendiam e resolvi me aproximar do carro rapidinho para dar uma olhada melhor. A Amy nem vai perceber que eu saí...
Guardei meu celular e fui ver o carro. A rua estava vazia, mas mesmo assim acho estranho ninguém ter percebido aquilo ainda.
Cheguei perto e o alarme disparou. Rapidamente um homem saiu de uma loja e veio correndo em direção ao carro.
– VOCÊ! VOCÊ ROUBOU MEU CARRO! – ele gritou. Logo, um monte de pessoas chegaram para ver a cena. Ah ótimo. Agora as pessoas aparecem.
Tentei explicar que não foi eu mas o homem parecia bem determinado que eu era a ladra. O pior de tudo é que, se meu pai soubesse disso, mesmo sem eu ter culpa de nada, ele iria me matar, então, saí correndo, o que é exatamente o que uma ladra faria... Droga.
Amy P.O.V
Saí da loja com 6 sacolas em volta dos meus braços. Nossa, a quanto tempo eu não fazia umas boas compras.
Olhei em volta e a Tracey não estava mais lá, estranhei. Um pouco à frente da loja, havia uma multidão em volta de um carro. Não cheguei perto, não sou aquele tipo de pessoa que gosta de olhar a vida dos outros. Então só ignorei, mas fui ligar pra Tracey para saber onde é que ela tinha se metido.
Will P.O.V
Estacionei o carro e saí. Eu e a Megan entramos no Starbucks e logo meus amigos me viram.
– Megan, esses são John, Carl, Joe e Brandon.
– Oi – ela falou baixinho.
– E aí – eles responderam. Nos sentamos em um sofá grande que dava para a maioria de nós, e o resto sentou em umas poltronas. Eu, a Megan, o Joe e Carl estávamos juntos.
– Meg, vou ali pegar um capuccino, quer alguma coisa?
– Um capuccino está bom pra mim também.
– Ok. – me levantei e saí.
Megan P.O.V
Will saiu e eu fiquei lá vendo os garotos falarem sobre as manobras de skate que eles fizeram. Era cada idiotice que eu queria explodir, mas me acalmei. Ver o William agindo normalmente estava sendo bom, e se eu ficar toda grossa de repente, pode estragar tudo isso.
Comecei a pensar na festa de ontem, foi bem legal, apesar deu estar com a Amy e com o... HARRY STYLES! ACABEI DE ME LEMBRAR. HARRY STYLES ESTÁ AQUI EM LONDRES!
Me levantei rapidamente, o que deixou os meninos confusos, e fui para o balcão onde o Will estava numa fila para comprar as bebidas.
– Will, foi mau, eu tenho que ir... – falei.
– O que? Você já vai?
– É que eu... – não sabia se eu podia falar pra ele, então fiquei calada. – Eu preciso fazer umas coisinhas – foi a única coisa que saiu na minha cabeça.
– Ah não – ele me pegou pela mão. – Fica aqui mais um pouquinho. Eu não quero ficar sozinho.
– Os seus amigos estão aqui com você.
– É, só que você é diferente. Por favor, fica – ele sorriu. Não consegui resistir àquele sorriso, nem por Harry Styles, então decidi ficar. Vejo ele depois...
Tracey P.O.V
Cheguei em casa desesperada, apesar da minha casa não ser o melhor lugar para ir.
Entrei no meu quarto e minha cadela estava lá. Ela tomou um susto ao me ver abrindo a porta e deu um pequeno pulo, o que me fez rir.
– TRACEY! – meu pai gritou de lá de baixo, o que fez meu sorriso desaparecer. Ai meu Deus, o que foi agora?
Ignorei uma chamada da Amy e fui.
Desci as escadas devagar e ele estava lá embaixo me esperando com aquela cara que ele sempre usa antes de me dar um esporro.
– Pode me explicar o que é isso? – ele falou e começou a ler uma mensagem que recebeu recentemente no celular. – "Bruce, estava na praça e houve um roubo aki recentemente. Algumas pessoas culparam sua filha, mas é claro q não foi ela. Enfim, só pra avisar".
– Você acha que foi eu? Pai...
– Não, é claro que não foi você, eu não criei uma ladra! – me acalmei nesta hora. – Mas o que você estava fazendo na praça? Compras?
Deixa pra lá, me preocupei de novo.
– Sim... Mas, mas... V-você não disse que...
– Você estava de castigo, se lembra!
– Não, você falou que...
– CHEGA TRACEY! Você está SEMPRE me desobedecendo!
– Mas você não disse que eu estava de castigo...
– SEM MAS! EU NÃO AGUENTO MAIS O SEU COMPORTAMENTO. VOCÊ ESTÁ SEMPRE FAZENDO O ERRADO. SERÁ QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE FAZER UMA COISA DIREITO TRACEY? SÓ UMA! – ele falou, e essas palavras doeram.
Saí correndo, parecendo uma menininha, e assim que saí da casa, chorei. Continuei correndo e fui para a casa do lado, que era da Lindy, mas eu vi pela janela que ela estava passando um tempo com o Louis, que é o cara que ela está afim, então resolvi não interromper.
Fui correndo então até o condomínio 2, para a casa da Amy.
Ding-dong, o barulho da campainha. Esperei ansiosamente alguém abrir a porta, mas eles são lerdos de mais!
– Oi – Diana Brooks abriu a porta, a mãe da Amy.
Will P.O.V
Estacionei o carro e saí. Eu e a Megan entramos no Starbucks e logo meus amigos me viram.
– Megan, esses são John, Carl, Joe e Brandon.
– Oi – ela falou baixinho.
– E aí – eles responderam. Nos sentamos em um sofá grande que dava para a maioria de nós, e o resto sentou em umas poltronas. Eu, a Megan, o Joe e Carl estávamos juntos.
– Meg, vou ali pegar um capuccino, quer alguma coisa?
– Um capuccino está bom pra mim também.
– Ok. – me levantei e saí.
Megan P.O.V
Will saiu e eu fiquei lá vendo os garotos falarem sobre as manobras de skate que eles fizeram. Era cada idiotice que eu queria explodir, mas me acalmei. Ver o William agindo normalmente estava sendo bom, e se eu ficar toda grossa de repente, pode estragar tudo isso.
Comecei a pensar na festa de ontem, foi bem legal, apesar deu estar com a Amy e com o... HARRY STYLES! ACABEI DE ME LEMBRAR. HARRY STYLES ESTÁ AQUI EM LONDRES!
Me levantei rapidamente, o que deixou os meninos confusos, e fui para o balcão onde o Will estava numa fila para comprar as bebidas.
– Will, foi mau, eu tenho que ir... – falei.
– O que? Você já vai?
– É que eu... – não sabia se eu podia falar pra ele, então fiquei calada. – Eu preciso fazer umas coisinhas – foi a única coisa que saiu na minha cabeça.
– Ah não – ele me pegou pela mão. – Fica aqui mais um pouquinho. Eu não quero ficar sozinho.
– Os seus amigos estão aqui com você.
– É, só que você é diferente. Por favor, fica – ele sorriu. Não consegui resistir àquele sorriso, nem por Harry Styles, então decidi ficar. Vejo ele depois...
Tracey P.O.V
Cheguei em casa desesperada, apesar da minha casa não ser o melhor lugar para ir.
Entrei no meu quarto e minha cadela estava lá. Ela tomou um susto ao me ver abrindo a porta e deu um pequeno pulo, o que me fez rir.
– TRACEY! – meu pai gritou de lá de baixo, o que fez meu sorriso desaparecer. Ai meu Deus, o que foi agora?
Ignorei uma chamada da Amy e fui.
Desci as escadas devagar e ele estava lá embaixo me esperando com aquela cara que ele sempre usa antes de me dar um esporro.
– Pode me explicar o que é isso? – ele falou e começou a ler uma mensagem que recebeu recentemente no celular. – "Bruce, estava na praça e houve um roubo aki recentemente. Algumas pessoas culparam sua filha, mas é claro q não foi ela. Enfim, só pra avisar".
– Você acha que foi eu? Pai...
– Não, é claro que não foi você, eu não criei uma ladra! – me acalmei nesta hora. – Mas o que você estava fazendo na praça? Compras?
Deixa pra lá, me preocupei de novo.
– Sim... Mas, mas... V-você não disse que...
– Você estava de castigo, se lembra!
– Não, você falou que...
– CHEGA TRACEY! Você está SEMPRE me desobedecendo!
– Mas você não disse que eu estava de castigo...
– SEM MAS! EU NÃO AGUENTO MAIS O SEU COMPORTAMENTO. VOCÊ ESTÁ SEMPRE FAZENDO O ERRADO. SERÁ QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE FAZER UMA COISA DIREITO TRACEY? SÓ UMA! – ele falou, e essas palavras doeram.
Saí correndo, parecendo uma menininha, e assim que saí da casa, chorei. Continuei correndo e fui para a casa do lado, que era da Lindy, mas eu vi pela janela que ela estava passando um tempo com o Louis, que é o cara que ela está afim, então resolvi não interromper.
Fui correndo então até o condomínio 2, para a casa da Amy.
Ding-dong, o barulho da campainha. Esperei ansiosamente alguém abrir a porta, mas eles são lerdos de mais!
– Oi – Diana Brooks abriu a porta, a mãe da Amy.
– Ah, oi Sra. Brook. A Amy está? – disfarcei o choro.
– Ah. Está sim. Pode entrar...
Entrei e fui para o quarto dela. Chegando lá, ao ver sua cara, ela logo me falou:
– Você me deixou lá sozinha né sua va...
Na hora eu chorei, e ela percebeu que eu estava mal, então Amy ficou calada e me abraçou.
– Ele fez de novo. Ele sempre faz de novo... – falei no ombro dela. Aquele abraço era confortante, mas não importava, eu não conseguia esquecer meu pai da cabeça.
Nos sentamos na cama e na hora a mãe de Amy bateu devagarinho na porta e entrou.
– Oi garotas. Tracey, eu percebi na hora que te vi na entrada que você não estava bem. Aconteceu alguma coisa?
Limpei uma lágrima e resolvi falar. Diana é gente boa, então não tem problema.
– Meu pai. Ele sempre implica comigo, e hoje ele fez de novo! Ele fala que não aguenta mais o meu comportamento. Eu é que não aguento mais ele! – voltei a chorar.
– Ô filha. Fique calma. Não importa como ele te trata, ele te ama. O Bruce só não demonstra isso direito, mas eu conheço ele.
Continuei lá por um tempinho, e ela voltou a falar:
– Isso é estranho. Deve haver algum motivo para ele estar assim. Sabe, um pouco antes deu me formar, eu fiz um semestre de faculdade em psicologia, e uma coisa que aprendi é que, a melhor coisa a se fazer, é desabafar sua dor a alguém ou escreve-la algum lugar. Se eu estiver certa, ele fez isso. Você só tem que achar onde ele escreveu.
– Até que é uma boa idéia – Amy disse.
– Se você achar, pode entender o porquê dele ser assim com você.
– Tem certeza? – falei, finalmente parando de chorar.
– Claro que sim, por que você acha que tantas garotas escrevem em um diário? – a mãe dela sorriu e foi embora. – De nada! – ela gritou da escada e desceu. Dei um pequeno sorriso e a Amy falou:
– E aí? Quer entrar na missão para encontrar os papéis do seu pai? – ela falou engraçado para me animar.
– Você é idiota – rimos. – Ta, vamos. Mas se ele me ver mexendo nas coisas dele, ele me mata!
Lindsay P.O.V
Eu e o Louis andamos até a área da piscina para podermos conversar sem minha mãe se intrometer. Já estava escurecendo, então fiquei andando pela borda da piscina enquanto o Louis sentou em uma espreguiçadeira.
– Então, você quer falar sobre ontem à noite? – perguntei quebrando o silêncio.
– Pois é... – ele começou. – Eu acabei descobrindo... – ele continuou a falar e eu só não queria ouvir qual daquelas garotas ele escolheu. – ...Que você é péssima dando conselhos! – ele exclamou.
– Como é?
– O seu conselho! "Bem, talvez você ficou com tantas garotas que isso confundiu um pouco você" – ele imitou a minha voz com ignorância. – Não funcionou! Eu fiquei com todas elas de novo e não deu em nada. Agora elas me acham um puto.
Ri.
– E você não é?
– Cala a boca! – ele jogou um travesseiro da espreguiçadeira em mim, que quase caiu na piscina.
Nos levantamos e sentamos na borda com os pés na água, que nem no dia em que a gente saiu para comer juntos.
– Calma, espera. Eu nunca disse que você tinha que ficar com elas de novo! Isso saiu da sua cabeça!
– Bom, foi o que você quis dizer não foi? – ele perguntou. Eu queria muito falar para ele que não tinha nada haver, que eu estava me referindo a mim quando disse que ele estava apaixonado por alguém que não sabia quem era, mas resolvi deixar quieto. Ele ficou olhando para mim esperando uma resposta. – Ah, e daí? Não funcionou mesmo...
– Ah. Está sim. Pode entrar...
Entrei e fui para o quarto dela. Chegando lá, ao ver sua cara, ela logo me falou:
– Você me deixou lá sozinha né sua va...
Na hora eu chorei, e ela percebeu que eu estava mal, então Amy ficou calada e me abraçou.
– Ele fez de novo. Ele sempre faz de novo... – falei no ombro dela. Aquele abraço era confortante, mas não importava, eu não conseguia esquecer meu pai da cabeça.
Nos sentamos na cama e na hora a mãe de Amy bateu devagarinho na porta e entrou.
– Oi garotas. Tracey, eu percebi na hora que te vi na entrada que você não estava bem. Aconteceu alguma coisa?
Limpei uma lágrima e resolvi falar. Diana é gente boa, então não tem problema.
– Meu pai. Ele sempre implica comigo, e hoje ele fez de novo! Ele fala que não aguenta mais o meu comportamento. Eu é que não aguento mais ele! – voltei a chorar.
– Ô filha. Fique calma. Não importa como ele te trata, ele te ama. O Bruce só não demonstra isso direito, mas eu conheço ele.
Continuei lá por um tempinho, e ela voltou a falar:
– Isso é estranho. Deve haver algum motivo para ele estar assim. Sabe, um pouco antes deu me formar, eu fiz um semestre de faculdade em psicologia, e uma coisa que aprendi é que, a melhor coisa a se fazer, é desabafar sua dor a alguém ou escreve-la algum lugar. Se eu estiver certa, ele fez isso. Você só tem que achar onde ele escreveu.
– Até que é uma boa idéia – Amy disse.
– Se você achar, pode entender o porquê dele ser assim com você.
– Tem certeza? – falei, finalmente parando de chorar.
– Claro que sim, por que você acha que tantas garotas escrevem em um diário? – a mãe dela sorriu e foi embora. – De nada! – ela gritou da escada e desceu. Dei um pequeno sorriso e a Amy falou:
– E aí? Quer entrar na missão para encontrar os papéis do seu pai? – ela falou engraçado para me animar.
– Você é idiota – rimos. – Ta, vamos. Mas se ele me ver mexendo nas coisas dele, ele me mata!
Lindsay P.O.V
Eu e o Louis andamos até a área da piscina para podermos conversar sem minha mãe se intrometer. Já estava escurecendo, então fiquei andando pela borda da piscina enquanto o Louis sentou em uma espreguiçadeira.
– Então, você quer falar sobre ontem à noite? – perguntei quebrando o silêncio.
– Pois é... – ele começou. – Eu acabei descobrindo... – ele continuou a falar e eu só não queria ouvir qual daquelas garotas ele escolheu. – ...Que você é péssima dando conselhos! – ele exclamou.
– Como é?
– O seu conselho! "Bem, talvez você ficou com tantas garotas que isso confundiu um pouco você" – ele imitou a minha voz com ignorância. – Não funcionou! Eu fiquei com todas elas de novo e não deu em nada. Agora elas me acham um puto.
Ri.
– E você não é?
– Cala a boca! – ele jogou um travesseiro da espreguiçadeira em mim, que quase caiu na piscina.
Nos levantamos e sentamos na borda com os pés na água, que nem no dia em que a gente saiu para comer juntos.
– Calma, espera. Eu nunca disse que você tinha que ficar com elas de novo! Isso saiu da sua cabeça!
– Bom, foi o que você quis dizer não foi? – ele perguntou. Eu queria muito falar para ele que não tinha nada haver, que eu estava me referindo a mim quando disse que ele estava apaixonado por alguém que não sabia quem era, mas resolvi deixar quieto. Ele ficou olhando para mim esperando uma resposta. – Ah, e daí? Não funcionou mesmo...
Fiquei balançando meus pés dentro da água, só pensando no que dizer para fazê-lo se sentir melhor.
– Ei, eu posso te dar mais um conselho? – perguntei.
– Claro, esse vai funcionar dessa vez?
– Se você entender o que eu realmente quero dizer – falei e ele riu. – Ta, eu só acho que você deve pensar se os seus sentimentos são realmente por uma daquelas garotas. Deixando mais claro, talvez você não esteja apaixonado por uma delas.
– Por que você acha tanto que eu estou apaixonado por alguém?
– Ei, vai querer meu conselho ou não?
– Argh, ta bom! Mas como assim? Por qual outra garota eu teria sentimentos?
– Isso é com você... – ri de leve e fiquei o encarando. Eu não sei o que deu em mim mas eu fui me aproximando lentamente, centímetro por centímetro eu ia chegando mais perto do rosto dele.
– Eu já sei o que eu tenho que fazer... – ele sussurrou pensativo o que não me fez recuar.
– Sabe? – perguntei em um tom tão baixo quanto o dele.
– SEI! – ele exclamou animado e se levantou, o que agora tinha feito eu me afastar. – É a Eleonor! – senti meu coração ser esmagado ao ouvir isso. – Assim, antes de começar o verão ela era minha namorada, a gente terminou a pouco tempo e talvez eu não tenha esquecido ela! Agora tudo faz sentindo! – ele tirou os pés rapidamente da piscina. – Eu preciso ir! Obrigado, Lindsay! – e então ele foi embora da minha casa. Depois de alguns minutos que ele saiu minha mãe chegou animada até a piscina.
– E então? Foi tão ruim conversar com ele? – ela perguntou.
– Pior do que eu imaginava que ia ser.
Tracey P.O.V
Eu e a Amy chegamos em casa e meu pai já estava dormindo na sala enquanto via TV. A cadeira massageadora fazia massagem nas suas costas, o que dificultava dele acordar e nos ajudava a ter mais tempo.
Subi as escadas devagar e entrei no escritório dele. Nós duas ficamos caladas o tempo inteiro e começamos a abrir gaveta por gaveta, mexendo nos documentos e outras papeladas que ele tinha lá.
Passamos muito tempo procurando e não encontramos nada, eu passei até a questionar este plano que a gente estava fazendo, o que a gente procurava mesmo?
– Ah, cansei! – falei e me levantei depois de um longo tempo fazendo aquilo...
– Eu também, já olhei bastante aqui e não achei nada – Amy disse procurando nas estantes com os livros. – Mas tem uma gaveta que a gente ainda não olhou... – e então ela apontou para uma estante que estava no canto da sala.
– Mas as gavetas estão trancadas. É inútil – falei.
– É a única em que a gente ainda não viu. Você não sabe onde está a chave?
Fiquei calada e assim que Amy me viu, entendeu a mensagem.
– Está no bolso do meu pai...
Descemos as escadas devagar de novo e lá estava ele, deitado do mesmo jeito de antes.
– Ok. Eu fico aqui e você vai lá – eu disse.
– O que? Não! Você vai.
– Não Amy. Se ele acordar e me ver enfiando a minha mão no bolso dele, eu estou morta!
– Ah tá, porque acordar e ver uma estranha colocando a mão no seu bolso é bem melhor...
– Você não é uma estranha, ele te conhece – falei
– Ah ok, problema resolvido! – ela disse e riu.
– Ok, que tal pedra papel tesoura? – sugeri.
– Ta.
Nós duas colocamos nossa mão para a frente e nos preparamos
Eu: Papel.
Amy: Papel.
– Mais uma vez... – Amy.
Eu: Tesoura.
Amy: ...Pedra.
– Ah, não vale. Você demorou pra colocar a pedra – falei.
– Ok, mas essa é a última vez – Amy.
Eu: Tesoura.
Amy: Pedra.
– Aff, droga! – disse.
– Boa sorte – Amy me empurrou para a sala e ficou me vendo pela escada.
Me aproximei lentamente da cadeira de massagem e dei uma ultima olhada em meu pai para ver o seu estado. Ele estava começando a roncar. Isso é um bom sinal né? Meu pai deve estar em sono profundo...
Movi minha mão até o bolso da frente de sua calça e sem querer bati no controle da cadeira, o que a fez a se inclinar fazendo ele deitar.
Na hora gelei e fiquei pálida, mas meu pai não percebeu nada.
– Glória a Deus!
Continuei e coloquei minha mão no bolso, que era largo. A chave estava lá no final e eu a peguei devagar.
Saí correndo assim que pude mas antes de voltar, ele acordou e falou:
– TRACEY! – Me empalideci de novo e ele falou: – Por que você deitou a cadeira? Eu estava assistindo – e então meu pai a desinclinou e voltou a dormir calmamente.
– Ei, eu posso te dar mais um conselho? – perguntei.
– Claro, esse vai funcionar dessa vez?
– Se você entender o que eu realmente quero dizer – falei e ele riu. – Ta, eu só acho que você deve pensar se os seus sentimentos são realmente por uma daquelas garotas. Deixando mais claro, talvez você não esteja apaixonado por uma delas.
– Por que você acha tanto que eu estou apaixonado por alguém?
– Ei, vai querer meu conselho ou não?
– Argh, ta bom! Mas como assim? Por qual outra garota eu teria sentimentos?
– Isso é com você... – ri de leve e fiquei o encarando. Eu não sei o que deu em mim mas eu fui me aproximando lentamente, centímetro por centímetro eu ia chegando mais perto do rosto dele.
– Eu já sei o que eu tenho que fazer... – ele sussurrou pensativo o que não me fez recuar.
– Sabe? – perguntei em um tom tão baixo quanto o dele.
– SEI! – ele exclamou animado e se levantou, o que agora tinha feito eu me afastar. – É a Eleonor! – senti meu coração ser esmagado ao ouvir isso. – Assim, antes de começar o verão ela era minha namorada, a gente terminou a pouco tempo e talvez eu não tenha esquecido ela! Agora tudo faz sentindo! – ele tirou os pés rapidamente da piscina. – Eu preciso ir! Obrigado, Lindsay! – e então ele foi embora da minha casa. Depois de alguns minutos que ele saiu minha mãe chegou animada até a piscina.
– E então? Foi tão ruim conversar com ele? – ela perguntou.
– Pior do que eu imaginava que ia ser.
Tracey P.O.V
Eu e a Amy chegamos em casa e meu pai já estava dormindo na sala enquanto via TV. A cadeira massageadora fazia massagem nas suas costas, o que dificultava dele acordar e nos ajudava a ter mais tempo.
Subi as escadas devagar e entrei no escritório dele. Nós duas ficamos caladas o tempo inteiro e começamos a abrir gaveta por gaveta, mexendo nos documentos e outras papeladas que ele tinha lá.
Passamos muito tempo procurando e não encontramos nada, eu passei até a questionar este plano que a gente estava fazendo, o que a gente procurava mesmo?
– Ah, cansei! – falei e me levantei depois de um longo tempo fazendo aquilo...
– Eu também, já olhei bastante aqui e não achei nada – Amy disse procurando nas estantes com os livros. – Mas tem uma gaveta que a gente ainda não olhou... – e então ela apontou para uma estante que estava no canto da sala.
– Mas as gavetas estão trancadas. É inútil – falei.
– É a única em que a gente ainda não viu. Você não sabe onde está a chave?
Fiquei calada e assim que Amy me viu, entendeu a mensagem.
– Está no bolso do meu pai...
Descemos as escadas devagar de novo e lá estava ele, deitado do mesmo jeito de antes.
– Ok. Eu fico aqui e você vai lá – eu disse.
– O que? Não! Você vai.
– Não Amy. Se ele acordar e me ver enfiando a minha mão no bolso dele, eu estou morta!
– Ah tá, porque acordar e ver uma estranha colocando a mão no seu bolso é bem melhor...
– Você não é uma estranha, ele te conhece – falei
– Ah ok, problema resolvido! – ela disse e riu.
– Ok, que tal pedra papel tesoura? – sugeri.
– Ta.
Nós duas colocamos nossa mão para a frente e nos preparamos
Eu: Papel.
Amy: Papel.
– Mais uma vez... – Amy.
Eu: Tesoura.
Amy: ...Pedra.
– Ah, não vale. Você demorou pra colocar a pedra – falei.
– Ok, mas essa é a última vez – Amy.
Eu: Tesoura.
Amy: Pedra.
– Aff, droga! – disse.
– Boa sorte – Amy me empurrou para a sala e ficou me vendo pela escada.
Me aproximei lentamente da cadeira de massagem e dei uma ultima olhada em meu pai para ver o seu estado. Ele estava começando a roncar. Isso é um bom sinal né? Meu pai deve estar em sono profundo...
Movi minha mão até o bolso da frente de sua calça e sem querer bati no controle da cadeira, o que a fez a se inclinar fazendo ele deitar.
Na hora gelei e fiquei pálida, mas meu pai não percebeu nada.
– Glória a Deus!
Continuei e coloquei minha mão no bolso, que era largo. A chave estava lá no final e eu a peguei devagar.
Saí correndo assim que pude mas antes de voltar, ele acordou e falou:
– TRACEY! – Me empalideci de novo e ele falou: – Por que você deitou a cadeira? Eu estava assistindo – e então meu pai a desinclinou e voltou a dormir calmamente.
Suspirei aliviada e voltei para a escada.
– Consegui!
Lindsay P.O.V
Já era de noite e eu nem tinha visto as meninas direito hoje, então resolvi ligar para Amy.
– Alô? – ela disse.
– Amy, oi. Eu estava com o Louis agora e, você não sabe...
– Er, Lindy, foi mau mas eu to um pouco ocupada agora. Me conta mais tarde.
E ela desligou.
– Grossa – brinquei, depois liguei para a Tracey. – Alô, Tracey, eu preciso te falar...
– Lindsay, sou eu, Amy. Nós duas estamos ocupadas. Te conto depois. Beijos...
E ela desligou... De novo. O que essas duas estão fazendo juntas assim?
Amy P.O.V
Voltamos ao escritório e fomos direto para a gaveta trancada. Sem dizer uma palavra, Tracey enfiou a chave na fechadura e a rodou, mas a gaveta não abriu.
– Você ta de brincadeira né? Essa não era a chave? – falei.
– Não, é sim. Só que a gaveta é pesada – Tracey disse e a puxou mais uma vez com força e a gaveta abriu.
Começamos imediatamente a vasculha-la e nela tinham vários recibos e outros papeis, mas lá no fundo, tinha umas folhas amarelas grampeadas. Tray as puxou e vimos que os papéis estavam escritos de caneta.
– Sua mãe tem razão. Ele realmente escrevia em algum lugar.
Nós duas logo começamos a ler as anotações:
– Vai com calma – respondi porque ela estava passando muito rápido.
– To procurando alguma data importante... Aqui. Um dia antes do que eu nasci.
Peguei o bloco de anotações e desci correndo para encontrar a Tracey, mas ela estava indo falar com o pai, então não me intrometi e fiquei observando por longe.
Tracey P.O.V
– Pai, acorda! – eu o balancei e ele abriu os olhos. Provavelmente iria brigar comigo, mas desta vez eu não tava nem aí. Toda aquela tristeza que eu tava sentindo se transformou em raiva, e agora eu estou mais do que determinada em confrontar ele.
– Filha! Nunca acorde um homem deste jeito! – ele falou chateado.
– Você mentiu para mim! – gritei mostrando a folha que eu arranquei.
– O que? – ele estranhou por eu ter gritado com ele.
– Você me contou que a mamãe morreu em um acidente quando eu tinha 3 anos, mas você estava mentindo o tempo todo não é? ARGH! – dei outro grito pela raiva.
– Filha, você estava mexendo nas minhas coisas?
– EU ESTAVA MESMO! – falei grosseiramente. – Mas agora me responda, POR QUE VOCÊ MENTIU PARA MIM?
– E-eu... – ele não sabia o que falar.
– Eu li tudo o que você falou de mim, sabia? Mas você não precisa se desculpar... – falei ironicamente. – ...porque agora eu sei porque você me odeia.
E depois subi correndo para o meu quarto com Amy e Lola.
– Ué, não ia sair com a Amy? – perguntei ao ver o Harry deitado no sofá quase dormindo enquanto assistia a um desfile de moda.
– É... Ela tinha outros planos – ele disse passando a mão no cabelo e depois nos olhos.
– E você ta aqui desde cedo? Sem fazer nada? – perguntei.
– Mais ou menos... Fiquei vendo tv – ele disse e riu de leve. – Mas ta tudo bem, acho que vou dormir um pouco.
– Não, você não vai – exclamei e ele olhou para mim.
– Não vou? – ele perguntou.
– Não, você vai sair e tomar sorvete comigo! De jeito nenhum que eu vou deixar você ficar aqui o dia todo sem fazer nada.... – fui em direção à porta e peguei meu casaco que estava pendurado à um cabide de chão. – Você vem ou...? – perguntei e ele sorriu levantando do sofá.
Eu e o Harry fomos à sorveteria mais próxima (que estava vazia) e depois de pegarmos nossos sorvetes fomos para um lugar que eu sabia que ele gostava de ir. Ficava lá mesmo no Counds Gold, bem atrás do clube. Tinha uma praça, em que os bancos ficavam virados em direção a um pequeno lago. Então nós sentamos lá enquanto observávamos as estrelas.
– Como você sabia que eu gostava de vir aqui? – Harry perguntou lambendo seu sorvete.
– Você me disse uma vez... – peguei um pedaço do sorvete com a colher – Que quando você ficava chateado, ou sei lá, você vinha aqui – comi o pedaço.
– É, aqui é um bom lugar para pensar – ele disse olhando para a lua. – Obrigado, eu tava mesmo precisando sair da frente da televisão – ele falou rindo.
– Ah, para que servem os amigos? – disse rindo e foi quando meu celular tocou. – Pera um minuto – levantei me distanciando dele. – Alô?
– Taylor. Onde você ta? – ouvi a voz do meu empresário do outro lado da linha.
– Oi Dan, bom falar com você também – falei sarcástica. Pedi licença ao Harry e me levantei para ir a um cantinho. – Mas respondendo sua pergunta, eu estou em Londres, te falei que vinha passar uns dias aqui antes da turnê começar.
– Sim, eu sei que você está em Londres. Eu quero saber onde você está agora.
– Eu saí. Com um amigo. – respondi friamente, não gosto quando ele fica me fazendo muitas perguntas.
– Harry Styles, certo? – estranhei quando ele falou isso.
– O que você quer?
– Bom, eu pensei que, como seu empresário, meu dever é sempre aumentar a sua imagem. Quanto mais notícias tiver sobre você nas revistas, é porque estou fazendo um bom trabalho.
– Onde você quer chegar?
– Você não tem uma notícia chocante a muito tempo... Mas isso não é um problema. Eu já sei qual pode ser a próxima.
– Tudo bem, sou toda ouvidos. O que eu tenho que fazer? – perguntei curiosa.
– Você vai ter que beijar Harry Styles.
Eu sei que demoramos, mas ai está o capítulo! Gostaram? Comentem! xoxo
– Consegui!
Lindsay P.O.V
Já era de noite e eu nem tinha visto as meninas direito hoje, então resolvi ligar para Amy.
– Alô? – ela disse.
– Amy, oi. Eu estava com o Louis agora e, você não sabe...
– Er, Lindy, foi mau mas eu to um pouco ocupada agora. Me conta mais tarde.
E ela desligou.
– Grossa – brinquei, depois liguei para a Tracey. – Alô, Tracey, eu preciso te falar...
– Lindsay, sou eu, Amy. Nós duas estamos ocupadas. Te conto depois. Beijos...
E ela desligou... De novo. O que essas duas estão fazendo juntas assim?
Amy P.O.V
Voltamos ao escritório e fomos direto para a gaveta trancada. Sem dizer uma palavra, Tracey enfiou a chave na fechadura e a rodou, mas a gaveta não abriu.
– Você ta de brincadeira né? Essa não era a chave? – falei.
– Não, é sim. Só que a gaveta é pesada – Tracey disse e a puxou mais uma vez com força e a gaveta abriu.
Começamos imediatamente a vasculha-la e nela tinham vários recibos e outros papeis, mas lá no fundo, tinha umas folhas amarelas grampeadas. Tray as puxou e vimos que os papéis estavam escritos de caneta.
– Sua mãe tem razão. Ele realmente escrevia em algum lugar.
Nós duas logo começamos a ler as anotações:
Terça feira, 11 de Abril de 1995
Miranda, minha esposa, acha que eu sou muito fechado, que ridículo, só porque eu não choro que nem ela assistindo os filmes que ela vê. Enfim, agora ela está me fazendo escrever o que eu "sinto" nesse papel. Que gay, mas hoje, no meio dos nossos beijos, percebi o quanto eu a amo, então faço isso por ela.
– Calma, deixa eu avançar isso um pouquinho – Tracey falou e passou algumas páginas.– Vai com calma – respondi porque ela estava passando muito rápido.
– To procurando alguma data importante... Aqui. Um dia antes do que eu nasci.
Quinta feira, 28 de março de 1996
Estou no hospital desesperado agora. Minha mulher acabou de cair da escada pelo peso que a Tracey está fazendo dentro dela, e minha mulher se machucou muito. O médico já veio até mim várias vezes para dizer o que está acontecendo, e a situação não está boa. Ela sofreu uma grande lesão e, se as coisas não melhorarem, só um vai poder sobreviver. Como minha esposa sempre quis o melhor para a filha, eu falei para o médico que a prioridade era para o bebê caso as coisas chegarem a esse nível, mas eu não posso perder minha mulher. Eu simplesmente não posso...
Sexta feira, 29 de março de 1996
Tracey nasceu há 3 horas. Ela está saudável e descançando numa sala, mas Miranda, mesmo sendo parto normal, perdeu sangue porque um vaso dela partiu, e ela ainda fez muita força. Os médicos não tem certeza se ela vai ficar bem e eu não aguento mais esperar. Eu só espero que ela fique melhor logo.
Domingo, 31 de março de 1996
Já faz 7 horas que minha esposa faleceu e eu ainda não consegui parar de chorar. Ela era uma mulher tão encantadora e eu acho que nunca mais vou conseguir supera-la. A família dela está vindo aqui para o hospital para leva-la e eles querem que eu diga alguma coisa como discurso no funeral. Tracey está tendo que se amamentar por outra pessoa que deu luz recentemente e logo ela vai poder ir pra casa comigo. Eu não faço idéia de como vou cuidar dela sozinho, e o pior de tudo é que ela foi quem causou isso. Ela matou minha mulher...
Na mesma hora que lemos isso, Tracey voltou a chorar, mas ela nem quis o meu consolo, ela só arrancou essa página e saiu correndo lá pra baixo.
Eu ia segui-la, mas eu não sabia o que dizer, então resolvi ler para ver se eu encontrava alguma coisa que poderia me ajudar nisso.
Segunda feira, 6 de novembro de 2000
Agora mesmo a Tracey está brincando no parquinho aqui da praça. Eu deveria estar olhando ela, só que não dá para ela se machucar, então resolvi escrever um pouco aqui, já que eu não faço isso há um tempinho, na verdade eu nem sei porque eu ainda faço isso, acho que é por causa da Miranda. Mesmo ela estando morta, eu continuo fazendo o que ela gostava que eu fazia. Enfim. Tracey acabou de escorregar na escorregadeira e deu um sorriso contagiante. As outras crianças ainda estão brincando também, mas ela é especial. Nunca vi uma criança com aquele sorriso. Acho que isso é a única coisa que não me faz enlouquecer pelo falecimento de Miranda.
Pronto, isso pode ajudar!, pensei. Talvez essas palavras do pai a acalme.Peguei o bloco de anotações e desci correndo para encontrar a Tracey, mas ela estava indo falar com o pai, então não me intrometi e fiquei observando por longe.
Tracey P.O.V
– Pai, acorda! – eu o balancei e ele abriu os olhos. Provavelmente iria brigar comigo, mas desta vez eu não tava nem aí. Toda aquela tristeza que eu tava sentindo se transformou em raiva, e agora eu estou mais do que determinada em confrontar ele.
– Filha! Nunca acorde um homem deste jeito! – ele falou chateado.
– Você mentiu para mim! – gritei mostrando a folha que eu arranquei.
– O que? – ele estranhou por eu ter gritado com ele.
– Você me contou que a mamãe morreu em um acidente quando eu tinha 3 anos, mas você estava mentindo o tempo todo não é? ARGH! – dei outro grito pela raiva.
– Filha, você estava mexendo nas minhas coisas?
– EU ESTAVA MESMO! – falei grosseiramente. – Mas agora me responda, POR QUE VOCÊ MENTIU PARA MIM?
– E-eu... – ele não sabia o que falar.
– Eu li tudo o que você falou de mim, sabia? Mas você não precisa se desculpar... – falei ironicamente. – ...porque agora eu sei porque você me odeia.
E depois subi correndo para o meu quarto com Amy e Lola.
Taylor Swift P.O.V
Nesses dias que vir passar em Londres, o Harry permitiu que eu ficasse na casa dos avós dele, no quarto de hóspedes. Tinha terminado de ajeitar as minhas coisas e estava indo dar um cochilo, mas antes, resolvi beber alguma coisa lá embaixo. Ao descer as escadas ouvi o barulho da televisão na sala, e fui ver quem estava lá.– Ué, não ia sair com a Amy? – perguntei ao ver o Harry deitado no sofá quase dormindo enquanto assistia a um desfile de moda.
– É... Ela tinha outros planos – ele disse passando a mão no cabelo e depois nos olhos.
– E você ta aqui desde cedo? Sem fazer nada? – perguntei.
– Mais ou menos... Fiquei vendo tv – ele disse e riu de leve. – Mas ta tudo bem, acho que vou dormir um pouco.
– Não, você não vai – exclamei e ele olhou para mim.
– Não vou? – ele perguntou.
– Não, você vai sair e tomar sorvete comigo! De jeito nenhum que eu vou deixar você ficar aqui o dia todo sem fazer nada.... – fui em direção à porta e peguei meu casaco que estava pendurado à um cabide de chão. – Você vem ou...? – perguntei e ele sorriu levantando do sofá.
Eu e o Harry fomos à sorveteria mais próxima (que estava vazia) e depois de pegarmos nossos sorvetes fomos para um lugar que eu sabia que ele gostava de ir. Ficava lá mesmo no Counds Gold, bem atrás do clube. Tinha uma praça, em que os bancos ficavam virados em direção a um pequeno lago. Então nós sentamos lá enquanto observávamos as estrelas.
– Como você sabia que eu gostava de vir aqui? – Harry perguntou lambendo seu sorvete.
– Você me disse uma vez... – peguei um pedaço do sorvete com a colher – Que quando você ficava chateado, ou sei lá, você vinha aqui – comi o pedaço.
– É, aqui é um bom lugar para pensar – ele disse olhando para a lua. – Obrigado, eu tava mesmo precisando sair da frente da televisão – ele falou rindo.
– Ah, para que servem os amigos? – disse rindo e foi quando meu celular tocou. – Pera um minuto – levantei me distanciando dele. – Alô?
– Taylor. Onde você ta? – ouvi a voz do meu empresário do outro lado da linha.
– Oi Dan, bom falar com você também – falei sarcástica. Pedi licença ao Harry e me levantei para ir a um cantinho. – Mas respondendo sua pergunta, eu estou em Londres, te falei que vinha passar uns dias aqui antes da turnê começar.
– Sim, eu sei que você está em Londres. Eu quero saber onde você está agora.
– Eu saí. Com um amigo. – respondi friamente, não gosto quando ele fica me fazendo muitas perguntas.
– Harry Styles, certo? – estranhei quando ele falou isso.
– O que você quer?
– Bom, eu pensei que, como seu empresário, meu dever é sempre aumentar a sua imagem. Quanto mais notícias tiver sobre você nas revistas, é porque estou fazendo um bom trabalho.
– Onde você quer chegar?
– Você não tem uma notícia chocante a muito tempo... Mas isso não é um problema. Eu já sei qual pode ser a próxima.
– Tudo bem, sou toda ouvidos. O que eu tenho que fazer? – perguntei curiosa.
– Você vai ter que beijar Harry Styles.
Continua...
Eu sei que demoramos, mas ai está o capítulo! Gostaram? Comentem! xoxo

