8 de abr. de 2013

Moments - Capítulo 18

Liam P.O.V
Acordei com o despertador ao lado da minha cama. Era domingo, nem tinha aula e aqui estava eu... Às 6h da manhã acordado. O problema é que depois que eu acordo, raramente consigo voltar a dormir então fiz o que eu sempre faço pra acordar, coloquei uma música legal e agitada, isso me ajuda a despertar. Ainda ouvindo a música, escovei os dentes, lavei o rosto e me olhei no espelho me lembrando de tudo na noite passada... Foi perfeito. Eu passei um bom tempo com a Mary, especialmente quando estávamos no lago juntos. Vai ver agora minhas chances aumentaram, mesmo com tudo o que passou, eu ainda gosto dela.
Sorri ainda olhando para o espelho e desliguei a música. 

Hanna P.O.V
6 horas e 3 minutos e eu estou acordada... Perfeito! Pensei em ligar para a Mary, até agora eu não falei com ela. Queria saber se ela estava  bem com tudo o que havia acontecido na noite passada. Ela não atendia o telefone, mas eu à veria amanhã de qualquer jeito, temos aula, só que parecia que o tempo não passava. Deitava no sofá entediada, ligava o computador, e parecia que nada adiantava até que anoiteceu e eu fui com o Travis para o aeroporto buscar nossa mãe. Finalmente ela chegou.
Ela apareceu com uma pequena mala de mão, e uma gaiola para animais. Estranhei a gaiola e fui abraçar minha mãe, assim como o Travis.
- Ah... Como é bom ta em casa! - minha mãe exclamou aliviada.
- O que é isso? - o Travis perguntou apontando para a gaiola.
- Ah isso? Isso não é nada não!
Nesse momento a gaiola soltou uns miados.
- O QUE? - Travis - Mãe você sabe que eu sou alérgico a gatos!
- Você não é alérgico a gatos - disse eu.
- Não? - ele espirrou - Acho que estou ficando agora... - ele disse coçando o nariz.
- Pare com isso Travis, vamos logo para casa.
O Travis ficou fingindo espirros o caminho quase inteiro. Quando chegamos em casa, soltamos o gatinho, ele saiu desesperado, fiquei até com pena, eu não gostaria de ficar naquela gaiola, mas não me preocupei com isso, o gato era tão fofo, mas tão fofo que até o Travis queria aperta-lo ali mesmo.


Minha mãe encheu uma tigela de comida e água e a colocou no chão. Eu queria brincar com ele, mas estava faminta, assim como o Travis, minha mãe e o Gato.
Fomos para a cozinha e comemos em família, algo que não acontece a um tempo. Rimos bastante com as piadas do Travis e pelo fato dele ter medo de gatos, mas depois do tamanho do nosso novo gatinho, ele talvez vai deixar essa besteira para lá.
- Por que isso... Do nada? - Travis
- O que? O bichinho? - falou minha mãe.
- Aham... - ele olhou para o chão procurando ele.
- Eu o encontrei no gatil lá de Nova York. Ele é americano! - ela riu
- Também né, com a fofura que"oown" que a gente estava fazendo, mas sua masculinidade não deixava. - Homens... Aff... - Ri e ele olhou para mim com uma cara irônica.
Estava entretida pensando no gato quando minha mãe começou a gritar desesperadamente. Quando me virei, vi que era uma barata voando pela cozinha. Me juntei a ela até que subimos na cadeira.
- Calma, calma! - disse o Travis. É só uma barata, nada de mais! Ele se levantou e a matou com a maior facilidade do mundo.
- Mulheres... Aff... - Ele olhou para mim com o olhar provocador, mesmo querendo fazer a mesma cara que ele tinha feito não aguentei e ri.
- Tira ela daí para o... O... O gatinho não comer... - mamãe disse
- É mesmo, temos que dar um nome para ele. - Falei.
- Que tal seu irmão dar já que ele nem escolheu se o gatinho fica ou não... - disse minha mãe.
- Gostei da ideia! - Travis exclamou - Que tal... "Estripador"!?
- QUÊ? - disse eu
- Estripadorzinho? - ele falou tentando fazer o nome parecer melhor.
- NÃO! - falei junto com minha mãe. - Eu prefiro... Sei lá... Ozzie.
- Não, melhor seria Horan - minha mãe falou.
- Horan? Tipo Niall?
- Quem é Niall? - ela perguntou
- Niall, mãe, meu... - ia dizer namorado, mas não. Ainda não. - ...Amigo.
- Ah sim... Claro... - Não senti firmeza nas palavras dela, mas resolvi deixar para lá. Quando olhamos para o relógio, já estava tarde. Saímos da cozinha e vi que o gato estava dormindo. Fomos para os nossos quartos e dormimos. Até que o tempo passou rápido...

Niall P.O.V
Acordei meio que disposto, mesmo sendo segunda, acordei animado por algum motivo. Ontem, no domingo, eu não vi a Hanna e talvez essa disposição toda era só a necessidade de vê-la. Tomei uma ducha rápida e fui na casa dela, assim poderíamos ir juntos para o colégio.

Quando cheguei lá, buzinei e logo ela atendeu.
- Oi! - ela disse e um gato saiu correndo entre as suas pernas. Ele começou a me lamber. Não fazia idéia do que era aquilo.
- Então... É... Tem alguma coisa que você queira me dizer? - disse eu rindo, e ela também.
- Ah não. Esse é o... Bem... Não temos o nome ainda... Entra, estou terminando de tomar café.
O Gato pulava no meu pé como se eu fosse uma bola de lã.
Antes que a Hanna  se sentasse, a virei e dei um selinho nela. Desde que eu cheguei aqui, isso ainda não tinha acontecido. Olhei e percebi que a sua mãe nos observava. Fiquei com vergonha, nem sabia que ela tinha voltado.
- Mãe, esse que é o Niall - disse a Hanna. Nem sei porque ela fez isso, ela já me apresentou umas 300 vezes para a mãe dela.
- Então esse é o seu "amigo" - ela disse fazendo o sinal de aspas com os dedos. Elas riram.
- O que foi? - disse sem entender o que estava acontecendo.
- É que, ontem, estávamos decidindo qual seria o nome do gato. - falou a senhora Fell.
- Eu queria Ozzie. - Hanna
- Eu prefiro Horan... - a mãe dela disse.
Parei para pensar em qual nome eu preferia.
- Eu gostei de Horan! - falei rindo. Era um nome estranho para um gato, mas era legal. - Enfim, vamos? - disse quando percebi que ela já tinha terminado a sua comida.
- Vamos. - ela disse e sorriu.

Mary P.O.V
Peguei a minha bolsa, coloquei uma roupa bonita, dei umas rodadas na frente do espelho. Ainda está faltando alguma coisa... Passei um batom rosa bem fraquinho para que não fique muito chamativo e desci. Não comi nada pois só tinha coisas gordurosas na mesa, eca.
- Não posso engordar... - falei
- Ah filha, fiz um pastel de carne só pra você! - minha mãe reclamou - Tudo bem, seu pai come - dei um beijo nela e fui para a escola. Meu pai ainda estava dormindo.
Entrei no ônibus e sentei, ele parou em umas duas casas a mais e continuou, em uma delas, entrou um menino muito bonito, eu tinha o visto na primeira vez que estava aqui, mas eu nem olhei tanto para ele.
- Oi - acenei quando ele se sentou.
- Iaí - ele disse e colocou os seus fones de ouvido. Droga! Se ele não estivesse ouvindo música, poderíamos conversar e eu conseguiria o seu nome.
Chegamos no colégio e ele se foi, acho que ele é um ano mais novo pois nunca o vi nos corredores da nossa série. Fiquei feliz, pelo menos eu não estava pensando no Matt.
A primeira pessoa que eu vi foi... Alguém que eu não conheço, mas tirando isso, foi a Hanna. Fui falar com ela, contei sobre o menino logo chegando lá, nem percebi que a Perrie estava lá também.
- Oi - ela disse
- Ah, oi - falei.
- Então Hanna, acha que eu tenho alguma chance com ele? - perguntei, ela estranhamente conhecia o garoto, até disse que o seu nome era Elliot.
- Anh... Mary? - ela disse
- O que foi? - perguntei
- Eu achava que o Matt acabou de sair da cidade né... - ela falou com um certo tom de ironia.
- A gente tem que seguir em frente. - disse
- Olha, não quero me intrometer, mas... - a Perrie começou falando - Se tem alguém que merece uma chance, é o Liam. Mas ele é gato também. - ela riu
- Ta falando de mim? - disse o Zayn aparecendo atrás dela. Ela riu mais ainda
- Claro amor! - eles se beijaram.
Eu e a Hanna ríamos juntas, por um momento fiquei com saudade pois eu sentia falta dos momentos engraçados e fofos que eu tive com o Matt, mas foi como eu falei... Temos que seguir em frente.
O sinal tocou bem alto e fomos para as nossas aulas, ela foi chata, como sempre. A Hanna me mandou umas quarenta mensagens perguntando como foi eu e o Liam ontem à noite, se eu gostei de ficar com ele, se eu estava realmente seguindo em frente, ela não sabe que eu não fiquei com o Liam, e eu não sei se vou contar para ela, mas eu ainda pensava no Matt. Mesmo ele não estando aqui, ele está em todo lugar. E para piorar, minha bolsa caiu no chão logo no final da aula, mas não é essa a parte ruim, meu celular foi junto, a bateria saiu voando junto com a tampa.
- Ainda bem que eu não tenho um iPhone. - disse para mim mesma. O professor liberou o pessoal para sair e eles foram embora. Arrumei as minhas coisas, peguei o meu celular e estava indo também quando Emily, uma colega de sala minha,  disse:
- Ei, Mary. Você deixou cair isso - ela estava segurando um papel pequeno e ele estava estendido para mim. Não sabia o que era aquilo, nem vi caindo da minha bolsa.
- Ah... Obrigada - disse, peguei o papel e saí. Era o intervalo e todo mundo estava descendo para o pátio do colégio. Eu estava também mas quando eu abri o papelzinho, as primeiras foram:

Querida Mary...

Eu [...] 


Não continuei lendo e fechei o papel na mesma hora. Aquela letra era do Matt. Ah, ótimo! Justamente o Matt! Tentei me lembrar o que é isso, parecia com uma carta, e o único momento em que eu recebi uma carta foi quando eu estava no hospital, na verdade foi um papelzinho que o Matt... Me lembrei que eu ainda não tinha lido o papel que o Matt escreveu e me deu no hospital, então este papelzinho deve ser aquela carta... Eu tinha me esquecido completamente dela!
Quando ele escreveu isso, ele ainda não sabia sobre mim e o Liam, isso me fez ficar curiosa. Não desci como todo mundo fez, fiquei no mesmo andar que eu tive aula, ele ficava lá em cima, o penúltimo andar contando de baixo para cima. Me sentei em um banco bem ;argo de madeira que ficava entre a porta dos banheiros masculino e femenino. Me encostei na parede pois o banco não tinha encosto e abri a carta mais uma vez.


Querida Mary...

Eu estive pensando na nossa briga, foi horrível. As vezes deixo a minha raiva subir à minha cabeça, mas eu queria te pedir desculpas. Me sinto culpado quando te vejo, minha sorte é que você está falando comigo no hospital. Eu não sei porque você está aí, mas alguma hora vai sair e vamos voltar a não se falar. O que eu queria te dizer é que eu me arrependo pelo o que eu fiz, eu sou ciumento, sim, mas seu eu estou sendo ciumento, é porque eu te amo, além de que eu não tive direito nenhum de brigar com você porque foi EU que fiz a aposta com o Liam, foi por MINHA causa que você foi com o Liam para o encontro, então me desculpa, ok? Queria poder voltar a como estávamos antes...

Matthew Hamson


Não sabia o que fazer. Percebi que haviam lágrimas caindo do meu olho, muitas lágrimas... Não queria descer para o pátio, mas era proibido ficar aqui, alguma hora ou outra um fiscal vai subir aqui e me mandar descer. Tentei segurar o choro pois quando alguém aparecer, eu não quero estar chorando para ele ou ela me ver assim.
Comecei a pensar no que eu li. Ele queria voltar comigo, mas pelo o que eu fiz, já era! Ele dizia que a culpa era dele na carta, mas ele está errado, a culpa é minha. Eu nunca deveria ter transado com o Liam para começo de conversa.
Me olhei por um espelho bem pequeno que tinha na minha bolsa, pelo menos minha maquiagem não tinha borrado. Eu tinha parado de chorar mas meu coração ainda desesperado em lágrimas, se é que esta expressão existe...
Abri minha bolsa mais uma vez para guardar a carta mas foi aí que eu vi um pino de xadrez... A rainha preta. Peguei o pino e o apertei com minha mão. Não aguentei e voltei a chorar, tirando as minhas milhões de fotos com ele (que eu nem poderia pensar nelas agora), as únicas coisas que eu tinha para me lembrar dele eram essas duas coisas, e elas apareceram de repente no mesmo momento, eu estava indo tão bem esquecendo Matt...
Mudei de ideia  não estava nem mais aí para quem apareceria e me viria chorando. Continuei lá, sozinha, até que ouvi alguém gritando.
- Mary! É você? - olhei para o corredor, tinha alguém lá do outro lado. Ele veio correndo até que eu identifiquei quem era. Liam.
Enxuguei as lágrimas só para não ficar óbvio, mas ele descobriu.
- Mary, você estava... - ele olhou para a carta na minha mão e viu as últimas palavras... "Matthew Hamson". Nesta hora ele percebeu o que tinha acontecido. - Quer saber, vamos...
- O que? - disse com a voz falha
- VAMOS! - Ele disse alto e me puxou. Ele estava correndo e me puxando pelo braço. Não fazia ideia do que ele estava fazendo.
- Vamos para onde? - gritei, pois nesta hora o sinal tocou
- Nos divertir! - ele respondeu. A Perrie estava meio que certa, ele merece alguma chance, então eu fui com ele para sei lá onde mesmo sabendo que o intervalo acabou e tínhamos que voltar para a aula.

Hanna P.O.V
- Aff, a Mary sumiu! - disse chateada enquanto subia as escadas para ir à minha sala
- Que foi? O que que você quer tanto falar com ela? - disse o Niall que estava do meu lado subindo comigo.
- Eu quero saber direito sobre ela e o Liam. Eles ficaram ontem, se lembra? Até agora ela não falou nada sobre isso...
- Relaxa, não foi a primeira vez que eles se beijaram... - dizia o Niall
- O que? - parei para pensar, ele tem razão... Eles já tinham se beijado antes, quando ela tinha brigado com o Matt e foi para a casa do Liam. - Ta, tudo bem, mas ela estava bêbada, e, sei lá...
- Enfim, você tem razão... Eu não vi nenhum dos dois aqui no intervalo.
- Que estranho, você acha que eles fugiram? - perguntei
- Não... Que nada, o Liam não faria isso...

Liam P.O.V
- STRIKE! - disse enquanto a Mary batia palmas.
- Você  é bom no boliche! - ela sorriu - Foi por isso que viemos para cá?
- Na verdade é só sorte de principiante, nem sou tão bom assim. - disse.
Jogamos por bastante tempo, a Mary se acabou de rir várias vezes com as coisas que eu falava. Era bom faze-la rir.
Ouvimos um barulho de sino saindo de uma tela que havia para cada pista de boliche. Nele tinha todas as informações do jogo. Foram 10 partidas e eu ganhei de 13 pontos a mais que ela. Na tabela, vi que ela não chegou a derrubar muitos pinos.
- Nossa hora acabou... E agora, o que vamos fazer? - perguntou ela.
- Qualquer coisa... Mas não vamos para lugares depressivos como a escola e a sorveteria, onde você teve vários momentos com M.
- M? - perguntou ela
- Matt, é porque eu achei q você não deveria ficar ouvindo o nome dele.
- Ah - ela disse e se sentou em um banco que tinha para todas as pistas de boliche. Não tinha ninguém lá, só eu, ela e um trabalhador que ficava lá sempre, mas ele estava longe, não dava para nos ver direito. O motivo deste lugar estar vazio é que todo mundo ainda estava em aula...
A Mary estava lá, parada, pensando, percebi que mesmo tentando fazer com que Matt não entre na sua cabeça, ele acabou entrando.
Me sentei do lado dela, ela olhou para mim e depois voltou a pensar.
- Minha irmã teve um namorado, uma vez... - disse eu, a Mary olhou para mim ouvindo a história. - Um dia ele se foi, mas não para outra cidade... Ele faleceu. - dei uma pausa e continuei - Ela ficou arrasada, todos os dias eu a encontrava chorando, e parecia que aquilo nunca ia passar. A mesma coisa aconteceu com o Travis. Quando a Vicki morreu, o Niall me disse que a Hanna contou para ele que, ele também estava muito mal, mas os dois passaram por isso. Hoje eu quase não vejo eles chorarem. E assim como eles conseguiram... Você pode também.
- Mas o Travis teve a avó dele para ajudar e sua irmã tinha a outra irmã... Minha avó morreu e eu sou filha única e...
- Você tem a mim. - disse. Ela sorriu e me abraçou.


Dei um leve beijo na sua testa. Ela suspirou pausadamente e o seu choro foi embora lentamente. Ela estava parada e depois de um tempinho assim, comecei a acreditar que ela dormiu. Me mexi bem devagar para ver se os seus olhos estavam fechados, e eles estavam. O momento estava pefeito, ela deitada no meu ombro dormindo no silêncio, tinha até me esquecido que estávamos em um lugar público, mas o barulho de um grupo de pessoas entrando no lugar fazendo barulho me fez despertar e fez com que ela acordasse. Provavelmete a aula acabou e eles vinheram para cá.
- Liam? M-me desculpe, eu não deveria...
- Ah, que nada... - disse - Eu acho que nós devemos ir agora... - Falei e olhamos para o grupo gigante de pessoas, elas estavam fazendo barulho e todas estavam animadas para jogar. Fomos para o carro e a levei para casa
- Ah, Liam. Obrigada, por tudo - disse Mary saindo do carro. - Você conseguiu levantar o meu astral. - eu sorri e ela entrou na sua casa.
Acelerei e fui para a minha.

Mary P.O.V
Fechei a porta e minha mãe me recebeu.
- Quem era aquele garoto? - ela perguntou e eu dei risada.
- Relaxa mãe, nada de mais... - falei, apesar dele ter sido bem fofo hoje.
- Ok, - ela disse e riu um pouco - Vá se arrumar ok?
- Me arrumar? Pra que? - perguntei
- Ah, você já se esqueceu? - ela reclamou - Temos que ir no hospital...
- An? - perguntei. Ainda não entendia o que ela estava querendo dizer.
- Hospital... Bebê... Sua primeira ultrassom filha! - ela disse, o que me deu um susto... Eu estou grávida! Por um momento eu me esqueci completamente sobre isso.
Comecei a me preocupar, fiquei assustada e quase entrava em choque, mas minha mãe continuava mandando eu me arrumar que eu tive que subir para o meu quarto antes de ter algum ataque cardíaco...
Subi as escadas devagarmente, coloquei uma roupa qualquer e fiquei me olhando no espelho com minha mente explodindo até que minha mãe me chamou. Eu não sabia se ia, ou se pulava a janela para fugir de tudo isso, mas uma hora ou outra eu teria que encarar eles, então resolvi descer e ir mesmo.
Minha mãe ficava tentando puxar assunto no carro, mas eu sempre respondia friamente acabando a conversa, eu fui grossa com ela, mas foi sem querer...

Niall  P.O.V
Depois da escola eu e a Hanna fomos para minha casa. Não tínhamos nada melhor para fazer, nem eu, nem ela, então fomos pra lá só passar o tempo mesmo. Chegamos em casa e eu fui me certificar se tinha alguém em casa:
- Mãe? Pai? Greg? – chamei por eles, e esperei alguém responder quando o silêncio permaneceu.
- Não tem ninguém em casa. – sorri olhando para ela.
Ela sorriu também e caminhou em minha direção.
- Estamos sozinhos... O que você quer fazer? - ela perguntou lentamente, e de um jeito meio sexy.
- Eu acho que você sabe o que eu quero fazer... - respondi e ela sorriu.
- É, eu acho que eu sei... - sorri de volta. Estávamos bastante perto.
- ... Cadê a comida? - perguntei cortando completamente o clima.
- An?
- A comida! To morrendo de fome Hanna, a gente não comeu quase nada lá no colégio! - disse e logo depois solteu uma risada alta.
- Ah... Ainda bem, pensei que você queria comer mesmo... - ela riu um pouco.
- Hm.... - eu lhe dei um beijo. - ... Eu quero. - soltei outra risadinha e a puxei pela mão em direção a cozinha.
- Provocador. - disse. Me virei e dei um sorriso malicioso, o que a fez rir.
Depois de me alimentar... Fomos para sala. Deitamos no sofá e ficamos lá por um tempinho, até que a convenci a jogar um pouco dos meus vídeo games. Ela se enroscou entre meus braços e ficamos jogando a tarde toda.

Mãe de Mary P.O.V
Minha filha não parecia muito animada, ela estava sentada na maca meio chateada por voltar neste lugar que ela considera horrível. Estávamos esperando em um dos quartos onde os pacientes eram atendidos. Depois de uns 3 minutos, um médico chegou...
- Wren! Oi! - disse a Mary
- Olá Mary... Senhora Ericson...
- Wren, como é bom revê-lo - disse eu
- Então... - Wren falou - Dr. Jack lhe atenderá. Como eu não sou especialista com bebês e gravidez, ele que vai fazer o serviço. Não se preocupe, ele é bom no que faz... Te vejo mais tarde.
Ele foi embora. Fiquei um pouco desconfortável pois achei que o Wren que ia fazer a ultrassom, e não alguém desconhecido... Mas não tem muito problema...
Um homem alto entrou, ele tinha por volta de uns 40 anos.
- Então, como vai o bebê? - perguntou ele fechando a porta.
- Bem, eu acho... - a Mary falou
- Como assim "eu acho" - Jack estranhou.
- Assim, nada de mais. Eu até tinha me esquecido que estava grávida. - ela disse e eu meio que concordei... Por um momento todas nós nos esquecemos.
- Como assim? Você não sentiu nenhum chute ou alguma coisa assim?
- Não... Nem enjoo. Vai ver ele não queria perturbar a mamãe... - disse a Mary
- Estranho... Espera, vou olhar como ele está - disse o Jack. Mary levantou um pouco sua camisa e o doutor passou um gel na sua barriga e colocou uma uma máquina que se conectava a uma tela de computador por um cabo. Ele passava a máquina pela sua barriga e olhava para a tela. Eu não entendo muito como ela funcionava nem a Mary, pois eu só via as fotos depois que o bebê estava todo formado, antes dele se formar eu não consigo entender o que é o que na foto.
Ele olhava para a tela com uma cara sem emoção. Não dava para perceber se ele estava feliz ou triste.
Ele ficou por um tempo olhando para as imagens a tela e depois limpou a barriga da minha filha.
- Ok, tudo pronto... Senhorita Ericson, você pode vir comigo? Vou preparar os resultados...
Fomos para uma sala e ele disse:
- Preciso falar com você...
- Ué, você não ia preparar os resultados? - perguntei
- Não, eu inventei isso porque eu preciso falar com você...
- Ta, tudo bem, pode falar... Estou ouvindo - disse percebendo que ele estava meio apressado...
- Eu estive olhando a sua barriga e... Não tinha nada lá!

Continua...

Gif do capítulo>
Hehe, tão gostando? Finalmente a Mary "voltou" a ser como antes... 






2 comentários:

  1. ta pfta , só por-fa-vor n acaba a fic tao cedo okok?? :*

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    1. Ih... Amor, ela já ta acabando... Mas relaxe! Vai vir uma nova! Quem sabe até melhor?? :)

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