Harry esteve bem chateado porque a Amy o ignorou o tempo inteiro! Will e a Megan terminaram, só que agora ele está agindo muito estranho e ela tem sido boazinha, o que é bem raro de acontecer. Amy ainda está um pouco magoada por descobrir ser adotada e ainda não falou com os pais sobre isso e a Lindsay ainda está gostando do Louis, só que ele não está nem aí... Coitada.
Amy P.O.V
Eu estava sentada em uma espreguiçadeira olhando para a piscina. O sol nascia logo ao lado, o que era uma droga porque aquela luz na minha cara não era confortável. Preferia como estava antes dele aparecer.
– Oi – minha mãe apareceu na porta dos fundos. Ela contornou a piscina e se sentou na outra espreguiçadeira. – Ta fazendo o que aqui sozinha?
– Nada... Literalmente – eu até ri um pouco quando disse.
– Filha... Eu ainda não consegui falar com você.
– Eu estou escutando.
Ela ficou em silêncio por uns segundos e voltou a falar:
– Eu só queria saber como você está. Eu não sei se você ficou chateada comigo e com seu pai, ou se você só estava triste...
– Não... Eu fiquei um pouco magoada sim, mas foi só porque vocês não me contaram. Por quê?
– Eu queria contar desde que você era pequena, claro! Mas conforme o tempo passava, eu não tinha coragem, e quando eu vi, você já tinha 10, 11 até 12 anos, aí já era tarde demais – eu ficava olhando para a piscina e escutando. – Eu fiquei com medo de você nunca mais me ver de novo como sua mãe depois que você soubesse, e isso era tudo o que eu queria ser... Sua mãe, porque eu te amo como a minha filha Amy – ela pegou as minhas mãos, o que me fez olhar pra ela.
Continuei sem falar nada mas eu não conseguiria aguentar ficar sem falar com ela:
– Eu também – e a abracei. Ela suspirou aliviada e eu pude sentir o peso saindo das suas costas por eu ter a perdoado.
Nos separamos e ela sorriu pra mim, até que minha mãe gritou:
– Podem vir, ela está bem!
Meu pai e meu avô apareceram na porta dos fundos (que era de vidro) e eles vieram correndo para me encher de abraços e beijos. Eu ri, assim como eles, e se sentir assim era muito bom... Você sabe... Feliz.
Will P.O.V
Abri os olhos devagar e percebi que não estava na minha cama. Minha cabeça doía muito, assim como as minhas costas e eu não fazia ideia de onde eu estava. Me levantei lentamente do chão e à minha volta vi mesas e cadeiras... Andei um pouco mais, e avistei um bar e logo ao lado uma pista de dança. Estou numa boate? Ahn, minha cabeça dói muito. To tonto. No bar uma mulher limpava o balcão e ajeitava uns copos, andei até ela. Sentei em um dos bancos logo a sua frente.
– Posso te ajudar? – a "barman" perguntou. Ela era loira, gostosa e parecia ser uns 2 anos mais velha que eu.
– Hm... Pode – disse pensativo.
– O que você gostaria? – ela perguntou olhando para mim. Eu não sei por que mais eu senti uma necessidade de dar em cima dela.
– Você
Ela riu da minha cara logo depois.
– Ai garoto... Você está cheirando a álcool, porque não vai para casa? Quer que eu chame alguém para te ajudar?
– Eu... – me senti mais enjoado ainda. – ...Seria bom. Obrigado. – ela se virou para ligar pra alguém, uma ambulância, sei lá.
– Ei moça, desligue o telefone. Eu cuido dele – olhei para o lado qual a voz veio e vi um homem ao meu lado. Ele usava um uniforme e um distintivo, parecia ser um policial.
Com isso, acho que as coisas não vão melhorar para mim.
Amy P.O.V
Ainda estava na espreguiçadeira, mas meus pais já tinham ido trabalhar, já que o dia começou. Eu não tinha nada pra fazer, então meus planos eram continuar lá, só que eu recebi uma ligação. O número era desconhecido, mas eu atendi.
– Alô? – falei.
– Amy? Oi! É a mãe da Megan...
Mãe da Megan? Ai me Deus, será que ela achou os papeis da adoção? Será que ela quer conversar sobre isso? Também né, por que mais ela me ligaria?
– Oi sra. Adams, tudo bem?
– Tudo ótimo. Ah, pode me chamar de Sue... Então, eu andei pensando no que você falou ontem. Você se importaria em vir aqui para conversarmos melhor?
– Er... Ok. Já já chego aí – desliguei. Para ser sincera, eu estou um pouco nervosa, mas eu já falei com ela antes, então, acho que devo relaxar um pouco.
Me levantei, peguei minha bolsa e liguei para o Xavier vir me buscar.
Eu fui para a varanda da minha casa, mas, enquanto eu o esperava, Harry apareceu no jardim da casa do seu avô, que fica ao lado da minha.
Ele me viu.
– Amy? – ele se aproximou.
– Oi... – falei meio sem graça. Eu não estava com paciência para pensar nele agora, então não dei muita atenção.
– Ta esperando alguém?
– Aham.
– Vai pra onde?
– Vou sair rapidinho mas já volto.
– Você já falou com seus pais? Como estão as coisas?
– Eu falei. Já está tudo bem...
– Então... vamos fazer alguma coisa e esquecer isso tudo?...
– Desculpe Harry. Eu preciso ir – Xavier chegou e eu fui embora com ele, que ficou calado a viagem toda, então assumo que ele já sabe de tudo. A Maicey deve ter contado, afinal, eu acho que eles estão namorando, o que é meio estranho, mas tudo bem...
Harry P.O.V
– Posso te ajudar? – a "barman" perguntou. Ela era loira, gostosa e parecia ser uns 2 anos mais velha que eu.
– Hm... Pode – disse pensativo.
– O que você gostaria? – ela perguntou olhando para mim. Eu não sei por que mais eu senti uma necessidade de dar em cima dela.
– Você
Ela riu da minha cara logo depois.
– Ai garoto... Você está cheirando a álcool, porque não vai para casa? Quer que eu chame alguém para te ajudar?
– Eu... – me senti mais enjoado ainda. – ...Seria bom. Obrigado. – ela se virou para ligar pra alguém, uma ambulância, sei lá.
– Ei moça, desligue o telefone. Eu cuido dele – olhei para o lado qual a voz veio e vi um homem ao meu lado. Ele usava um uniforme e um distintivo, parecia ser um policial.
Com isso, acho que as coisas não vão melhorar para mim.
Amy P.O.V
Ainda estava na espreguiçadeira, mas meus pais já tinham ido trabalhar, já que o dia começou. Eu não tinha nada pra fazer, então meus planos eram continuar lá, só que eu recebi uma ligação. O número era desconhecido, mas eu atendi.
– Alô? – falei.
– Amy? Oi! É a mãe da Megan...
Mãe da Megan? Ai me Deus, será que ela achou os papeis da adoção? Será que ela quer conversar sobre isso? Também né, por que mais ela me ligaria?
– Oi sra. Adams, tudo bem?
– Tudo ótimo. Ah, pode me chamar de Sue... Então, eu andei pensando no que você falou ontem. Você se importaria em vir aqui para conversarmos melhor?
– Er... Ok. Já já chego aí – desliguei. Para ser sincera, eu estou um pouco nervosa, mas eu já falei com ela antes, então, acho que devo relaxar um pouco.
Me levantei, peguei minha bolsa e liguei para o Xavier vir me buscar.
Eu fui para a varanda da minha casa, mas, enquanto eu o esperava, Harry apareceu no jardim da casa do seu avô, que fica ao lado da minha.
Ele me viu.
– Amy? – ele se aproximou.
– Oi... – falei meio sem graça. Eu não estava com paciência para pensar nele agora, então não dei muita atenção.
– Ta esperando alguém?
– Aham.
– Vai pra onde?
– Vou sair rapidinho mas já volto.
– Você já falou com seus pais? Como estão as coisas?
– Eu falei. Já está tudo bem...
– Então... vamos fazer alguma coisa e esquecer isso tudo?...
– Desculpe Harry. Eu preciso ir – Xavier chegou e eu fui embora com ele, que ficou calado a viagem toda, então assumo que ele já sabe de tudo. A Maicey deve ter contado, afinal, eu acho que eles estão namorando, o que é meio estranho, mas tudo bem...
Harry P.O.V
Mais uma vez a Amy não fala comigo. Ótimo.
Eu ainda não entendi o porquê dela estar assim, mas eu não aguento mais.
Eu não tinha nenhum lugar pra ir, o Will esteve muito estranho ultimamente, a Amy, bem, você sabe, e os meninos estão no Berlim's Hotel, se bem que eles estão normais como sempre. Ok, então eu vou me encontrar com eles. Não os vejo a um tempinho...
Eu ainda não entendi o porquê dela estar assim, mas eu não aguento mais.
Eu não tinha nenhum lugar pra ir, o Will esteve muito estranho ultimamente, a Amy, bem, você sabe, e os meninos estão no Berlim's Hotel, se bem que eles estão normais como sempre. Ok, então eu vou me encontrar com eles. Não os vejo a um tempinho...
– Zayn! Abre essa porta! – batia pela décima vez. – Vamoos! – a porta finalmente se abriu.
– Oi – ele disse aparecendo com o cabelos bagunçado, provavelmente acordou agora , e sem camisa.
– Eu liguei para avisar que vinha, mas mesmo assim você me fez esperar 20 minutos... – falei e entrei no quarto. Havia várias roupas, até cuecas, no chão, as camas estavam completamente bagunçadas e tinham vários copos plásticos pelo lugar como se alguma festa tivesse ocorrido ali. Eu nem quero entrar no banheiro para ver como lá está.
Esses meninos não estão tomando cuidado nenhum para não nos descobrirem aqui em Londres, pensei.
Andei um pouco mais e cheguei na sala (o quarto era muito grande e, sim, tinha uma sala), os meninos estavam espalhados. Liam estava deitado em um sofá e o Niall do lado dele, só que no chão. O outro sofá era o lugar onde o Zayn antes estava, e Louis estava deitado ao lado do Niall no chão. Ele era o único acordado e estava mexendo em seu celular.
– Meninos – falei em voz alta. – Acordem! – o Zayn voltou da porta e se jogou no sofá. – Bora! – eles me ouviam mas se negavam a levantar, apenas se viravam de um lado pro outro.
– Eles não vão levantar. Você sabe, né? – Louis disse ainda vidrado no celular.
– Bem que você podia me ajudar... – me ajoelhei no chão e fui tentar acordar o Niall. – Sério, me ajuda aí, você fala com a Ashley depois.
– Ashley? Quem é Ashley? – ele perguntou e eu estranhei.
– Ashley... A menina do elevador. Aquela que você ficou.
– Ah, essa Ashley! Não, não, isso é passado, estou falando é com a Tina, vou sair mais tarde com ela. – eu o encarei por um tempinho.
– Louis... O que você ta fazendo?
– O que? Só to me divertindo... – ele se levantou e andou até a janela, abrindo as cortinas. O sol forte logo iluminou a sala, o que fez os meninos gemerem com a claridade.
– Aí, te ajudei – ele disse e então se dirigiu para o quarto.
– Harry? – Liam passou a mão nos olhos, levantando lentamente. – Eaí? Veio fazer o que aqui? A essa hora? – ele disse e bocejou.
– Oi! Eu não sei exatamente. Vim passar um tempo com meus amigos.
– Por que você não procurou a Amy? Problemas com a garota? – perguntou Niall que agora também se levantava.
– Não!... Na verdade é... Tipo isso.
– Não esquenta! – Liam exclamou, o que fez parecer que ele nem tinha acabado de acordar. – Veio ao lugar certo, vamos fazer você se divertir... Hoje, você é da gente.
– Isso! – Niall completou. – Nada desses seus problemas, nada de drama... Nada de Amy.
Sorri com a tentativa deles de tentar me animar.
– Ok? – Liam perguntou com firmeza esperando uma confirmação minha.
– Ok!... Ta, e agora? Para onde vamos? – falei animado.
– Primeiro... Alguém tem que acordar o Zayn – olhei para o lado e vi o mesmo em sono profundo. Rimos.
Amy P.O.V
Cheguei na casa da Megan. Eu nem precisei interfonar para abrirem o portão porque a mãe dela, Sue, já estava me esperando.
Eu entrei e logo fui para a sala. Nós duas nos sentamos no sofá.
– Então, o que você queria falar?
– Amy, eu fiz umas pesquisas, eu liguei para instituição da adoção e eu descobri que realmente Diana Brooks te adotou – fiquei calada – Então é verdade... Você é minha filha.
Nesta hora, Megan chegou à sala e se sentou ao lado de sua mãe. Ela não estava surpresa em me ver.
Me desesperei por um momento, ela não ainda não sabe!
– Que tal nós conversarmos em outro lugar? – sugeri.
– Não precisa... – Megan falou. – Eu sei que você é minha irmã.
Sue ficou falando por um tempão e eu e Megan só ficamos ouvindo. Ela não parecia estar chateada, o que me fez pensar que Megan já sabe há algum tempo, mas como? Sue contou pra ela? Acho que não, se nem ela mesma tinha certeza que eu era sua filha. Provavelmente Megan achou os papéis do teste de DNA, só pode ser isso, já que eles sumiram.
– Um minutinho, eu ainda não entendi.
Sue voltou a contar a história do começo, só que mais detalhadamente.
17 anos atrás, Sue Rowland morava com seus pais em uma cidade chamada Liverpool. Eles eram ricos e sua família sempre tinha a frescura de ser sempre pessoas de "classe". Sue logo recebeu uma carta a convidando para uma faculdade aqui em Londres, mas ela não queria ir, porque ela não queria se separar de George, um garoto pobre em que ela estava apaixonada e isso perturbava seu pai, não pelo fato dela deixar a faculdade e sim por ela gostar de uma pessoa que não tem... "classe". Seu pai era o mais preconceituoso, já sua mãe entendia. Sue e George sempre se encontravam escondidos, até que um dia ela ficou grávida. Desesperada, ela procurou a mãe, que a mandou ir para Londres e fingir que estava na faculdade, quando na verdade, ela estava se escondendo do pai.
9 meses depois, quando eu nasci, ela me deu para a adoção daqui e voltou para Liverpool dizendo que foi expulsa da faculdade por algum motivo em que ela inventou. George não estava mais lá.
– Pra onde é que ele foi? – perguntei e ela ficou calada, então ignorei, mas algum dia eu vou querer saber onde ele está...
Sue logo se casou com Marcus Adams, outra pessoa rica, ou seja, de "classe" como seu pai dizia. A junção deles dois formaram tanto dinheiro que é por isso que eles tem essa casa enorme. Marcus já tinha um filho, Justin, o que significa que nós não somos irmãos.
– Pera aí... Como é que eu sou a irmã da Megan e nós duas temos a mesma idade? Por acaso nós somos gêmeas de óvulos diferentes ou alguma coisa assim?
– Não – Sue disse e Megan ficou calada. Elas se entreolharam e finalmente Sue voltou a falar: – Logo depois do meu casamento com Marcus, eu tive Megan.
– Então quer dizer que...
– Meu próximo aniversário não vai ser de 17 anos, e sim de 16... – Megan disse me interrompendo.
– O que? Mas então como é que você é da nossa sala?
– Eu sou um ano mais adiantada por eu ser inteligente.
– E porque você escondeu isso de todo mundo? – eu perguntava sem entender.
– Porque ser inteligente é sinônimo de ser Nerd, Amy! Todos gostam de mim no colégio e eu não quero deixar de ser popular... Então eu fingi ser um ano mais velha.
– Deixa de besteira... Não importa se você é inteligente ou não – eu falei.
– Importa sim! – ela disse e seus olhos já estavam meio vermelhos. Resolvi não insistir porque se ela chorasse, eu provavelmente iria também. Eu sei que você deve estar pensando "nossa, chorar? Você é muito emocional!" mas não pense assim. Quando você descobre ser adotada e ainda mais quando você ouve a história do seu nascimento, você fica triste, não importa quem você seja. Eu estou sendo forte aqui por não deixar uma lágrima cair, mas o que me surpreende é ver a Megan desse jeito. Eu nunca a vi assim, você sabe, sem gritar ou ficar com raiva...
Harry P.O.V
Estava no carro indo para sei lá aonde. Os meninos recusaram em me dizer. Eu estava atrás com Niall e Liam e o Zayn, que agora estava mais animado que nos 3, estava na carona. O Louis por mais que a gente tivesse pedido, negou em vir com a gente, preferiu sair com a tal da Tina.
– Então Styles! Ta preparado? – Zayn perguntou meio que rindo.
– Estaria, se eu soubesse para onde estamos indo – respondi.
– Ah vamos jogar um pouquinho do seu jogo preferido... – Niall disse.
– Você não quer dizer...
– SIM! – Zayn exclamou. – Nós vamos jogar futebol.
– Não, não... – falei repetidamente – Gente, não sei se vocês lembram, mas eu sou péssimo no futebol.
– É exatamente por isso que vamos jogar – Liam disse e eu o encarei.
– TA! – concordei rindo. O dia era deles, eu que pedi ajuda, vou deixar que eles façam o que quiser comigo. – ... Mas, temos um problema. Onde a gente vai jogar?
– Ah eu pedi para fecharem um estádio que fica la no centro da cidade. Com ele fechado, o campo é todo nosso – Niall explicou e então eu concordei.
O jogo tinha começado às um 10 minutos e isso foi o bastante para eu ter certeza, nós somos os piores jogadores de futebol do mundo. Sério, somos muito ruins. O melhor de nós é o Louis, mas já que ele não veio com a gente,... Nós eramos 4. Nos dividimos em 2 times, melhor, duas duplas. Era eu e o Niall, acho que o melhorzinho entre nós, e já que eu sou o pior acho que ficou justo, e Liam e Zayn. O campo que o Niall reservou era gigantesco, e nós não íamos aguentar correr tanta distancia, então decidimos jogar só com a metade do campo.
E continuamos... A bola rolava prum lado e prum outro, mas nem se quer perto do gol chegava, nós eramos tão ruins que eu perdi a conta de quantas vezes o Liam acertou meu rosto. Mas isso era bom, eu estava me divertindo e rindo dos nossos erros.
Depois de muito tempo, escorregando no meu pé e levando boladas na cara o "juiz" apitou, avisando que o jogo tinha acabado. O "juiz" era o Paul, nosso segurança. Nós o convencemos a assistir o jogo caso de algum problema, mas não serviu de nada, já que a maioria do tempo ele ficou rindo de nós. O placar permaneceu o mesmo desde o começo, 0x0.
– Pior jogo de todos! – Zayn se deitou no campo exausto.
– Com certeza! – Niall se sentou no gramado enquanto ria.
– Ta doendo muito? – Liam perguntou mais uma vez em relação ao meu rosto.
– Não, relaxe – dizia sem parar de rir.
– Vocês são muito ruins... – ouvi Paul dizer enquanto se aproximava de nós. – ...Vamos indo?
Esse jogo foi ótimo para uma distração, mas logo a realidade teve que chegar. Eu não posso ficar aqui pra sempre enquanto a Amy fica por aí chateada e me ignorando.
Me levantei decidido a falar com ela desta vez.
Após um grande tempo no carro, cheguei na portaria do condomínio 2, quase na casa dela.
Amy P.O.V
Peguei a chave de casa e fui logo para a porta a abrindo. Na minha cabeça passava toda aquela história de Liverpool.
Vi um carro parando na frente do meu quintal e logo Harry saiu dele. Me apressei para entrar logo mas antes que eu batesse a porta, ele colocou o pé me impedindo.
Ele foi rápido.
– Harry... Eu estou muito cansada. Acabei de conversar com a mãe da Megan e eu preciso ir... – falei e eu saí, mas antes que pudesse ir muito longe, ele gritou:
– Não! – eu parei e dei meia volta. – Eu estou cansado disso.
– Disso o que?
– De tudo! Eu entendo que você está passando por um momento difícil e não quer falar com ninguém, mas, Amy... Eu não sou ninguém. Eu sou aquele Harry, lembra? Aquele garoto que você corria de mãos dadas. Que você batia na porta às 5 horas da manhã para ficar junto. Olha, eu sei que eu fui embora, mas eu voltei porque, na verdade, eu ainda gosto de você.
Fiquei calada e ele voltou a falar:
– Eu só queria ajudar, esse tempo inteiro eu só queria te mostrar que eu estava aqui pra você. Não importa o que você estivesse passando, você poderia contar comigo, mas você não quis minha ajuda e você ainda continua me ignorando. Você sabe como isso é cansativo?
Senti um peso no coração. Não sabia que ele se sentia assim.
– Talvez eu realmente vá para Nova York – Harry completou e se virou para ir embora.
– Espera! – eu que gritei dessa vez e ele parou, mas não olhou para mim. – Me desculpe se eu fiz isso. Você sempre me viu alegre e animada, eu não queria que você me visse triste do jeito que eu estava, mas a última coisa que eu queria fazer era afastar você de mim – ele ficou calado e eu senti a necessidade de falar mais – Sabe, desde o início do ano eu quis que esse verão fosse perfeito, mas a verdade é que ele nunca seria sem você.
Nessa hora ele se virou pra mim e nossos olhos se encontraram. Ele começou a andar até mim e eu fiz o mesmo e então, nos beijamos. Minhas mãos estavam na sua bochecha e ele segurava minha cintura. Aquilo era bom, muito bom, eu tinha me entregado completamente aquele momento, era como se o tempo tivesse parado e tudo se voltasse para nós. Descolamos nossos lábios e nossas testas se encostaram, então nós dois deixamos sorrisos aparecerem.
Ele logo me puxou e me deu outro beijo. Eu esperei milhões de anos para isso acontecer e finalmente aconteceu.
– Só me prometa que você nunca mais vai me ignorar, ok? – Harry disse.
– Prometo.
Ficamos calados por um momento e todas as células do meu corpo queriam o beijar mais, só que ele disse.
– Agora que você está bem, eu posso me preocupar em outra coisa...
– Como o que? – estranhei.
– O Will. Ele está muito estranho. Ontem ele me deu um murro!
– Sério? Onde ele está agora?
Brian P.O.V
Eu assistia TV com Melissa. Ela estava deitada no meu colo dormindo e eu só passava pelos canais sem encontrar alguma coisa legal para assistir, mas isso não importava. Só de pensar que eu iria me casar com ela daqui a alguns meses (talvez dias) já me satisfazia.
Estava quase pegando no sono quando meu celular tocou. Sem me mexer, eu o peguei e atendi:
– Alô?
– ...
– Sim, sou eu.
– ...
– Sim, ele fez alguma coisa?
– ...
– O QUE?
– ...
– Ok, obrigado. Vou aí assim que eu puder. Tchau.
Me levantei e Lissa acordou.
– O que foi amor?
– Eu... – respondi – Eu acho que o Will está preso...
Continua...
FINALMENTE UM BEIJO! hahaha, estive esperando por isso há séculos. XOXO


