- Também tava com saudades prima. - disse ele parando de me abraçar e sorrindo.
O Henry era o meu primo que morava na Argentina e eu não o via a cerca de 3 anos. Ele era loiro e alto. Meu Deus que saudade!!
- Vai ficar quanto tempo? - disse eu.
- Vou passar um tempinho, alguns meses, estou de férias. - disse ele sorrindo.
- Já??
- Aham... Lá na Argentina já é verão...
- Que maravilha!! - disse eu super feliz.
- Haha, pois é tudo muito maravilhoso, então, podem ir subindo, Henry você vai dormir no quarto do Mark. - disse minha mãe enquanto ia carregando a mala dele para cima.
- Deixa que eu pego, tia. - disse o Henry, pegando a mala da mão da minha mãe e subindo as escadas.
Estava realmente muuito feliz em vê-lo, queria contar a ele tudo que havia acontecido comigo esses últimos anos, contar as novidades, contar os segredos, ele era o meu primo preferido e estava sentido falta dele, ainda bem que vai passar alguns meses, tempo suficiente.
Henry P.O.V
Nossa, como tudo esta tão diferente, eu meio que me assustei quando vi a Sam, era ela realmente? Está muito diferente, nem deu pra acreditar, o Mark esta muito grande para a última vez que tinha o visto, e a minha tia está a mesma coisa. Estava exausto, queria mesmo era tomar um banho e dormir. Meu deus!! Agora que lembrei, eu vou ver ela. Uau, quanto tempo eu não vejo ela, estou morrendo de saudades.
Sam P.O.V
Tinha acabado de tomar um banho, deitei na cama, e fiquei olhando para o meu celular com a esperança de que ele ligasse, ou alguma coisa parecida.
*toctoc*
- Pode entrar. - disse eu meio baixo.
- Ei, ocupada? - disse o Henry com o cabelo molhado, aparentemente também havia tomado banho.
- Não, não, pode entrar. - disse eu.
- Então tá. Mas eai? Me conte... O que você tem feito? Bem... Nesses 3 anos que a gente não se vê. - disse ele sentando no meu lado na cama.
- Namorando? - disse ele me olhando com um sorrisinho
- Enrolada serve? - disse eu, meio sem graça.
- Como assim? Descreva a sua situação. - disse ele dando uma risadinha leve.
- Bom, 3 garotos são apaixonados por mim, sendo que um deles é paixão da minha melhor amiga. - disse eu, levantando e começando andar pelo quarto.
- Nossa, situação massa essa. - disse ele com ironia.
- Pois é, além de que eu briguei com um deles. - disse eu chateada.
- Mas qual o problema? Pelo menos, você tem os outros 2. - disse o Henry rindo.
- É, mas sei lá, ele é diferente, por algum motivo, ele é mais importante.
- Ta apaixonadaa por ele. - disse ele em forma de músiquinha.
- É, acho que sim... Mas também estou apaixonada pelo os outros 2. - disse eu, me jogando na cama, exausta de tanto pensar sobre isso.
- Tudo bem, nunca ouviu dizerem: "toda paixão é uma confusão"?
- Na verdade, não. - ri - Quem disse isso?
- Eu. - disse ele sorrindo.
- Bom, mas chega de falar de mim. E vc? Namorando? - disse eu olhando para ele, do mesmo jeito que ele havia me olhado.
Ele riu.
- Hm... Te digo amanhã, que tal? To com tanto sono. - disse ele fechando os olhos.
- Nem venha Henry, eu já falei, agora é sua vez. - disse eu, chacoalhando ele para disperta-lo.
- Ta bom, ta bom. Minha situação é a mesma, há 5 anos eu sou apaixonada pela mesma garota, e ela nem liga para mim. - disse ele meio triste.
- Hm... Posso saber quem essa garota idiota, que não vê o quanto você é maravilhoso? - disse eu meio alto.
- Você não conhece não, deixe pra lá. - disse ele sorrindo
- Mas, qual o nom...
- Esquece Sam!! Tá? Por favor... - ele gritou, como se realmente quisesse mudar de assunto. - Eu preciso ir, boa noite. - ele saiu e batendo a porta.
Fiquei meio assustada com a reação dele, mas ignorei, e foi dormir.
Louis P.O.V
Estava me sentindo muito mau em não falar com ela, sentindo falta de abraça-la, sentindo falta de tê-la ao meu lado, resolvi então ligar para ela, vai ver que ela realmente teria um bom motivo. Eram 00:00, mas não posso esperar para amanhã, além disso ela nunca dorme cedo. Vou ligar.
...
Já liguei 3 vezes, e ela não atende, deve não estar querendo falar comigo, é melhor eu desistir.
Rachel P.O.V
Eram 1:30 da manhã e eu não conseguia dormir, o James não parava de tremer a noite toda, mesmo estando num colchão no chão, dava para ouvir os seus tremores, acho que era de frio. Comecei a ficar com pena. O chão deveria estar muito frio mesmo pois está nevando muito la fora. Resolvi então, buscar uns cobertores a mais. Funcionou, por um tempo. Logo depois os tremores voltaram. Não sabia o que fazer então levantei, fui até o colchão, e sussurei no ouvido dele:
- James... O chão ta muito frio, porque você não vem pra aqui? A cama é mais quentinha.
Mesmo com muito sono, e praticamente dormindo ainda, ele concordou com a cabeça e eu o guiei até a cama. Coloquei ele lá e em seguida os tremores pararam. Fiquei feliz, mas... Como eu iria dormir agora? Tipo, junto com ele? Mesmo que eu quisesse, pegaria mau, além do meus pais estarem dormindo no quarto ao lado, então desci e dormi no sofá.
...
De manhã acordei cedo, pois não consegui dormir direito naquele sofá apertado, fiz um café para mim, e me encontrei com o James descendo as escadas devagar, enquanto se apoiava nos corrimãos.
- Bom dia. - disse ele sorrindo.
- Bom dia... - disse eu com muito sono ainda.
- Posso saber porque você dormiu aqui em baixo hoje? - disse ele se sentando no sofá.
- É, porque você estava tremendo de tanto frio, ai eu te coloquei na minha cama, depois eu desci e dormi aqui em baixo. - respondi
- Isso eu me lembro bem, a pergunta é porque você não ficou comigo? - disse ele se aproximando.
- Ah...Ah... Eu.. Eu não sei. - disse eu, sem me concentrar em mais nada além daqueles olhos brilhantes.
Ele estava chegando perto até sermos bruscamente interrompidos pela minha mãe.
- Boom dia criançass!! Vamos tomar café?? - disse ela bem alegre.
Nós afastamos, e sentamos para tomar café juntos.
James P.O.V.
Que estranho. A Rachel está diferente. Ela cuida tanto de mim! Até não estou reconhecendo ela. Sempre perguntando se eu estou bem, fazendo café com bastante açúcar do jeito que eu gosto. E por que ela dormiu no sofá hoje? Era pra eu dormir melhor? Por que ela está me tratando tão bem assim?
Senti um sentimento crescendo em meu peito, um sentimento bom. Deixei um sorriso bobo sair e fui tomar meu café...
Sam P.O.V
De manhã, o despertador não havia tocado, afinal era sábado. Fiz minha higiene pessoal, e fui olhar meu celular, quando vi 3 chamadas perdidas: Louis. Sério? Ele me ligou? Fiquei feliz em saber, que pela primeira vez ele queria falar comigo. A primeira coisa, que fiz foi retornar a ligação, mas nem chamar, chamou, já que estava com muita fome, resolvi retornar depois. Desci para o café, e encontrei o Mark, o Henry, minha mãe e por íncrivel que pareça meu pai também. Tinha chegado de viagem hoje de madrugada.
- Bom dia pessoal! - disse eu.
- Bom dia - um coro se formou na cozinha. Depois fui abraçar meu pai.
Peguei meu cereal e fui comer na varanda, logo o Henry se juntou a mim.
- Ei, desculpa por ontem, ok? - disse ele sentando ao meu lado.
- Tudo bem, sem problemas. - disse eu.
- É porque toda vez que eu lembro dela, tenho duplas emoções. - disse ele.
- Hm.... O que? - disse muuito confusa.
- Assim, eu fico triste por lembrar que ela não da a mínima para mim, mas fico feliz só de lembrar como ela é maravilhosa. - disse ele.
- Ah, claro. Então, me desculpe eu, por falar... dela.
- Tudo bem, sem problemas. - disse ele me imitando.
Sorri.
Neste mesmo instante veio o Mark se juntar com a gente. Ele estava tão entusiasmado com a vinda do nosso primo que queria ficar com ele o tempo todo.
- Cara... - eles se referiam um a ao outro desta maneira, o Mark o chama de cara e o Henry o chama de maninho... - ...comprei a versão nova daquele jogo que joguei com você na sua casa!!
Eles começaram a falar sobre jogos de vídeo game de tiro e explosões e me senti meio excluída até que resolvi entrar na conversa... Mas para isso eu deveria saber jogar né? E o único jeito de aprender um jogo é jogando ele!
O Mark foi pegar o jogo no quarto dele e o Henry foi ligar o playstation, que eu raramente usava. Como o papai comprou 2 controles, na expectativa que eu jogue com o Mark, eu pude jogar com alguém.
Como o Henry era o convidado, foi com ele que eu iniciei o jogo. O meu objetivo é acabar com a vida do meu oponente, que é o meu primo, mas, na medida que nós passamos as fases, percebo que o jogo está fácil demais e eu consigo "matar" o personagem de Henry todas as vezes, até que ele olha para o Mark, e o Mark olha para ele na mesma hora como se eles soubessem de alguma coisa, e derrepente os dois gritam para a televisão:
ARMA SECRETA!
O meu primo aperta uma série de botões, e, antes que eu perceba, uma bomba explode em meu personagem e ele perde todas as vidas.
Os dois riem e batem as mãos uma na outra.
Fiquei com raiva e prometi a eles uma revanche enquanto me acabava de rir também, mas, meu celular começou a tremer e quando eu fui ver, era o Louis com mais uma tentativa de me ligar. Parece que a hora da diversão acabou, pensei e fui para a varanda atendê-lo.
- Oi... - disse eu sussurando.
- Oi, você pode conversar? - disse ele meio que se sentindo mau.
- Posso sim, pode falar. - respondi.
- Bem, é que eu queria saber... Assim... É que... Tipo, eu até pediria desculpas, pelo o meu comportamento, mas, quando eu a vi com o Harry, fiquei muito mau depois disso! A única coisa que me acalmou foi o teatro, tipo, você é a Julieta e ele é o Romeu. O beijo não foi verdadeiro, vocês só estavam encenando não é? - perguntou ele.
- Sim - disse eu meio pensativa pelo fato deu, por um pequeno momento, querer ter beijado o Harry - olha, foi só que...
- Não, não precisa explicar nada, eu acredito em você. - disse ele com um tom de felicidade.
Sorri.
- Ai, que bom que a gente finalmente resolveu isso! Eu preciso te ver, estou morrendo de saudades. Posso ir aí? - disse ele.
- Claro, estou esperando, beijos. - disse eu desligando o telefone.
Estava muito feliz,de finalmente resolver as coisas entre mim e o Louis. Entrei na casa, me arrumei e fiquei esperando ele chegar. Logo a campanhia tocou e eu fui atender. Era ele.
- Oi... - disse sorrindo.
- Oi - disse ele vindo me abraçar.
Ficamos abraçados por um tempinho. Ele sussurou no meu ouvido:
- Como eu tava com saudade desse abraço, tenho vontade de nunca mais te soltar.
Abracei ele com mais força, ficamos lá por mais alguns segundos, até o Henry aparecer.
- Ei, Sam, ta na sua vez de jogar!! - disse ele meio alto. - Ops, me desculpa, eu não vi você ai. - disse ele olhando para o Louis e voltando para a sala.
- Não, não, Henry pode voltar. Louis esse é o Henry, meu primo, Henry esse é o Louis, meu...meu... namorado. - Namorado? Tinha realmente dito isso? É, mas estamos juntos à algum tempo... Acho que faz dele meu namorado, nada oficial mas... E daí?
- Prazer - disse o Henry estendendo a mão.
- Igualmente - disso o Louis apertando a mão do Henry.
- Sim, não vamos ficar aqui, né? - disse eu fechando a porta e andando até a sala.
- Senta aqui eu já volto - disse eu para o Louis e me dirigindo à cozinha.
Louis P.O.V
Namorado? Ela me chamou de namorado? Eu não posso nem acreditar, as coisas estavam mais do que bem, tudo estava dando extremamente certo, estava muito feliz.
Enquanto ela ia na cozinha, fiquei entretido vendo o primo e o irmão dela jogarem, até que desviei minha atenção, pois meu celular havia vibrado a mensagem dizia:
Ei, já cheguei! Vai me buscar aqui no aeroporto ou não?
Vixe, tinha esquecido completamente que tinha que ir para o aeroporto. Me levantei e fui até a cozinha.
- Sam, eu preciso dar uma passada no aeroporto, mas queria ficar aqui com você, então... Não quer vir comigo? - disse eu.
- Claro que eu vou, deixa eu só pegar minha bolsa. - disse ela indo para o quarto.
- Estou esperando no carro. - disse eu.
O caminho foi meio longo, já que a casa dela não era muito perto do aeroporto.
Sam P.O.V
Estava já cansada de esperar, seja lá quem fosse essa pessoa que ele estava esperando, não aparecia em lugar nenhum. Resolvi perguntar.
- Ei, Louis, quem nós estamos esperando mesmo? - disse eu curiosa.
- Você vai logo descobrir, deixa eu só achar onde eles estão... Ali! Eii, Zayn, Niall, aqui, eu estou aqui!!












