Chris está afim de uma garota chamada Lissa mas ela é a namorada do seu melhor amigo, então ferrou tudo. Will e Megan terminaram de vez, mas parece que ela está realmente triste por isso. Lindsay ficou com esse garoto lindo só para abafar seus sentimentos pelo Louis que nem percebe a sua existência e a Amy acabou descobrindo que seus pais a adotaram e que sua mãe biológica é a mãe da Megan.
Eita...
Amy P.O.V
Normalmente, eu tenho sonhos em que estou beijando o Harry e tal, mas dessa vez foi diferente. Eu estava em casa, comendo sucrilhos como sempre faço toda manhã, então meus pais chegaram em casa. Tudo estava normal, mas quando eu olhei para eles, eu não conseguia ver seus rostos. O corpo deles estava normal, mas a cara era toda preta como se eles não tivessem nada acima do pescoço.
Me levantei para abraça-los, só que antes que eu pudesse alcançar minha mãe ou meu pai, acordei.
Tentei esquecer completamente, mas aquele sonho não saía da minha cabeça. Me levantei, tomei um banho e desci lentamente a escada para ver se tinha alguém na cozinha. Ela estava vazia, ufa.
Peguei umas torradas com geleia (preferia sucrilhos, mas acho que agora vou ter um trauma com ele) e voltei para o quarto correndo. Não queria me encontrar com ninguém.
Após um longo tempo comendo lá dentro, me arrumei e desci mais uma vez devagar. Guardei as coisas e resolvi ir para a casa da Megan, afinal, sua mãe é a minha mãe e eu preciso falar com ela sobre isso. Talvez o que eu esteja prestes a fazer seja bem estúpido mas eu preciso ir até lá, se não o meu sonho vai ficar me assombrando pelo resto da minha vida.
Peguei as chaves do meu carro novo, que é a única coisa boa que saiu do meu aniversário ontem, mas eu não posso dirigi-lo. Pensei em chamar Xavier, mas, como eu disse, não quero ver ninguém agora, ou melhor, ninguém próximo a mim ou que estava naquela festa.
Resolvi ir andando.
Fui até a porta de casa mas me encontrei com meu irmão, Chris, no sofá.
– Aonde você vai? – ele disse. Respirei fundo e tentei segurar qualquer uma lágrima. Só de olhar o seu rosto já me fazia ficar um pouco abalada.
– Eu... – minha voz de choro falhava. – Vou sair. Tem coisas que eu preciso fazer – sem ouvir o que Chris tinha pra dizer, abri a porta e fui correndo em direção ao condomínio 3.
Ao chegar na sua casa, apertei o botão que fica ao lado do portão para liberarem minha entrada. A casa da Megan é tão grande que até isso se precisa fazer para entrar. Eu esperei bastante tempo até que finalmente, atenderam.
– Quem gostaria? – uma voz saiu de uma caixa de som na parede.
– Lea, sou eu.
– Amy, mil desculpas pelo atraso, você deve ter ficado aí por uma hora esperando eu atender o telefone, é que eu to com muita coisa para fazer aqui na casa... Entre, entre!
– Não, tudo bem, sem problemas... – disse entrando pelo portão que agora se abria. Depois de andar pelo seu quintal, cheguei até a porta principal. Lea já estava lá me esperando:
– O Justin ta lá na sala de estar, pode ir ver ele – ela disse e correu para cozinha. Nem pude dizer a ela que não estou procurando pelo Justin como fazia normalmente, mas mesmo assim fui para a sala.
– Oi... – falei. Ele, que estava deitado no sofá, olhou para mim.
– Amy? Ta fazendo o que aqui? – ele perguntou e eu sentei ao seu lado. – Não me diga que veio falar com a Megan... – ele riu.
– Não – tirei minha bolsa do meu ombro e a coloquei no sofá bem do lado da gente.
– Então comigo? Achei que não queria saber de mim já que não me convidou pro seu aniversário... – ele brincou.
– Eu já te disse! Eu nem sabia da festa! Você sabe que eu odeio comemorações no meu aniversário – disse.
– É, eu lembro – ele disse pensativo.
– E é claro que eu te convidaria se eu soubesse – Justin sorriu. – Ah, vem cá, por acaso você ouviu alguma coisa de mim?
– Não, por que? – ele falou e eu suspirei aliviada. Ele não sabe ainda. O pior é que, tirando ele, todo mundo que estava na festa me ouviu conversando com meu avô e sabe da verdade.
Nesse momento, a Megan apareceu e quando me viu, não pareceu ficar feliz.
– Você? O que você está fazendo aqui? – ela se aproximou. Eu achei que ela iria gritar, mas a Megan parecia bem calma.
– Eu vim... – ela não me deixou terminar.
– SAIA DAQUI! Você não tem ideia do que me causou! Como se atreve vir na minha casa? – Agora sim os gritos aparecem, pensei. Enquanto ela gritava na minha cara, eu só ficava imaginando a possibilidade de nós sermos irmãs. Era pior do que eu pensava.
– Olha Megan, não sei qual é o seu problema comigo e não faço ideia do que eu te causei... Mas pare de gritar – falei na maior calma do mundo. Não queria brigas. Depois de tudo o que eu passei ontem, é a última coisa que eu quero.
– Megan, o que é essa gritaria toda?! – a sua mãe falou aparecendo... quer dizer, minha mãe. – Amy, oi! Você ligou mais cedo... Disse que seu pai tinha umas papeladas para me entregar sobre o clube, né? – ela disse e eu fiquei um tempo a encarando. Eu sempre olhei para ela de um jeito comum, mas agora era totalmente diferente.
Na verdade, as papeladas que ela estava falando não eram sobre o clube, eram sobre a adoção.
– Exato! – menti. – Podemos conversar sobre isso num lugar mais preservado? Meu pai disse que isso é meio confidencial....
– Claro, venha – ela disse e então eu a segui para um cômodo mais distante, deixando a Megan e o Justin na sala de estar.
Chris P.O.V
Pensei em seguir a Amy, mas com tudo que ela está passando, ela precisa de espaço, então vou deixa-la ir.
Como eu estava entediado, peguei as minhas coisas e saí para a casa da Lissa. Eu gosto dela, eu ainda preciso conta-la como me sinto e eu não estou conseguindo esperar nem mais um minuto.
Depois de um tempinho para chegar até lá, eu buzinei. Cruzei os dedos torcendo para que o Brian não esteja com ela até que o seu irmão mais novo atendeu:
– Chris, oi.
– Oi Mitchel! – ele tem 15 anos.
Fui até a porta de casa mas me encontrei com meu irmão, Chris, no sofá.
– Aonde você vai? – ele disse. Respirei fundo e tentei segurar qualquer uma lágrima. Só de olhar o seu rosto já me fazia ficar um pouco abalada.
– Eu... – minha voz de choro falhava. – Vou sair. Tem coisas que eu preciso fazer – sem ouvir o que Chris tinha pra dizer, abri a porta e fui correndo em direção ao condomínio 3.
Ao chegar na sua casa, apertei o botão que fica ao lado do portão para liberarem minha entrada. A casa da Megan é tão grande que até isso se precisa fazer para entrar. Eu esperei bastante tempo até que finalmente, atenderam.
– Quem gostaria? – uma voz saiu de uma caixa de som na parede.
– Lea, sou eu.
– Amy, mil desculpas pelo atraso, você deve ter ficado aí por uma hora esperando eu atender o telefone, é que eu to com muita coisa para fazer aqui na casa... Entre, entre!
– Não, tudo bem, sem problemas... – disse entrando pelo portão que agora se abria. Depois de andar pelo seu quintal, cheguei até a porta principal. Lea já estava lá me esperando:
– O Justin ta lá na sala de estar, pode ir ver ele – ela disse e correu para cozinha. Nem pude dizer a ela que não estou procurando pelo Justin como fazia normalmente, mas mesmo assim fui para a sala.
– Oi... – falei. Ele, que estava deitado no sofá, olhou para mim.
– Amy? Ta fazendo o que aqui? – ele perguntou e eu sentei ao seu lado. – Não me diga que veio falar com a Megan... – ele riu.
– Não – tirei minha bolsa do meu ombro e a coloquei no sofá bem do lado da gente.
– Então comigo? Achei que não queria saber de mim já que não me convidou pro seu aniversário... – ele brincou.
– Eu já te disse! Eu nem sabia da festa! Você sabe que eu odeio comemorações no meu aniversário – disse.
– É, eu lembro – ele disse pensativo.
– E é claro que eu te convidaria se eu soubesse – Justin sorriu. – Ah, vem cá, por acaso você ouviu alguma coisa de mim?
– Não, por que? – ele falou e eu suspirei aliviada. Ele não sabe ainda. O pior é que, tirando ele, todo mundo que estava na festa me ouviu conversando com meu avô e sabe da verdade.
Nesse momento, a Megan apareceu e quando me viu, não pareceu ficar feliz.
– Você? O que você está fazendo aqui? – ela se aproximou. Eu achei que ela iria gritar, mas a Megan parecia bem calma.
– Eu vim... – ela não me deixou terminar.
– SAIA DAQUI! Você não tem ideia do que me causou! Como se atreve vir na minha casa? – Agora sim os gritos aparecem, pensei. Enquanto ela gritava na minha cara, eu só ficava imaginando a possibilidade de nós sermos irmãs. Era pior do que eu pensava.
– Olha Megan, não sei qual é o seu problema comigo e não faço ideia do que eu te causei... Mas pare de gritar – falei na maior calma do mundo. Não queria brigas. Depois de tudo o que eu passei ontem, é a última coisa que eu quero.
– Megan, o que é essa gritaria toda?! – a sua mãe falou aparecendo... quer dizer, minha mãe. – Amy, oi! Você ligou mais cedo... Disse que seu pai tinha umas papeladas para me entregar sobre o clube, né? – ela disse e eu fiquei um tempo a encarando. Eu sempre olhei para ela de um jeito comum, mas agora era totalmente diferente.
Na verdade, as papeladas que ela estava falando não eram sobre o clube, eram sobre a adoção.
– Exato! – menti. – Podemos conversar sobre isso num lugar mais preservado? Meu pai disse que isso é meio confidencial....
– Claro, venha – ela disse e então eu a segui para um cômodo mais distante, deixando a Megan e o Justin na sala de estar.
Chris P.O.V
Pensei em seguir a Amy, mas com tudo que ela está passando, ela precisa de espaço, então vou deixa-la ir.
Como eu estava entediado, peguei as minhas coisas e saí para a casa da Lissa. Eu gosto dela, eu ainda preciso conta-la como me sinto e eu não estou conseguindo esperar nem mais um minuto.
Depois de um tempinho para chegar até lá, eu buzinei. Cruzei os dedos torcendo para que o Brian não esteja com ela até que o seu irmão mais novo atendeu:
– Chris, oi.
– Oi Mitchel! – ele tem 15 anos.
– Lissa está aí? Preciso falar com ela.
– Na verdade ela saiu, mas já faz tempo então ela deve estar voltando a qualquer momento...
– Poxa, sério? Ok então. Tchau – ele fechou a porta e eu dei meia volta desapontado. Eu estava achando que agora finalmente seria o momento, mas ela provavelmente está com o Brian em algum lugar. Não me leve a mau, eu amo o Brian, ele é o meu melhor amigo, mas justo a garota que ele namora há uns 10 anos é a que eu resolvo gostar, e olha que eu nem sou muito de se apaixonar por alguém.
Fui em direção ao meu carro mas logo nessa hora, por sorte, Melissa chegou.
– Chris! – ela disse saindo de seu carro.
– Oi! – dei um abraço nela. Ela estava sozinha. Pronto, agora é a hora!
– Eu preciso falar com você! – ela falou.
– Eu também, mas, você primeiro! – respondi só para ganhar mais tempo criando coragem pra dizer o que tenho que dizer.
– Ok, você não vai acreditar no que aconteceu! Eu estava com o Brian agora mesmo no boliche, e... – ela parou por um tempo para fazer suspense. – ELE ME PEDIU EM CASAMENTO!
Ela pulou de alegria e me abraçou. Eu fiquei sem reação, mas a abracei de volta.
Ela olhava para mim toda animada e estava muuito feliz. Aquela notícia acabou comigo e meu astral foi completente pra baixo, mas eu não podia deixar ela perceber isso.
– Então, o que você queria me dizer? – Lissa perguntou.
– Éh... Dizer que eu ganhei GTA cinco!
– Sério? Meu Deus! Eu preciso jogar quando for pra sua casa! Mas agora eu tenho que voltar pro Brian... – ela me deu mais um abraço de tanta felicidade e entrou em casa para pegar alguma coisa. Logo após, Melissa voltou para o carro e foi embora. Eu olhei para o chão e fui andando para o meu carro. Ela estava tão feliz que eu não consegui interferir.
Lindsay P.O.V
Chequei a minha bolsa: maquiagem, ok; celular, ok; iPad, ok. Pronto, tudo o que eu precisava eu já tinha, menos coragem. Ontem, o Louis ficou com a Ashley o tempo inteiro, mas foi só por causa da festa... Nada sério está acontecendo entre eles (eu espero) o que significa que ele ainda está disponível, só que como o garoto nunca dá uma iniciativa, resolvi chama-lo pra sair.
Cheguei no Berlin's Hotel, onde ele, Liam, Zayn e Niall estão hospedados segundo a Amy. Dei um tchauzinho para o motorista e ele junto à limousine foram embora.
Cheguei na recepção que era bem grande e tinha um grande lustre de vidro iluminando o local. Nos lados, haviam pequenas fontes perto dos elevadores e o lugar era bem, BEM decorado.
– Suíte do Tomlinson – eu falei com ignorância para o cara que trabalhava no balcão me sentindo importante por conhecer eles, mas era só brincadeira.
– Er... Não há nenhum Tomlinson hospedado neste hotel...
Estranhei, mas logo entendi. Os garotos devem ter pedido para ninguém dizer que eles estão aqui.
– Tem certeza? – abaixei meus óculos deixando ele ver os meu olhos.
– Um minutinho – o moço falou e pegou um pequeno guardanapo que tinha alguns nomes escritos. – Seu nome por favor...
– Lindsay Foster.
– Desculpe, mas seu nome não está na lista.
– O QUE?
– Não tem nenhum Tomlinson neste hotel. Tchau! – ele retribuiu minha arrogância e eu saí assustada com o seu comportamento, mas enfim, eu não acredito que os meninos fizeram uma lista das pessoas que podem visita-lo e eu NÃO ESTOU NELA!
Harry P.O.V
Eu não consegui dormir direito. Ficava pensando como a Amy devia estar se sentindo. Adotada? É uma notícia e tanto, saber que aquele tempo todo, seus pais na verdade não são seus pais, seus irmãos não são seus irmãos... Isso tudo deve ser horrível, mas eu não sabia como ajuda-la, na verdade, nem falei com ela depois que eu e todo mundo saímos da festa ontem. Parece que nem a Lindy e a Tracey falaram. Não poder fazer nada para deixa-la melhor, era uma sensação horrível, fazia eu me sentir inútil.
– Harry? – minha vó falou mais alto, o que fez parecer que não era a primeira vez que ela me chamava. – Você quer leite no cereal?
– Ahn? – saí dos meus pensamentos prestando atenção nela. – Claro, quero sim.
– Está tudo bem, querido? – ela perguntou colocando o leite no meu prato. – Você não está chateado porque os meninos não estão mais aqui em casa, está?
– Não, não... Ta tudo bem em relação aos meninos.
– Então o que foi? – ela se sentou do meu lado na mesa.
– Alguma vez você já quis ajudar um amigo mas não sabia como? – dei uma colherada no meu cereal.
– Bem... As vezes esse amigo só precisa de tempo.
– É, mas se nesse tempo ele estiver sofrendo? – falei com a boca um pouco cheia.
– Tente falar com ele então, saber se ele quer desabafar ou sei lá. – ela levantou e foi até a pia lavar alguns pratos, eu terminei de comer e então resolvi ir na casa da Amy, se ela estivesse pronta para falar sobre isso, ela falaria.
Chris P.O.V
Eu estava deitado jogando uma bola de basquete para cima e a pegando. Clássica coisa de fazer quando se está entediado (ou de coração partido). A Lissa vai se casar? Com o BRIAN? Isso não pode estar acontecendo. Parte de mim estava feliz por ele, mas a outra parte, que era a maioria, não queria que isso acontecece.
Peguei meu celular que estava carregando na bancada da cozinha, peguei as chaves do carro e fui para a porta a fim de sair de casa para tentar esquecer um pouco dessas coisas, mas antes que eu pudesse abri-la, a campainha tocou, então eu a abri só para ver quem é.
– Harry? É você? – falei.
– Oi Chris...
– Nossa, quanto tempo! A última vez que eu te vi foi há uns 3 anos atrás. Você voltou... E ta bem grande hein...
– É – ele riu.
– A Amy precisa te ver! Ela saiu agora pouco, mas quando ela voltar, ela finalmente vai se animar...
– Na verdade, eu já estou aqui em Londres há um tempinho. Eu já vi a Amy.
– Sério? – estranhei. – Então por que só agora eu fui te ver?
– Se você estivesse mais presente na vida de sua irmã, você já teria me visto – ele riu. – Enfim, como ela não está aqui, eu vou embora. Foi bom te ver de novo.
Eu sorri e ele saiu. O pior é que o Harry está certo. Ultimamente eu e a Amy não tivemos muito tempo juntos. Desde que eu fui pra Austrália, nosso relacionamento tem sido bem menor do que o normal. Antes, a gente conversava sobre tudo que acontecia no nosso dia antes de dormir, e agora, eu só vivo na casa do Brian ou na casa da Lissa enquanto ela fica com Lindsay e Tracey.
Talvez, agora que as coisas estão horríveis pra ela, a Amy não precisa de espaço e sim de ajuda. Da minha ajuda, afinal eu sou o irmão dela, não é?
Acho que eu devo procura-la.
Amy P.O.V
– Então... Pode falar – a Mãe da Megan disse. Estávamos no escritório da sua casa. Lá tinham grandes poltronas bem acolchoadas, que era onde estávamos, e várias estantes com vários livros diferentes. Havia também uma mesa na ponta com três computadores, dois Macs e um Windows.
– Er... – fiquei calada por quase um minuto inteiro olhando para os livros tentando pensar em como dizer o que eu estava prestes a falar.
– Amy? – ela disse. – Pode me dar os documentos... Eu assino agora mesmo.
– Na verdade, sra. Adams, eu menti. Não tem documentos.
– Ué, então por que você me chamou aqui?
– Porque eu precisava de uma desculpa para conversar com você em particular.
Ela estranhou por um momento e disse:
– Ok então, pode falar.
Mais uma vez eu fiquei calada, quer dizer, eu queria contar tudo, mas de alguma forma, as palavras não saíam da minha boca. Resolvi então fechar os olhos bem forte e dizer de uma vez só:
– Eu sou sua filha! – falei. Continuei com os olhos fechados porque eu não queria ver a sua reação, mas ela iria me achar uma louca se eu continuasse daquele jeito, então eu os abri. Sra. Adams estava rindo.
– Você é engraçada! – ela dizia na gargalhada. – Mas enfim... Pode me entregar os documentos, eu preciso assinar logo.
– O que? Eu não estou mentindo – falei meio séria.
– Não? Ai meu Deus – ela parou de rir vendo a minha expressão. – Mas não pode ser.
– Você não teve nenhum bebê a 17 anos atrás?
– Não. Quer dizer, tive. Mas eu entreguei ele para a adoção. E nem foi nessa cidade, foi em... – ela estava falando, mas ficou calada para pensar.
– Olha, eu vim aqui porque eu precisava saber mais. Eu precisava entender o que aconteceu – eu já estava querendo chorar ali. Tentei dizer várias coisas, mas não parecia que ela ouvia, até que a sra. Adams finalmente respondeu.
– Como você sabe? Como você pode ter tanta certeza?
– Porque meu avô fez um teste de DNA entre a gente e houve uma combinação.
– Amy, querida, você está me assustando. Se isso for uma brincadeira por favor, pare.
– Não é uma brincadeira. Eu até tenho o resultado do teste. Está na minha bolsa que eu deixei lá na sala. Vem ver.
Voltei com ela para a entrada da casa, no sofá onde eu fiquei sentada com o Justin. Lá estava a minha bolsa. Eu a abri para pegar os resultados, mas eu não os encontrei. Estranhei e continuei procurando sem ter sucesso.
– M-mas estava aqui um segundo atrás.
– Amy, por que você não vai para casa e me deixa descansar um pouco?
– Mas... Mas...
– A gente conversa melhor depois, eu só preciso de um tempo para pensar um pouco sobre isso.
Ela me levou até a porta e praticamente a bateu na minha cara. Lá fora, tentei processar um pouco tudo o que estava acontecendo, que era provavelmente o que a mãe da Megan estava fazendo também, e então eu chorei, mas chorei muito já que não tinha ninguém me vendo. Fui andando até a minha casa nas lágrimas e olha que eu nem sou uma garota muito de chorar!
Ao chegar, só em olhar para o jardim da minha casa, eu me senti enjoada. Não podia entrar lá, meus "pais" vão estar lá dentro, ou meu irmão, ou minhas irmãs, ou sei la quem mais.
Nesta hora, o Harry me ligou. Eu olhei bem para o celular que estava mostrando a foto do contato dele e então ignorei a chamada. Não posso falar com ele agora porque é só ouvir a sua voz que eu choro bem mais ainda.
A única coisa que eu não conseguia entender é: onde estavam os resultados do teste. Eu não consegui acha-los na minha bolsa, então alguma coisa aconteceu...
Megan P.O.V
Fiquei em silêncio observando a papelada na minha frente sem acreditar. A Amy é minha irmã? Não. Isso não pode estar acontecendo. Eu sempre fui tão má com ela e agora eu descubro que ela sempre fez parte da minha família?
Comecei a chorar. O Will terminou comigo e a minha inimiga desde pequena é a minha irmã, tudo estava dando errado. O estranha é que eu nem estava mais me reconhecendo. Nunca imaginei que eu iria ficar tão triste assim só por terminar com um garoto ou ficar tão arrependida por ter maltratado alguém, já que eu maltrato um monte de gente. Nossa, como eu sou horrível.
Sem culpa nenhuma, joguei os resultados que achei na bolsa da Amy na lareira e fiquei os observando queimar e queimar mais um pouquinho até aqueles papéis deixarem de existir.
Lindsay P.O.V
Ficava ligando para o Louis, mas era um sacrifício para ele atender. Se eles falarem com o cara do balcão, talvez ele me deixe subir.
– Oi... – Um Niall bem cansado atendeu. Tinha uma música bem alta no fundo.
– Niall! Cadê o Louis?
– Ah, um minutinho. Lana! Se desgruda do Louis. Tem gente no telefone pra ele... – fiquei calada e o Louis pegou o celular.
– Oi?
– Er... – não sabia o que falar. Ele já está com outra garota? Mas como ele é rápido! – Nada não, deixa pra lá.
Desliguei. Ficar com garotas foi o que ele mais fez desde que ele veio e eu sou a idiota que gosta dele e fica triste toda vez em que descubro mais uma de suas vítimas.
Fui embora.
Harry P.O.V
– Argh, a Amy não quer me atender! – falei enquanto andava pela calçada com o Will.
– Relaxa cara... – ele dizia cambaleando de tanta bebida que ele tomava. Eu nunca o vi assim, tão bêbado desse jeito. Estranho...
– Wow wow wow. Acho melhor você ir mais devagar com isso aqui – eu disse pegando uma garrafa de uísque da sua mão. Aproveitei e tomei um gole também.
– Ei! É meu!
– Seu nada, você já tomou de mais – rimos. Tentei mais uma vez ligar para Amy, mas a mesma coisa aconteceu. Impaciente, tentei pela terceira vez. Finalmente, ela atendeu, mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Amy falou rapidamente:
– Harry, para de ligar! Eu falo com você depois ok? – e então ela desligou.
– Que grossa... – Will.
Fiquei calado por um tempo.
– Ela... Ela deve estar chateada agora, sei lá – tentei defendê-la. Mas realmente ela foi meio grossa.
– Arghh, aqui ta chato. Me dá mais um pouquinho... – William tentou pegar a garrafa na minha mão, mas eu estiquei o meu braço para ele não alcança-la.
– Não, você já tomou de mais – ri.
– Me dá.
– Não Will, chega – falei um pouco mais sério pela força que ele estava fazendo para alcançar a garrafa.
– Me dá logo! – ele gritou.
– Não! – gritei de volta até que ele me deu um murro e eu caí no chão. A dor agoniante era bem forte em toda a minha bochecha esquerda, meu rosto estava todo dolorido e eu não conseguia ver nada alem de tudo preto, até que eu abri os olhos e olhei para ele. Will estava em pé olhando para mim.
– O que está acontecendo com você? – eu disse. Seu olhar mostrava que ele estava um pouco arrependido, mas agora que ele já fez, já era.
Ele pegou a garrafa e saiu correndo.
Eu me levantei devagar e me ajeitei. Provavelmente foi a bebida que o levou a fazer isso, mas eu tenho percebido algumas coisas diferentes nele depois da festa.
Por algum motivo, todo mundo está chateado hoje...
Chris P.O.V
Eu não parava de pensar no que o Harry tinha dito sobre a Amy, eu me sentia culpado por não ter passado tempo com ela e queria me redimir, ainda mais agora que ela está bem triste, mas eu não a achava em lugar nenhum! Não estava na casa da Lindsay ou da Tracey, e se o Harry veio procurar por ela, então ela também não está com ele. Decidi pegar o carro e ir procura-la, mas antes de chegar lá, a encontrei sentada na escadinha da porta da frente.
– Ei... – sentei do lado dela.
– Não to afim, Chris – ela disse sem olhar para mim.
– Vamos conversar. Você não falou comigo desde que descobriu que...
– Que eu não sou sua irmã? – ela perguntou, agora olhando para mim. – É, não sei o que falar sabe...
– Olha, eu sei que você ta chateada e tudo mais, mas eu não tenho culpa de nada! Eu nem se quer sabia! Então dá para esquecer isso por um tempinho e sair um pouco com seu irmão? – eu falei em tom alto o que fez ela olhar para mim. Ela me encarou por um tempo e então respondeu:
– ...Ta! – Amy deu um sorriso pequeno concordando. – Para onde nós vamos?
– Você vai ver – eu levantei pegando a mão dela e puxando-a para o carro.
– Sério que você me trouxe aqui? – Amy disse rindo. Estávamos sentados na mesa, o lugar estava cheio de crianças como de costume, e acho que só por estar aqui já a fez se sentir melhor.
– Claro, você sempre gostou de sorvete! E a gente costumava vir aqui quando mais novos, lembra? – perguntei enquanto lambia minha casquinha.
– Lembro! Mas a gente fazia isso com a Jenny e Tiff...
– Você realmente achou que a gente não viria? – Tiffany disse aparecendo com Jennifer e o Harry logo atrás.
– Meninas! – Amy levantou e abraçou minhas irmãs que sentaram instantes depois.
Harry P.O.V
Os quatro irmãos começaram a conversar e eu só fiquei em pé ali ao lado feito um idiota. A Amy nem me agradeceu por ter trazido as meninas, na verdade, ela nem falou comigo e eu só queria ajudar de alguma forma.
Desisti e fui embora. Não consigo entender o porquê dela estar assim...
Amy P.O.V
Comemos e rimos muito enquanto conversávamos. Tentamos o máximo ignorar o fato deu ser adotada, mas mesmo sem querer, o assunto chegou:
– Mas e aí? Como estava a Megan? – Tiffany.
– Ela não sabe.
– E o Justin? – Jennifer.
– Eu também não contei pra ele. Só quem sabe é a mãe.
– Mas ele também é seu irmão? Você namorou com seu irmão? – Tiffany.
– Não! Eca! – ri um pouco. – Ele e Megan são meio irmãos e ele vem da parte do pai, então, acho que eu não tenho nada a ver com ele. Ainda bem.
– O que a mãe da Megan disse? – Chris.
Lindsay P.O.V
Chequei a minha bolsa: maquiagem, ok; celular, ok; iPad, ok. Pronto, tudo o que eu precisava eu já tinha, menos coragem. Ontem, o Louis ficou com a Ashley o tempo inteiro, mas foi só por causa da festa... Nada sério está acontecendo entre eles (eu espero) o que significa que ele ainda está disponível, só que como o garoto nunca dá uma iniciativa, resolvi chama-lo pra sair.
Cheguei no Berlin's Hotel, onde ele, Liam, Zayn e Niall estão hospedados segundo a Amy. Dei um tchauzinho para o motorista e ele junto à limousine foram embora.
Cheguei na recepção que era bem grande e tinha um grande lustre de vidro iluminando o local. Nos lados, haviam pequenas fontes perto dos elevadores e o lugar era bem, BEM decorado.
– Suíte do Tomlinson – eu falei com ignorância para o cara que trabalhava no balcão me sentindo importante por conhecer eles, mas era só brincadeira.
– Er... Não há nenhum Tomlinson hospedado neste hotel...
Estranhei, mas logo entendi. Os garotos devem ter pedido para ninguém dizer que eles estão aqui.
– Tem certeza? – abaixei meus óculos deixando ele ver os meu olhos.
– Um minutinho – o moço falou e pegou um pequeno guardanapo que tinha alguns nomes escritos. – Seu nome por favor...
– Lindsay Foster.
– Desculpe, mas seu nome não está na lista.
– O QUE?
– Não tem nenhum Tomlinson neste hotel. Tchau! – ele retribuiu minha arrogância e eu saí assustada com o seu comportamento, mas enfim, eu não acredito que os meninos fizeram uma lista das pessoas que podem visita-lo e eu NÃO ESTOU NELA!
Harry P.O.V
Eu não consegui dormir direito. Ficava pensando como a Amy devia estar se sentindo. Adotada? É uma notícia e tanto, saber que aquele tempo todo, seus pais na verdade não são seus pais, seus irmãos não são seus irmãos... Isso tudo deve ser horrível, mas eu não sabia como ajuda-la, na verdade, nem falei com ela depois que eu e todo mundo saímos da festa ontem. Parece que nem a Lindy e a Tracey falaram. Não poder fazer nada para deixa-la melhor, era uma sensação horrível, fazia eu me sentir inútil.
– Harry? – minha vó falou mais alto, o que fez parecer que não era a primeira vez que ela me chamava. – Você quer leite no cereal?
– Ahn? – saí dos meus pensamentos prestando atenção nela. – Claro, quero sim.
– Está tudo bem, querido? – ela perguntou colocando o leite no meu prato. – Você não está chateado porque os meninos não estão mais aqui em casa, está?
– Não, não... Ta tudo bem em relação aos meninos.
– Então o que foi? – ela se sentou do meu lado na mesa.
– Alguma vez você já quis ajudar um amigo mas não sabia como? – dei uma colherada no meu cereal.
– Bem... As vezes esse amigo só precisa de tempo.
– É, mas se nesse tempo ele estiver sofrendo? – falei com a boca um pouco cheia.
– Tente falar com ele então, saber se ele quer desabafar ou sei lá. – ela levantou e foi até a pia lavar alguns pratos, eu terminei de comer e então resolvi ir na casa da Amy, se ela estivesse pronta para falar sobre isso, ela falaria.
Chris P.O.V
Eu estava deitado jogando uma bola de basquete para cima e a pegando. Clássica coisa de fazer quando se está entediado (ou de coração partido). A Lissa vai se casar? Com o BRIAN? Isso não pode estar acontecendo. Parte de mim estava feliz por ele, mas a outra parte, que era a maioria, não queria que isso acontecece.
Peguei meu celular que estava carregando na bancada da cozinha, peguei as chaves do carro e fui para a porta a fim de sair de casa para tentar esquecer um pouco dessas coisas, mas antes que eu pudesse abri-la, a campainha tocou, então eu a abri só para ver quem é.
– Harry? É você? – falei.
– Oi Chris...
– Nossa, quanto tempo! A última vez que eu te vi foi há uns 3 anos atrás. Você voltou... E ta bem grande hein...
– É – ele riu.
– A Amy precisa te ver! Ela saiu agora pouco, mas quando ela voltar, ela finalmente vai se animar...
– Na verdade, eu já estou aqui em Londres há um tempinho. Eu já vi a Amy.
– Sério? – estranhei. – Então por que só agora eu fui te ver?
– Se você estivesse mais presente na vida de sua irmã, você já teria me visto – ele riu. – Enfim, como ela não está aqui, eu vou embora. Foi bom te ver de novo.
Eu sorri e ele saiu. O pior é que o Harry está certo. Ultimamente eu e a Amy não tivemos muito tempo juntos. Desde que eu fui pra Austrália, nosso relacionamento tem sido bem menor do que o normal. Antes, a gente conversava sobre tudo que acontecia no nosso dia antes de dormir, e agora, eu só vivo na casa do Brian ou na casa da Lissa enquanto ela fica com Lindsay e Tracey.
Talvez, agora que as coisas estão horríveis pra ela, a Amy não precisa de espaço e sim de ajuda. Da minha ajuda, afinal eu sou o irmão dela, não é?
Acho que eu devo procura-la.
Amy P.O.V
– Então... Pode falar – a Mãe da Megan disse. Estávamos no escritório da sua casa. Lá tinham grandes poltronas bem acolchoadas, que era onde estávamos, e várias estantes com vários livros diferentes. Havia também uma mesa na ponta com três computadores, dois Macs e um Windows.
– Er... – fiquei calada por quase um minuto inteiro olhando para os livros tentando pensar em como dizer o que eu estava prestes a falar.
– Amy? – ela disse. – Pode me dar os documentos... Eu assino agora mesmo.
– Na verdade, sra. Adams, eu menti. Não tem documentos.
– Ué, então por que você me chamou aqui?
– Porque eu precisava de uma desculpa para conversar com você em particular.
Ela estranhou por um momento e disse:
– Ok então, pode falar.
Mais uma vez eu fiquei calada, quer dizer, eu queria contar tudo, mas de alguma forma, as palavras não saíam da minha boca. Resolvi então fechar os olhos bem forte e dizer de uma vez só:
– Eu sou sua filha! – falei. Continuei com os olhos fechados porque eu não queria ver a sua reação, mas ela iria me achar uma louca se eu continuasse daquele jeito, então eu os abri. Sra. Adams estava rindo.
– Você é engraçada! – ela dizia na gargalhada. – Mas enfim... Pode me entregar os documentos, eu preciso assinar logo.
– O que? Eu não estou mentindo – falei meio séria.
– Não? Ai meu Deus – ela parou de rir vendo a minha expressão. – Mas não pode ser.
– Você não teve nenhum bebê a 17 anos atrás?
– Não. Quer dizer, tive. Mas eu entreguei ele para a adoção. E nem foi nessa cidade, foi em... – ela estava falando, mas ficou calada para pensar.
– Olha, eu vim aqui porque eu precisava saber mais. Eu precisava entender o que aconteceu – eu já estava querendo chorar ali. Tentei dizer várias coisas, mas não parecia que ela ouvia, até que a sra. Adams finalmente respondeu.
– Como você sabe? Como você pode ter tanta certeza?
– Porque meu avô fez um teste de DNA entre a gente e houve uma combinação.
– Amy, querida, você está me assustando. Se isso for uma brincadeira por favor, pare.
– Não é uma brincadeira. Eu até tenho o resultado do teste. Está na minha bolsa que eu deixei lá na sala. Vem ver.
Voltei com ela para a entrada da casa, no sofá onde eu fiquei sentada com o Justin. Lá estava a minha bolsa. Eu a abri para pegar os resultados, mas eu não os encontrei. Estranhei e continuei procurando sem ter sucesso.
– M-mas estava aqui um segundo atrás.
– Amy, por que você não vai para casa e me deixa descansar um pouco?
– Mas... Mas...
– A gente conversa melhor depois, eu só preciso de um tempo para pensar um pouco sobre isso.
Ela me levou até a porta e praticamente a bateu na minha cara. Lá fora, tentei processar um pouco tudo o que estava acontecendo, que era provavelmente o que a mãe da Megan estava fazendo também, e então eu chorei, mas chorei muito já que não tinha ninguém me vendo. Fui andando até a minha casa nas lágrimas e olha que eu nem sou uma garota muito de chorar!
Ao chegar, só em olhar para o jardim da minha casa, eu me senti enjoada. Não podia entrar lá, meus "pais" vão estar lá dentro, ou meu irmão, ou minhas irmãs, ou sei la quem mais.
Nesta hora, o Harry me ligou. Eu olhei bem para o celular que estava mostrando a foto do contato dele e então ignorei a chamada. Não posso falar com ele agora porque é só ouvir a sua voz que eu choro bem mais ainda.
A única coisa que eu não conseguia entender é: onde estavam os resultados do teste. Eu não consegui acha-los na minha bolsa, então alguma coisa aconteceu...
Megan P.O.V
Fiquei em silêncio observando a papelada na minha frente sem acreditar. A Amy é minha irmã? Não. Isso não pode estar acontecendo. Eu sempre fui tão má com ela e agora eu descubro que ela sempre fez parte da minha família?
Comecei a chorar. O Will terminou comigo e a minha inimiga desde pequena é a minha irmã, tudo estava dando errado. O estranha é que eu nem estava mais me reconhecendo. Nunca imaginei que eu iria ficar tão triste assim só por terminar com um garoto ou ficar tão arrependida por ter maltratado alguém, já que eu maltrato um monte de gente. Nossa, como eu sou horrível.
Sem culpa nenhuma, joguei os resultados que achei na bolsa da Amy na lareira e fiquei os observando queimar e queimar mais um pouquinho até aqueles papéis deixarem de existir.
Lindsay P.O.V
Ficava ligando para o Louis, mas era um sacrifício para ele atender. Se eles falarem com o cara do balcão, talvez ele me deixe subir.
– Oi... – Um Niall bem cansado atendeu. Tinha uma música bem alta no fundo.
– Niall! Cadê o Louis?
– Ah, um minutinho. Lana! Se desgruda do Louis. Tem gente no telefone pra ele... – fiquei calada e o Louis pegou o celular.
– Oi?
– Er... – não sabia o que falar. Ele já está com outra garota? Mas como ele é rápido! – Nada não, deixa pra lá.
Desliguei. Ficar com garotas foi o que ele mais fez desde que ele veio e eu sou a idiota que gosta dele e fica triste toda vez em que descubro mais uma de suas vítimas.
Fui embora.
Harry P.O.V
– Argh, a Amy não quer me atender! – falei enquanto andava pela calçada com o Will.
– Relaxa cara... – ele dizia cambaleando de tanta bebida que ele tomava. Eu nunca o vi assim, tão bêbado desse jeito. Estranho...
– Wow wow wow. Acho melhor você ir mais devagar com isso aqui – eu disse pegando uma garrafa de uísque da sua mão. Aproveitei e tomei um gole também.
– Ei! É meu!
– Seu nada, você já tomou de mais – rimos. Tentei mais uma vez ligar para Amy, mas a mesma coisa aconteceu. Impaciente, tentei pela terceira vez. Finalmente, ela atendeu, mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Amy falou rapidamente:
– Harry, para de ligar! Eu falo com você depois ok? – e então ela desligou.
– Que grossa... – Will.
Fiquei calado por um tempo.
– Ela... Ela deve estar chateada agora, sei lá – tentei defendê-la. Mas realmente ela foi meio grossa.
– Arghh, aqui ta chato. Me dá mais um pouquinho... – William tentou pegar a garrafa na minha mão, mas eu estiquei o meu braço para ele não alcança-la.
– Não, você já tomou de mais – ri.
– Me dá.
– Não Will, chega – falei um pouco mais sério pela força que ele estava fazendo para alcançar a garrafa.
– Me dá logo! – ele gritou.
– Não! – gritei de volta até que ele me deu um murro e eu caí no chão. A dor agoniante era bem forte em toda a minha bochecha esquerda, meu rosto estava todo dolorido e eu não conseguia ver nada alem de tudo preto, até que eu abri os olhos e olhei para ele. Will estava em pé olhando para mim.
– O que está acontecendo com você? – eu disse. Seu olhar mostrava que ele estava um pouco arrependido, mas agora que ele já fez, já era.
Ele pegou a garrafa e saiu correndo.
Eu me levantei devagar e me ajeitei. Provavelmente foi a bebida que o levou a fazer isso, mas eu tenho percebido algumas coisas diferentes nele depois da festa.
Por algum motivo, todo mundo está chateado hoje...
Chris P.O.V
Eu não parava de pensar no que o Harry tinha dito sobre a Amy, eu me sentia culpado por não ter passado tempo com ela e queria me redimir, ainda mais agora que ela está bem triste, mas eu não a achava em lugar nenhum! Não estava na casa da Lindsay ou da Tracey, e se o Harry veio procurar por ela, então ela também não está com ele. Decidi pegar o carro e ir procura-la, mas antes de chegar lá, a encontrei sentada na escadinha da porta da frente.
– Ei... – sentei do lado dela.
– Não to afim, Chris – ela disse sem olhar para mim.
– Vamos conversar. Você não falou comigo desde que descobriu que...
– Que eu não sou sua irmã? – ela perguntou, agora olhando para mim. – É, não sei o que falar sabe...
– Olha, eu sei que você ta chateada e tudo mais, mas eu não tenho culpa de nada! Eu nem se quer sabia! Então dá para esquecer isso por um tempinho e sair um pouco com seu irmão? – eu falei em tom alto o que fez ela olhar para mim. Ela me encarou por um tempo e então respondeu:
– ...Ta! – Amy deu um sorriso pequeno concordando. – Para onde nós vamos?
– Você vai ver – eu levantei pegando a mão dela e puxando-a para o carro.
– Sério que você me trouxe aqui? – Amy disse rindo. Estávamos sentados na mesa, o lugar estava cheio de crianças como de costume, e acho que só por estar aqui já a fez se sentir melhor.
– Claro, você sempre gostou de sorvete! E a gente costumava vir aqui quando mais novos, lembra? – perguntei enquanto lambia minha casquinha.
– Lembro! Mas a gente fazia isso com a Jenny e Tiff...
– Você realmente achou que a gente não viria? – Tiffany disse aparecendo com Jennifer e o Harry logo atrás.
– Meninas! – Amy levantou e abraçou minhas irmãs que sentaram instantes depois.
Harry P.O.V
Os quatro irmãos começaram a conversar e eu só fiquei em pé ali ao lado feito um idiota. A Amy nem me agradeceu por ter trazido as meninas, na verdade, ela nem falou comigo e eu só queria ajudar de alguma forma.
Desisti e fui embora. Não consigo entender o porquê dela estar assim...
Amy P.O.V
Comemos e rimos muito enquanto conversávamos. Tentamos o máximo ignorar o fato deu ser adotada, mas mesmo sem querer, o assunto chegou:
– Mas e aí? Como estava a Megan? – Tiffany.
– Ela não sabe.
– E o Justin? – Jennifer.
– Eu também não contei pra ele. Só quem sabe é a mãe.
– Mas ele também é seu irmão? Você namorou com seu irmão? – Tiffany.
– Não! Eca! – ri um pouco. – Ele e Megan são meio irmãos e ele vem da parte do pai, então, acho que eu não tenho nada a ver com ele. Ainda bem.
– O que a mãe da Megan disse? – Chris.
Percebi o quanto eles estavam fazendo perguntas, mas eu não os culpo. Eles devem estar muito curiosos.
– Ela não acreditou em mim. Os documentos sumiram então eu não tinha provas... Mas também né, como ela poderia acreditar? Nem eu ainda caí na real em que meus pais... – parei um momento para respirar e todos aqueles sentimentos de solidão vieram de uma vez só, e quanto mais eu falava, eles ficavam mais intensos. – Meus pais não foram ao hospital no dia do meu nascimento... Minha mãe não me amamentou... Meu pai não chegou a ver meus primeiros passos... – comecei a chorar falando entre as lágrimas e eles ficaram calados ouvindo. – Nem eu acredito que sou adotada. Isso não pode estar acontecendo!
Olhei para baixo e meu cabelo cobriu meu rosto, o que me aliviava um pouco, mas meus irmãos ainda conseguiam ver as lágrimas caindo na mesa.
– Ei, Amy... – Chris disse esticando seus braços e segurando a minha mão por cima da mesa. – Não importa de onde você veio, não importa qual sangue nós temos... – ele olhou para as meninas. – Você sempre, SEMPRE será a nossa irmã.
Voltei a olhar pra frente e passei a mão no rosto para reter o choro. Provavelmente eu estou bem avermelhada agora, mas eles sempre sabem me fazer sorrir, e foi isso que aconteceu.
Jennifer e Tiffany me abraçaram e logo o Chris também, foi a melhor coisa que aconteceu no dia, e eu não queria que aquele momento acabasse.
Nós continuamos a noite e até rimos muito, mas o mais importante é que nós estávamos juntos e nos divertindo... Que nem nos velhos tempos.
– Ela não acreditou em mim. Os documentos sumiram então eu não tinha provas... Mas também né, como ela poderia acreditar? Nem eu ainda caí na real em que meus pais... – parei um momento para respirar e todos aqueles sentimentos de solidão vieram de uma vez só, e quanto mais eu falava, eles ficavam mais intensos. – Meus pais não foram ao hospital no dia do meu nascimento... Minha mãe não me amamentou... Meu pai não chegou a ver meus primeiros passos... – comecei a chorar falando entre as lágrimas e eles ficaram calados ouvindo. – Nem eu acredito que sou adotada. Isso não pode estar acontecendo!
Olhei para baixo e meu cabelo cobriu meu rosto, o que me aliviava um pouco, mas meus irmãos ainda conseguiam ver as lágrimas caindo na mesa.
– Ei, Amy... – Chris disse esticando seus braços e segurando a minha mão por cima da mesa. – Não importa de onde você veio, não importa qual sangue nós temos... – ele olhou para as meninas. – Você sempre, SEMPRE será a nossa irmã.
Voltei a olhar pra frente e passei a mão no rosto para reter o choro. Provavelmente eu estou bem avermelhada agora, mas eles sempre sabem me fazer sorrir, e foi isso que aconteceu.
Jennifer e Tiffany me abraçaram e logo o Chris também, foi a melhor coisa que aconteceu no dia, e eu não queria que aquele momento acabasse.
Nós continuamos a noite e até rimos muito, mas o mais importante é que nós estávamos juntos e nos divertindo... Que nem nos velhos tempos.
Continua...
Então gente, é isso :) eu coloquei o "anteriormente" lá em cima porque eu meio que demorei um pouco para esse capítulo, aí era só para lembrar um pouco vocês o que aconteceu.
No próximo capítulo vamos saber mais sobre como aconteceu direito a gravidez da mãe da Amy e como ela teve a filha. XOXO

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